Alessa despertou na manhã seguinte ao som de ruídos suaves ecoando pelo apartamento, como o tilintar de talheres e o farfalhar de malas. Levantou-se da cama com os olhos ainda pesados de sono, vestindo um robe leve, e seguiu em direção à sala iluminada pela luz matinal filtrando pelas cortinas. Ao entrar, deparou-se com Olívia sentada à mesa da cozinha, saboreando uma torrada crocante com geleia, enquanto sua mala de rodinhas repousava aberta no sofá, com roupas dobradas com precisão.
— Você vai embora? — perguntou Alessa, a voz rouca de surpresa, parando na porta.
— Sim, já preciso ir — respondeu Olívia, limpando as migalhas da boca com um guardanapo. — Afinal, não posso deixar meus gatos por muito tempo com a vizinha; eles já devem estar reclamando.
— Me desculpe de verdade por não ter conseguido passar muito tempo com você — murmurou Alessa, aproximando-se com um abraço apertado, o cheiro de chá de Olívia envolvendo-a.
— Está tudo bem, Alessa — consolou Olívia, retribuindo o abraço. — Estando aqui com você e com seus irmãos, já foi um enorme prazer, mais do que eu poderia pedir.
— Fico feliz que a senhora pôde ter vindo aqui, foi muito bom — disse Alessa, afastando-se com um sorriso genuíno.
— Eu também — concordou Olívia, fechando a mala com um clique. — Enfim, já vou indo; o táxi deve estar chegando.
— Eu posso acompanhá-la — ofereceu Alessa, pegando a bolsa.
— Não precisa, eu já chamei um táxi — recusou Olívia, acenando com a mão.
— Tudo bem. Quando chegar, me avisa, para eu saber que está tudo bem — pediu Alessa.
— Claro — prometeu Olívia. — Manda um abraço para os seus irmãos.
— Até mais, tia — despediu-se Alessa, com a voz embargada.
— Até logo, Alessa — murmurou Olívia, retribuindo um último abraço antes de sair pela porta, a mala rolando atrás dela.
Alessa aproximou-se de Olívia uma última vez e a abraçou com força, o coração apertado pela partida, mas grato pela reconciliação familiar.
[...]
Um mês depois.
Alessa acordou ansiosa, com o sol da manhã invadindo o quarto como um presságio de alegria. Hoje era o dia do seu casamento, o momento em que finalmente se casaria com George de verdade, sem fingimentos. Levantou-se da cama com um salto de empolgação, pegou uma toalha macia do armário e seguiu ao chuveiro, a água quente lavando qualquer resquício de dúvida. Após terminar de se arrumar com um robe simples, dirigiu-se à cozinha iluminada, sentando-se à mesa de madeira e preparando um café forte, com o aroma preenchendo o ar.
— Bom dia para a noiva mais linda! — cumprimentou Márcia, abraçando-a por trás com entusiasmo e beijando seu rosto.
— Bom dia, Márcia — sorriu Alessa, virando-se para retribuir o abraço.
— Como está se sentindo? — indagou Márcia, sentando-se ao lado com uma xícara na mão.
— Feliz e empolgada, não vejo a hora do casamento começar! — exclamou Alessa, com os olhos brilhando.
— Nem eu, isso será tão lindo! — animou-se Márcia, batendo palmas leves.
— Com certeza — concordou Alessa, provando o café.
— Confesso que me impressiona vê-la casar de verdade — disse Leonor, entrando na cozinha e sentando à mesa com uma torrada.
— Eu também, é algo surreal — admitiu Alessa, rindo. — Onde está David? Não o vi no quarto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
