Capítulo 25 - Encontros e Desencontros

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A entrada de Rafael no escritório de George interrompeu a reunião. Alessa, que organizava papéis na mesa, ergueu os olhos, surpresa com a presença do recém-chegado.

— Alessa — disse Rafael, com um sorriso leve ao notá-la.

— Vocês se conhecem? — perguntou George, franzindo a testa, enquanto ajustava a gravata.

— Sim, já nos conhecíamos — respondeu Rafael, mantendo o tom casual.

— De onde? — quis saber Violeta, inclinando-se na cadeira com curiosidade.

Rafael trocou um olhar rápido com Alessa, que esboçou um sorriso tenso. Ela balançou a cabeça de leve, um gesto quase imperceptível, como se pedisse discrição.

— De uma lanchonete — disse Rafael, após uma breve pausa.

Violeta e Liam se entreolharam, o desconforto evidente nos rostos. Liam tamborilou os dedos na mesa, claramente intrigado.

— Uma lanchonete? Como assim? — insistiu ele, cruzando os braços.

— Não é nada demais. Só trocamos algumas palavras lá — respondeu Rafael, com um tom que sugeria encerrar o assunto.

— Acho que não estamos aqui para contar histórias — cortou ele, endireitando-se na cadeira.

— Rafael tem razão. Vamos voltar ao trabalho — concordou George, batendo a caneta na mesa com firmeza. — Como vocês já se conhecem, dispensamos apresentações.

— Perfeito — disse Alessa, com um aceno rápido, ansiosa para mudar de assunto.

O grupo deixou o escritório de George, cada um retornando às suas respectivas salas. O corredor ecoava com o som de passos apressados e o murmúrio de conversas abafadas enquanto a equipe voltava à rotina.

No horário de almoço, Alessa pegou sua bolsa e seguiu para a lanchonete do outro lado da rua, um lugar pequeno com paredes de azulejos brancos e cheiro de café fresco. Antes que ela pudesse escolher uma mesa, Rafael apareceu ao seu lado, com um sorriso travesso.

— Oi, garota da balada — disse ele, ajustando a mochila no ombro.

— Oi, garoto da noite passada — retrucou Alessa, com um tom brincalhão, mas mantendo a voz baixa.

— Então, você é a namorada do chefe? — perguntou Rafael, arqueando uma sobrancelha.

— Sim, sou eu — respondeu ela, sentindo o rosto esquentar enquanto desviava o olhar.

— E sua amiga, como está? A tal da balada? — ele continuou, com um brilho curioso nos olhos.

— Apaixonada pelo seu amigo. E o Carlos, como está? — devolveu Alessa, cruzando os braços.

— Também caidinho pela sua amiga — Rafael riu, balançando a cabeça. — Esses dois vão acabar juntos, não acha?

— Não tenho dúvidas — disse Alessa, rindo também. — Para onde você vai agora?

— Para essa lanchonete aí — ele apontou para o letreiro colorido à frente.

— Que coincidência, é o meu destino também — disse ela, apontando na mesma direção.

— Então almoçamos juntos? — sugeriu Rafael.

— Combinado — respondeu Alessa, com um sorriso.

Eles escolheram uma mesa próxima à janela, onde a luz do meio-dia entrava suave. O garçom, um homem de meia-idade com avental manchado, anotou os pedidos: um sanduíche de frango para Alessa e um hambúrguer para Rafael. Enquanto esperavam, Rafael inclinou-se na mesa, curioso.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora