Alessa despertou na manhã seguinte com George acariciando delicadamente sua cabeça, os dedos traçando mechas de cabelo com uma ternura que aquecia o quarto iluminado pela luz suave filtrando pelas cortinas semitransparentes. Ela levantou-se sorrindo, o corpo ainda relaxado da noite anterior, e sentou-se na cama, recostando-se na cabeceira acolchoada de madeira escura.
— Bom dia — murmurou Alessa, esticando os braços com um bocejo sutil.
— Espero que tenha dormido bem — respondeu George, os olhos azuis fixos nela com uma mistura de afeto e reflexão profunda.
— Eu dormi muito bem! — exclamou ela, inclinando a cabeça. — No que está pensando? Parece pensativo, o olhar distante.
George suspirou, passando a mão pelo rosto, o peso da decisão visível em seus ombros tensos.
— Eu decidi conversar com meu pai hoje — confessou ele, com a voz firme, mas carregada de determinação.
— Sério? Isso será ótimo! — animou-se Alessa, com os olhos brilhando com apoio. — Se quiser, posso lhe acompanhar, estar ao seu lado.
— Não será necessário — rebateu George, balançando a cabeça devagar. — Essa conversa precisa ser entre nós dois, só eu e ele.
— Espero que Frank o ouça agora — disse Alessa, colocando a mão sobre a dele em encorajamento.
— Eu também espero — murmurou ele, apertando a mão dela de volta.
— Você pretende ir que horas? — indagou Alessa.
— Hoje à tarde, preciso colocar um ponto final em tudo isso — respondeu George.
— Você está certo, George — concordou ela. — Foi o que fiz e me sinto melhor, mais leve.
— Enfim, vamos comer? — sugeriu George, estendendo a mão com um sorriso.
— Claro — aceitou Alessa, entrelaçando os dedos nos dele.
Eles se levantaram e se vestiram com eficiência, deixando o quarto aconchegante e dirigindo-se para a cozinha, onde o sol da manhã entrava pelas janelas, iluminando as bancadas de granito. O aroma de café fresco já pairava no ar, misturado ao de pães torrados.
— Sua tia ficará até que dia aqui? — perguntou George, preparando duas xícaras.
— Provavelmente até mês que vem — respondeu Alessa, sentando-se à ilha central.
— E como estão seus irmãos? — continuou ele, servindo ovos mexidos em pratos.
— Estão bem, quero que eles conversem mais com Olívia — explicou Alessa, provando o café quente. — Para fortalecerem os laços.
— Seria bom para eles conhecê-la melhor — concordou George, sentando-se ao lado dela.
— Hoje passarei mais tempo com Márcia, precisamos sair mais — disse Alessa, mordendo uma torrada crocante.
— Isso será bom para vocês — incentivou George, o tom afetuoso.
Ao terminarem de comer, com pratos vazios e xícaras drenadas, Alessa levantou-se e se aproximou de George, abraçando-o pela cintura, o corpo dele quente contra o dela.
— Infelizmente preciso ir — sussurrou ela, com o rosto enterrado em seu peito.
— Mas já? — lamentou George, retribuindo o abraço com força.
— Sim, preciso passar mais tempo com Olívia e Márcia — explicou Alessa, afastando-se ligeiramente.
— Tudo bem, te levarei até seu prédio — ofereceu ele, pegando as chaves.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
