No campo ensolarado, o beijo de George se intensificava, carregado de desejo, seus lábios explorando os dela com uma paixão que fazia o mundo ao redor desaparecer. Suas mãos desceram um pouco mais pela cintura de Alessa, mas ela o empurrou levemente, com o coração acelerado, rompendo o contato.
— Acho melhor pararmos — disse Alessa, com a voz ofegante e o rosto corado sob o sol da manhã.
George sorriu maliciosamente, com os olhos brilhando com um misto de diversão e frustração. — Agora que estava começando a melhorar? — perguntou, com um tom provocador, inclinando-se ligeiramente para frente.
— Poderá melhorar daqui para frente — respondeu Alessa, com um sorriso tímido, ajustando o vestido floral, sentindo o calor persistir em suas bochechas.
— Estou ansioso para ver como será nossa lua de mel — continuou George, com um tom sonhador, traçando o braço dela com os dedos.
Alessa sentiu um nó no estômago. — Não consigo nem imaginar — murmurou, com a voz baixa, olhando para o horizonte.
— Eu a levarei a um lugar muito especial — prometeu George, com entusiasmo, apertando a mão dela.
— Então estarei ainda mais ansiosa para descobrir qual lugar será — disse Alessa, forçando um sorriso, embora a ansiedade começasse a crescer dentro dela.
Eles se despediram de Lúcia com abraços e agradecimentos, retornando ao carro e dirigindo de volta à empresa. O trajeto foi silencioso, com a mente de Alessa girando em torno das palavras de George sobre a lua de mel. Não eram noivos de verdade, e a ideia de algo sério com ele a aterrorizava. Passar a noite juntos era território desconhecido, e ela se preocupava com o que poderia acontecer — ou se aconteceria.
Ao chegarem à empresa, subiram para o escritório de Alessa. Ela sentou-se à mesa, abrindo o notebook, mas George parou atrás dela, observando-a com atenção.
— No que está pensando? — perguntou ele, com um tom curioso, inclinando a cabeça.
— Em nada, por quê? — respondeu Alessa, sem levantar o olhar, digitando distraidamente.
— Não sei — disse George, com um tom pensativo. — Às vezes você é falante, e às vezes muito quieta. É difícil desvendar você.
— Às vezes não tenho o que falar — retrucou Alessa, com a voz neutra, ainda focada na tela.
— Tem certeza de que é só isso? — insistiu George, com preocupação. — Se estiver preocupada com algo, pode me dizer.
— É só isso mesmo — afirmou ela, finalmente virando-se para encará-lo.
George assentiu, mas não pareceu convencido. — Tudo bem, confiarei em você — disse, com um tom suave.
Ele se aproximou e parou atrás dela, colocando as mãos em seus ombros e começando a massageá-los com movimentos firmes e relaxantes. O toque era reconfortante, mas Alessa se enrijeceu ligeiramente.
— O que está fazendo? — perguntou, com a voz surpresa, virando o pescoço para olhá-lo.
— Uma massagem para que você possa relaxar — explicou George, com um sorriso, continuando os movimentos circulares.
— Agradeço, mas não estou preocupada — disse Alessa, com um tom defensivo. — E você falou que confiava em mim.
— Eu menti — admitiu George, com um tom brincalhão, mas sério. — Sei que há algo lhe incomodando, e é importante que confie em mim e compartilhe o que está passando pela sua cabeça.
Alessa suspirou, virando-se completamente na cadeira para encará-lo. — Não é nada, é que... — começou, hesitante. — Essa história de lua de mel. Nós não somos noivos de verdade, e eu não estou pronta para certas coisas. Eu sei que nos beijamos, mas você entende...
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O Chefe
Storie d'amoreAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
