Evie. Same as Nothing

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Apesar do ar condicionado ligado, as bochechas de Mal estavam vermelhas de calor, e mesmo dormindo ela suava muito, o que preocupava o jovem rei, que já não sabia o que fazer para que a noiva se sentisse melhor.

Já tinha feito ela se levantar para por uma roupa mais leve. Inclusive a fez se levantar uma segunda vez para que tirasse as roupas e deitasse apenas com as peças íntimas. Ligaram o ar condicionado no mínimo, e as janelas estavam abertas, apesar da cortina estar fechada para não expô-la. Não haviam cobertas na cama.

Mal jamais se acostumaria com o calor infernal de Auradon no verão.

E seu corpo, agora gestando um bebê em seus oito meses, não estava nada contente com a temperatura da tarde, que chegava na casa dos trinta graus. Então ela estava fraca, manhosa e sonolenta.

—Se levante, vamos tomar um chá.—Ben sussurrou, após ouvi-lá resmungar quando recebeu beijos.

—Não... Está... quente.

—Chá gelado. Aquele de pêssego que você gosta. Vem.—Sussurrou ele.

—Juro que se eu sentir cheiro de pêssego agora, vou vomitar. E não me tente à isso, mal consigo me ajoelhar perto do vaso.

—Engraçado, pois ontem a senhora não pareceu ter problemas para se ajoelhar diante de seu rei.—O homem sorriu malicioso, se afastando da cama.

—Estávamos na cama.—Declarou a menina, se sentando para encara-lo enquanto se espreguiçava.—Não me faça tomar chá de pêssego. Vou passar mal.

—Tudo bem. Vamos só... sair de casa. Aqui está quente e isso está te fazendo mal.

—Não queremos sair.—Mal tocou o ventre com um olhar orgulhoso, se acolhendo novamente na cama.—Ellie e eu estamos cansadas e queremos dormir.

—Mas... meu amor... o quarto esta abafado.

—Não tem problema. Vou só... cochilar um pouquinho.—Ela bocejou entre as palavras, e suspirou.

—Você dormiu a manhã toda. Já são duas e meia. —Ele declarou.—Ellie deve estar com fome.

—Não está. Estamos enjoadas.—A garota bufou, se virando para o lado dele quando ele deitou e a abraçou.

Amava se acolher nele. Amava cada vez que ele se aconchegava perto e a abraçava, fazendo ela se sentir a menina mais sortuda do mundo. Como podia ela ter tido a sorte de ter o homem mais gentil do mundo como noivo e futuro marido?

—Você vai se deitar comigo?

—Preciso te levar de volta para o campus.

—Posso dormir? Só... cinco minutinhos aqui, no seu colo.

—Pode, meu amor.—Ele beijou a testa da noiva com carinho, tocando seu ventre com uma grande admiração.

(...)

—Tem algo errado.—Mal murmurou, se sentando na cama de baixo da sua. Na beliche do campus.

—Sim. Está chovendo muito, mal da para ver lá fora.—Evie comentou, costurando à mão sua entrega de vestido pois a luz havia caído e a máquina de costura não funcionava sem energia.—E não tem luz. Estamos piores que a ilha dos perdidos hoje.

—Não é disso que estou falando.—A garota de cabelos púrpura insistiu, tocando o ventre enquanto olhava para baixo.—Minhas costas doem, a dor aparece e some de cinco em cinco minutos, Ellie não se mexeu o dia todo...

Evie revirou os olhos.

Mal era chata. E ultimamente só falava daquela criança. Só dizia o quanto se sentia mal fisicamente e o que acontecia com a bebê. 

going crazy - História malenOnde histórias criam vida. Descubra agora