Ao retornarem à casa, o ambiente estava mergulhado em uma calma enganosa. David e Elizabeth conversavam à mesa, as xícaras de chá ainda fumegantes entre risos e gestos leves.
— O que está acontecendo aqui? — perguntou George, arqueando uma sobrancelha ao se aproximar.
— Seu irmão é sensacional, Alessa! — comentou Elizabeth, sorrindo. — Há muito tempo não rio tanto em uma conversa.
— Eu disse que ele era divertido — respondeu Alessa, com um leve sorriso.
— E a senhora é uma ótima companhia — replicou David, brincalhão. — Foi bom termos voltado mais cedo.
Elizabeth riu, balançando a cabeça, enquanto George observava a cena com surpresa contida.
— Está na hora de nos arrumarmos — interrompeu ele, com um olhar rápido para o relógio. — Logo meus familiares estarão aqui.
— Acho uma boa ideia — concordou Alessa. — Vamos, David?
— Claro. E obrigado pela conversa, Elizabeth — respondeu ele, com um sorriso cordial.
— Eu que agradeço — disse ela, com ternura.
Subiram as escadas. David seguiu para o próprio quarto, enquanto George e Alessa entraram no deles.
— Você trouxe os vestidos que comprei para você? — perguntou George, abrindo o armário.
— Trouxe, mas estava pensando em usar algo diferente.
— Algo diferente? — indagou ele, curioso.
— Vou mostrar.
Alessa caminhou até a mala e retirou um vestido branco, de alças largas e decote quadrado. O tecido leve caía em ondas suaves, destacando a cintura.
— Comprei antes de vir — disse ela.
George a observou por um instante e assentiu com admiração.
— É lindo. Vai ficar perfeito em você.
— Obrigada.
— Pode ir ao banheiro se trocar. Eu me arrumo depois.
Pouco tempo depois, ela saiu do banheiro. George, ao vê-la, permaneceu em silêncio por alguns segundos.
— Você está deslumbrante — disse enfim, em tom baixo.
— Agradeço — respondeu ela, com um leve sorriso.
— Não se preocupe, minha família vai adorar você e seus irmãos.
Quando terminaram de se arrumar, desceram juntos. A casa já começava a se encher de vozes e passos.
— Olá, George! — saudou uma mulher loira, de sorriso aberto, abraçando-o.
— Oi, tia Lúcia. Essa é Alessa, minha namorada — apresentou ele, passando o braço ao redor da cintura dela.
— Boa noite, é um prazer — cumprimentou Alessa.
— O prazer é meu, querida. Você é muito bonita.
— Obrigada.
Logo em seguida, uma figura de expressão fria se aproximou. Cabelos escuros, vestido vermelho, taça na mão.
— Olá, George — disse ela, com um sorriso contido.
— Olá, Violeta.
— E essa é quem? — perguntou, olhando para Alessa de alto a baixo.
— Minha namorada.
— Prazer — disse Alessa.
Violeta sorriu, tomando um gole de champanhe.
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O Chefe
RomansaAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
