Capítulo 42 - Beijos Interrompidos e Sonhos Floridos

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No carro de George, estacionado em frente ao prédio de Alessa, o ar estava carregado de uma eletricidade palpável. Eles se beijavam com uma intensidade que misturava desejo e vulnerabilidade, mas foram interrompidos pela necessidade de ar, ofegantes, com os rostos próximos.

— Provavelmente isso é um sim — disse George, com a voz rouca, e um largo sorriso iluminando seu rosto, os olhos brilhando sob a luz fraca do poste.

— Certamente — respondeu Alessa, com um sorriso tímido, com o coração ainda acelerado, sentindo o calor das mãos dele em sua cintura.

George se inclinou novamente, buscando seus lábios, mas Alessa o interrompeu suavemente, colocando a mão em seu peito. — Eu preciso ir — disse, com a voz baixa, embora relutante.

— Tudo bem — respondeu ele, com um suspiro, ainda sorrindo. — Vejo você amanhã.

— Você poderia destravar a porta? — pediu Alessa, com um tom leve, apontando para o mecanismo.

— Ah, claro — disse George, pressionando o botão com um clique audível.

Alessa se despediu com um aceno rápido e saiu do carro, com o ar fresco da noite a envolvendo enquanto caminhava até o prédio. Subiu as escadas com passos leves, o beijo ainda ecoando em sua mente, uma mistura de excitação e confusão. Ao entrar no apartamento, dirigiu-se diretamente ao quarto que dividia com Márcia, fechando a porta com cuidado.

— Finalmente chegou — disse Márcia, tirando os fones de ouvido, sentada na cama com um livro aberto no colo.

— Precisei ficar até mais tarde no trabalho — explicou Alessa, com a voz cansada, jogando a bolsa na cadeira. — Como tão meus irmãos?

— Tão bem, já dormindo — respondeu Márcia, com um sorriso, fechando o livro. — O dia foi tranquilo por aqui.

— O Luís ligou? — perguntou Alessa, fechando a porta do quarto e baixando a voz, aproximando-se da cama.

Márcia hesitou, com uma expressão de desculpas. — Ligou, sim — admitiu, com um tom baixo. — Mas infelizmente só consegui ouvir uma parte. Desculpa, Alessa.

— Não tem problema — disse Alessa, sentando-se na beira da cama, com um suspiro. — O que você conseguiu ouvir?

— O Luís explicou por que não falou com você — começou Márcia, inclinando-se para frente, mantendo a voz baixa. — Disse que sente vergonha, que conhece seu caráter e sabe que você não o perdoaria. Ele tá envergonhado por tudo o que fez de errado, especialmente pros seus irmãos.

Alessa cruzou os braços, com uma expressão de desconfiança. — Tenho certeza de que ele tá manipulando o David, fingindo ser um coitado arrependido — disse, com a voz firme, os olhos estreitados. — Ele não me engana, Márcia. Não vou deixar o Luís se aproximar de nós!

Márcia ergueu as mãos, com um tom conciliador. — Alessa, talvez você devesse se acalmar um pouco com isso — sugeriu, com cautela. — Quem sabe ele tá arrependido de verdade.

— Não! — exclamou Alessa, com veemência, balançando a cabeça. — Eu sei que ele não tá. O Luís sempre teve segundas intenções.

Márcia assentiu, com uma expressão compreensiva. — Entendo — disse, com um tom suave. — Se você tá dizendo isso, vou confiar em você. Afinal, você é quem o conhece de verdade.

— Obrigada — respondeu Alessa, com um sorriso fraco, aliviada pela confiança da amiga.

— E preparada pro casamento? — perguntou Márcia, mudando de assunto, com um tom mais leve, erguendo uma sobrancelha.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora