Capítulo 47 - Beijos Traiçoeiros e Refúgios Inesperados

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Na sala da casa de Liam, ele e Violeta estavam sentados no sofá, com o ambiente iluminado por uma luz suave e o silêncio quebrado apenas pelo som de seus pensamentos conspiratórios.

— Passei na casa de George hoje mais cedo — começou Liam, com um tom calculado. — E o vi saindo de carro com Alessa.

Violeta ergueu uma sobrancelha, surpresa. — Então eles não brigaram — observou. — Achei que teria uma discussão.

— Eu também — concordou Liam, cruzando os braços. — Quem sai do próprio casamento daquele jeito?

— A não ser que o casamento seja uma farsa — sugeriu Violeta, com um brilho malicioso nos olhos.

— Acho que não — disse Liam, pensativo. — Mas, se for, ainda precisamos descobrir.

— Está pensando em fazer o quê? — perguntou Violeta, inclinando-se para frente.

Liam sorriu, com um plano se formando. — Estou pensando em fazer um plano para que Rafael beije Alessa na frente de George.

— E como fará isso? — indagou Violeta, intrigada.

— Eu os segui — explicou Liam, com um tom conspiratório. — E os vi parando em uma sorveteria. George deixou Alessa lá e partiu. Acredito que ele volte para buscá-la.

— Já entendi — disse Violeta, com um sorriso. — Será um bom plano.

— Exato! — exclamou Liam, animado. — Vou chamar o Rafael e, quando avistar o carro do George, pedirei para que Rafael entre e se declare para Alessa, e em seguida, a beije.

— E assim, George verá tudo — completou Violeta, com satisfação.

— Assim, qualquer sentimento que George sinta por Alessa se transformará em mágoa — continuou Liam. — E, em seguida, ele desistirá de tentar algo com ela.

— Como você pode ser tão ruim? — riu Violeta, levemente, dando um tapinha no braço dele.

— Você é pior! — retrucou Liam, rindo.

[...]

Na sorveteria, Alessa encerrava a conversa com Márcia, o sabor doce do sorvete contrastando com a amargura em seu peito. De repente, viu George estacionando o carro do lado de fora. Antes que pudesse se levantar, Rafael entrou na sorveteria, caminhando diretamente até ela.

— Oi, Rafael — cumprimentou Alessa, com um sorriso gentil, surpresa com a presença dele.

— Sei que aqui não é um bom momento para conversarmos sobre isso — começou Rafael, com a voz urgente, sentando-se ao lado dela. — Mas gosto de você, Alessa. E gosto muito!

— O que? — exclamou Alessa, confusa, recuando ligeiramente. — Do que está falando?

— Eu sei que você está com George — continuou Rafael, com intensidade. — Mas depois de ontem, você ainda ficaria com ele? Olha para mim, Alessa. Posso lhe dar muito mais.

— Sinto muito, Rafael — respondeu Alessa, com firmeza, levantando-se. — Mas meus sentimentos não são os mesmos por você. Estou com George, e mesmo que nosso casamento não tenha dado certo, decidi ficar ao lado dele. Entre nós, era para ser apenas amizade, e sinto muito se você interpretou de outra forma. Não podemos ter nada além disso.

Rafael a olhou, surpreso, com os olhos arregalados. Quando Alessa começou a caminhar em direção à porta com Márcia, ele rapidamente a segurou pelo braço e a beijou, um gesto impulsivo e inesperado.

[...]

George estava dentro do carro, aguardando Alessa, com o motor desligado, quando viu Rafael entrar na sorveteria. A visão o deixou intrigado, uma pontada de ciúme surgindo. Decidiu sair e verificar o que estava acontecendo.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora