O despertador soou insistente, e Alessa ergueu-se devagar, tentando afastar o peso do sono. A manhã estava silenciosa, envolta por uma claridade pálida que atravessava a cortina. Após se vestir com cuidado, seguiu até a cozinha, onde o aroma do café fresco se espalhava pelo ar.
— Bom dia, tudo bem? — perguntou David, servindo-se de suco.
— Sim, está tudo bem, e você?
— Estou bem também, apenas cansado.
— Mesmo? Sabe que pode conversar comigo, não é?
— Sei, Alessa. Mas está tudo tranquilo, só mais uma semana corrida.
— Entendo. Às vezes parece que o trabalho não dá trégua.
— É verdade. E você, dormiu bem?
— Mais ou menos. Acordei algumas vezes durante a noite, pensando em algumas coisas.
— Coisas boas, espero.
— Nem todas — disse ela, forçando um leve sorriso. — Mas nada que um café não resolva.
David sorriu, tentando aliviar o clima.
— Fico feliz que esteja bem. Se precisar conversar, estou aqui.
— Obrigada, David. Preciso ir, até mais tarde.
— Até mais tarde, Alessa. Boa sorte hoje.
Ao deixar o prédio, Alessa avistou George encostado no carro, esperando-a com um semblante tranquilo.
— O que houve? — perguntou surpresa. — Pensei que nos encontraríamos lá.
— Hoje iremos juntos. Meus pais estarão me esperando na empresa, e achei melhor irmos juntos.
— Ah, certo. Achei que tivesse algum imprevisto.
— Nada disso. Apenas uma manhã um pouco diferente.
Entraram no carro, e o motor rompeu o silêncio da rua. O trânsito leve permitia que conversassem em tom sereno.
— Minha mãe pensou em convidar alguns familiares para irem à casa de praia também — comentou George. — Ela quer que conheçam você.
— Isso é gentil da parte dela, mas confesso que me deixa um pouco nervosa.
— Nervosa por quê?
— Não conheço ninguém além de vocês, e... bom, depois do que aconteceu com seu pai, fico receosa.
— Entendo — disse George, lançando-lhe um olhar de compreensão. — Mas pode ficar tranquila. Nem todos são como ele.
— Espero que não — respondeu Alessa, tentando disfarçar a tensão com um sorriso breve. — Já é difícil o bastante me sentir à vontade em meio a tanta gente importante.
— Importante? — George riu. — Eles só fingem ser. No fundo, são tão humanos quanto nós.
— Espero que sim. Eu ficaria constrangida se alguém me olhasse como se eu não pertencesse ao lugar.
— Isso não vai acontecer. E se alguém fizer, eu mesmo cuido disso.
Alessa não respondeu, apenas assentiu, observando a cidade que despertava pela janela.
Ao chegarem à empresa, Elizabeth e Frank já os esperavam na recepção. Elizabeth levantou-se com um sorriso acolhedor.
— Bom dia, querido — disse, abraçando o filho.
— Oi, mãe.
— Olá, Alessa, que bom revê-la — cumprimentou Elizabeth com gentileza.
— Oi, senhora Jones, é bom revê-la também.
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O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
