Liam arrastou Violeta do corredor para a sala ampla e mal iluminada do apartamento, o ar pesado com o cheiro de tensão e perfume caro. Ela cruzou os braços, com o rosto contorcido em irritação, enquanto ele se jogava no sofá de couro, com os olhos flamejantes de raiva.
— Sobre o que quer conversar? — perguntou Violeta, com a voz cortante.
— Hoje meu pai me aborreceu muito! — exclamou Liam, cerrando os punhos. — Quero castigá-lo de alguma forma e preciso que me ajude a pensar em algo, algo que o quebre de vez.
— O que? Não mesmo! — rebateu Violeta, balançando a cabeça. — Não entrarei mais em nenhum plano seu, acabou.
— Você sabe que precisará me ajudar — ameaçou Liam, inclinando-se para frente com um sorriso frio. — Já contei com sua ajuda antes, e você está ciente de que posso arruinar sua carreira, acabar com tudo o que você construiu.
— É isso o que só sabe fazer? — cuspiu Violeta, com os olhos estreitados. — Chantagear as pessoas? Típico de gente baixa como você!
— Pense como quiser — rebateu Liam, sem piscar. — Mas você sabe o que pode lhe acontecer, portanto, lhe aconselho a me ajudar, ou as consequências serão reais.
Violeta refletiu sobre a chantagem, o estômago revirando. Não desejava colaborar para prejudicar Frank, mas optou por aceitar, calculando que, ao conhecer as intenções e planos de Liam, poderia ajudar Frank de dentro, sabotando-o sutilmente.
— Tudo bem, eu ajudo você — murmurou ela, a voz baixa.
— Ótimo! — sorriu Liam vitorioso, recostando-se.
— Mas não consigo ter uma ideia agora — continuou Violeta, sentando-se à distância. — Por que não me conta primeiro o que você pensou?
— Pensei em derrubar a empresa de Frank — revelou Liam, com os olhos brilhando com malícia. — Ele ficaria destruído e eu satisfeito, vendo tudo ruir.
— E como faria isso? — indagou Violeta, fingindo interesse.
— Eu tenho alguns papéis que arruinariam a carreira dele, principalmente a empresa — explicou Liam, gesticulando. — Documentos falsificados, provas plantadas que o incriminariam.
— E caso você não conseguir? — pressionou ela, o coração acelerando.
— Então eu teria que partir para o plano B — respondeu Liam, o tom casual demais.
— Que seria? — perguntou Violeta, engolindo em seco.
— Já contei a você que eu conheço um assassino de aluguel? — disse Liam, como se falasse do tempo.
— O que? — exclamou Violeta, levantando-se abruptamente. — Eu não ajudarei você a matar seu pai, muito menos ser cúmplice de um assassinato!
— Calma, não será preciso você fazer nada — tranquilizou Liam, erguendo as mãos. — Só observar, talvez distrair.
— Não mesmo! — gritou ela. — Não serei sua cúmplice, isso é loucura.
— Por que não? — rebateu Liam, aproximando-se. — Seria um alívio se Frank simplesmente sumisse da face da terra! E se você não colaborar, já conhece as possíveis consequências, Violeta.
— Mas você realizará esse plano? — insistiu ela, a voz tremendo.
— Não, estou pensando apenas no primeiro plano — mentiu Liam, os olhos desviando por um segundo.
Violeta olhou-o engolindo em seco, amedrontada com o que poderia ocorrer, mas esforçou-se para manter a compostura, o rosto uma máscara de frieza para não revelar o medo que a consumia por dentro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
