Capítulo 52 - Sombras Liberadas

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Alessa despertou na manhã seguinte com George acariciando delicadamente sua cabeça, os dedos traçando mechas de cabelo com uma ternura que aquecia o quarto iluminado pela luz suave filtrando pelas cortinas semitransparentes. Ela levantou-se sorrindo, o corpo ainda relaxado da noite anterior, e sentou-se na cama, recostando-se na cabeceira acolchoada de madeira escura.

— Bom dia — murmurou Alessa, esticando os braços com um bocejo sutil.

— Espero que tenha dormido bem — respondeu George, os olhos azuis fixos nela com uma mistura de afeto e reflexão profunda.

— Eu dormi muito bem! — exclamou ela, inclinando a cabeça. — No que está pensando? Parece pensativo, o olhar distante.

George suspirou, passando a mão pelo rosto, o peso da decisão visível em seus ombros tensos.

— Eu decidi conversar com meu pai hoje — confessou ele, com a voz firme, mas carregada de determinação.

— Sério? Isso será ótimo! — animou-se Alessa, com os olhos brilhando com apoio. — Se quiser, posso lhe acompanhar, estar ao seu lado.

— Não será necessário — rebateu George, balançando a cabeça devagar. — Essa conversa precisa ser entre nós dois, só eu e ele.

— Espero que Frank o ouça agora — disse Alessa, colocando a mão sobre a dele em encorajamento.

— Eu também espero — murmurou ele, apertando a mão dela de volta.

— Você pretende ir que horas? — indagou Alessa.

— Hoje à tarde, preciso colocar um ponto final em tudo isso — respondeu George.

— Você está certo, George — concordou ela. — Foi o que fiz e me sinto melhor, mais leve.

— Enfim, vamos comer? — sugeriu George, estendendo a mão com um sorriso.

— Claro — aceitou Alessa, entrelaçando os dedos nos dele.

Eles se levantaram e se vestiram com eficiência, deixando o quarto aconchegante e dirigindo-se para a cozinha, onde o sol da manhã entrava pelas janelas, iluminando as bancadas de granito. O aroma de café fresco já pairava no ar, misturado ao de pães torrados.

— Sua tia ficará até que dia aqui? — perguntou George, preparando duas xícaras.

— Provavelmente até mês que vem — respondeu Alessa, sentando-se à ilha central.

— E como estão seus irmãos? — continuou ele, servindo ovos mexidos em pratos.

— Estão bem, quero que eles conversem mais com Olívia — explicou Alessa, provando o café quente. — Para fortalecerem os laços.

— Seria bom para eles conhecê-la melhor — concordou George, sentando-se ao lado dela.

— Hoje passarei mais tempo com Márcia, precisamos sair mais — disse Alessa, mordendo uma torrada crocante.

— Isso será bom para vocês — incentivou George, o tom afetuoso.

Ao terminarem de comer, com pratos vazios e xícaras drenadas, Alessa levantou-se e se aproximou de George, abraçando-o pela cintura, o corpo dele quente contra o dela.

— Infelizmente preciso ir — sussurrou ela, com o rosto enterrado em seu peito.

— Mas já? — lamentou George, retribuindo o abraço com força.

— Sim, preciso passar mais tempo com Olívia e Márcia — explicou Alessa, afastando-se ligeiramente.

— Tudo bem, te levarei até seu prédio — ofereceu ele, pegando as chaves.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora