Capítulo 15 - Sombras à Mesa

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Ao retornarem à casa, o ambiente estava mergulhado em uma calma enganosa. David e Elizabeth conversavam à mesa, as xícaras de chá ainda fumegantes entre risos e gestos leves.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou George, arqueando uma sobrancelha ao se aproximar.

— Seu irmão é sensacional, Alessa! — comentou Elizabeth, sorrindo. — Há muito tempo não rio tanto em uma conversa.

— Eu disse que ele era divertido — respondeu Alessa, com um leve sorriso.

— E a senhora é uma ótima companhia — replicou David, brincalhão. — Foi bom termos voltado mais cedo.

Elizabeth riu, balançando a cabeça, enquanto George observava a cena com surpresa contida.

— Está na hora de nos arrumarmos — interrompeu ele, com um olhar rápido para o relógio. — Logo meus familiares estarão aqui.

— Acho uma boa ideia — concordou Alessa. — Vamos, David?

— Claro. E obrigado pela conversa, Elizabeth — respondeu ele, com um sorriso cordial.

— Eu que agradeço — disse ela, com ternura.

Subiram as escadas. David seguiu para o próprio quarto, enquanto George e Alessa entraram no deles.

— Você trouxe os vestidos que comprei para você? — perguntou George, abrindo o armário.

— Trouxe, mas estava pensando em usar algo diferente.

— Algo diferente? — indagou ele, curioso.

— Vou mostrar.

Alessa caminhou até a mala e retirou um vestido branco, de alças largas e decote quadrado. O tecido leve caía em ondas suaves, destacando a cintura.

— Comprei antes de vir — disse ela.

George a observou por um instante e assentiu com admiração.

— É lindo. Vai ficar perfeito em você.

— Obrigada.

— Pode ir ao banheiro se trocar. Eu me arrumo depois.

Pouco tempo depois, ela saiu do banheiro. George, ao vê-la, permaneceu em silêncio por alguns segundos.

— Você está deslumbrante — disse enfim, em tom baixo.

— Agradeço — respondeu ela, com um leve sorriso.

— Não se preocupe, minha família vai adorar você e seus irmãos.

Quando terminaram de se arrumar, desceram juntos. A casa já começava a se encher de vozes e passos.

— Olá, George! — saudou uma mulher loira, de sorriso aberto, abraçando-o.

— Oi, tia Lúcia. Essa é Alessa, minha namorada — apresentou ele, passando o braço ao redor da cintura dela.

— Boa noite, é um prazer — cumprimentou Alessa.

— O prazer é meu, querida. Você é muito bonita.

— Obrigada.

Logo em seguida, uma figura de expressão fria se aproximou. Cabelos escuros, vestido vermelho, taça na mão.

— Olá, George — disse ela, com um sorriso contido.

— Olá, Violeta.

— E essa é quem? — perguntou, olhando para Alessa de alto a baixo.

— Minha namorada.

— Prazer — disse Alessa.

Violeta sorriu, tomando um gole de champanhe.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora