Alessa Rodríguez observava o gramado do jardim se afastar pela janela do táxi, as sacolas de restos do piquenique balançando no colo enquanto o veículo serpenteava pelas ruas arborizadas de volta ao prédio. O sol da tarde filtrava pelas folhas, pintando padrões dançantes no asfalto, e o ar condicionado do carro aliviava o calor úmido do dia. Ao chegarem, o grupo desceu com cuidado, ajudando Luís a sair da cadeira de rodas temporária e entrando no elevador apertado, o cheiro de grama fresca ainda grudado nas roupas.
No apartamento, o hall familiar com fotos antigas nas paredes os recebeu, e eles ajudaram Luís a sentar no sofá macio da sala, ajustando almofadas atrás das costas dele para conforto máximo.
— Pai, eu sei que você deveria estar em repouso total, mas deixá-lo sentado na grama não foi tão "agressivo" assim, por assim dizer, certo? — perguntou Alessa, ajoelhando-se para tirar os sapatos dele com gentileza, o rosto preocupado.
— Claro que não, Alessa, não se preocupe nem um pouco — respondeu Luís, recostando-se com um suspiro de alívio, o corpo ainda fraco mas os olhos vivos. — Foi ótimo passar esse tempo no jardim com vocês todos, sentindo o sol e o vento de verdade pela primeira vez em semanas.
— Fico feliz que tenha gostado tanto, pai — sorriu Alessa, levantando-se. — Agora que está no apartamento, já pode repousar de verdade, sem pressa.
— Eu farei isso, prometo — assentiu Luís, pegando o controle remoto da mesinha.
— Tia, como a senhora está se sentindo depois do piquenique? — virou-se Alessa para Olívia, que se sentava na poltrona ao lado, o rosto um pouco pálido mas sereno.
— Estou bem, só preciso descansar um pouco agora, as pernas estão pesadas — respondeu Olívia, forçando um sorriso apesar do cansaço visível nos olhos. — Foi um dia perfeito, não trocaria por nada.
— Tudo bem, qualquer coisa me chama na hora, tia — disse Alessa, beijando a testa dela antes de ir para a cozinha preparar chá.
Algum tempo depois, enquanto Alessa arrumava a cozinha com pratos sujos do café da manhã, o celular vibrou no balcão: mensagem de George. "Ei, amor, estou fora do prédio. Quer me acompanhar na loja de móveis? Preciso de sua opinião expert para escolher as peças do restaurante." Alessa sorriu, respondendo rápido com um "Já desço!".
Ela se retirou do apartamento com uma desculpa rápida para os outros, desceu as escadas leves até o hall e saiu do prédio, o sol batendo forte na calçada. George esperava encostado no carro, vestindo uma camisa casual e óculos escuros, acenando com um sorriso largo.
— Como está, minha ajudante favorita? — cumprimentou George, abrindo a porta do passageiro para ela.
— Estou bem e você, animado? — respondeu Alessa, entrando e beijando-o rapidamente.
— Estou bem também e super animado para comprar os móveis certos — disse George, ligando o motor. — Como está seu pai agora em casa?
— Ele está bem, já recebeu alta oficial e está no apartamento repousando no sofá — explicou Alessa, afivelando o cinto.
— Fico feliz em saber disso, um peso a menos. E sua tia, como vai? — perguntou ele.
— Está um pouco cansada depois do piquenique, mas espero que melhore com descanso — respondeu Alessa, o tom preocupado.
— Eu também espero o mesmo, de coração.
Ao chegarem à loja de móveis ampla, com galpões cheios de peças expostas sob luzes brilhantes, desceram do carro e entraram, o ar condicionado fresco contrastando com o calor externo.
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O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
