Frank parecia se incomodar sempre que alguém o via rir. Cada tentativa de conversa mais leve o fazia recuar, criando barreiras invisíveis que ninguém ousava atravessar.
Naquela noite, George e seus pais decidiram jantar fora. Após todos se arrumarem, seguiram juntos até o restaurante. O lugar era sofisticado, com luzes amareladas refletindo no mármore e uma música suave tocando ao fundo.
— Esse restaurante é muito bonito — comentou Leonor, encantada com o ambiente.
— Já havia comido em um lugar assim antes? — perguntou Violeta, arqueando uma sobrancelha.
— Não, mas nunca é tarde para uma primeira vez — respondeu Leonor com naturalidade.
— Claro que não — disse Violeta, com um sorriso falso e olhar de desdém.
Havia algo na presença de Violeta que lembrava Frank — a mesma frieza, a mesma habilidade para mascarar o veneno sob a polidez. Durante o jantar, ela lançava perguntas sutis, sempre com a intenção de diminuir Alessa e seus irmãos, como se precisasse reafirmar que pertencia a outro mundo.
Mas, surpreendentemente, o jantar com Frank fluía melhor do que o esperado. Ele mantinha-se reservado, porém menos hostil. Por um breve instante, o clima à mesa parecia suportável.
Quando terminaram de comer, George levantou-se.
— Com licença, volto em um minuto — disse, dirigindo-se ao banheiro.
Pouco depois, Violeta também se retirou, com o mesmo pretexto.
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George terminou de lavar as mãos, ajustando as mangas da camisa diante do espelho. Ao virar-se, viu Violeta entrar.
— O que está fazendo aqui? — perguntou, surpreso.
— Vim ver como você estava — respondeu ela, a voz doce demais para ser sincera.
— Não sei se percebeu, mas há uma placa enorme na porta escrita "Homens".
— Eu sei, mas... — ela se aproximou, os olhos fixos nos dele. — Não consegui me conter. Precisava vê-lo a sós.
Antes que George pudesse recuar, Violeta encurtou a distância e pousou as mãos sobre o peito dele. O perfume dela invadiu o ar, e o sorriso, entre malícia e provocação, o desconcertou por um segundo.
— Violeta, pare com isso.
— Você ainda sente algo, não sente? — murmurou, deslizando os dedos pela gola da camisa.
George deu um passo para trás, mas ela foi mais rápida.
— Eu disse para parar! — ergueu a voz, mas Violeta o beijou.
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Enquanto os demais conversavam, Alessa olhava em direção ao corredor, intrigada com a demora de George. Elizabeth percebeu a inquietação.
— Vá ver se está tudo bem com ele, querida — sugeriu, com um olhar compreensivo.
Alessa se levantou e seguiu em direção ao banheiro. Quando se aproximou, notou que estava vazio — ou quase. Deu mais um passo e o coração congelou.
George e Violeta estavam juntos, os lábios colados em um beijo que a fez sentir o chão sumir sob os pés.
— Merda... — murmurou, a voz trêmula.
George se afastou no mesmo instante, chocado ao vê-la ali.
— Alessa... não é o que parece! — disse, ofegante.
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O Chefe
Roman d'amourAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
