Capítulo 60 - Despertar Inesperado

886 22 0
                                        

Na manhã seguinte, o celular de Alessa tocou insistentemente sobre a cômoda ao lado da cama. Ela estendeu a mão sonolenta, pegou o aparelho e atendeu com a voz ainda rouca de sono.

— Alô? — murmurou Alessa, esfregando os olhos para afastar o resto do torpor.

— É Alessa Rodríguez, filha de Luís? — perguntou uma voz feminina do outro lado da linha, profissional e calma.

— Sim, sou eu. Aconteceu algo? — respondeu Alessa, sentando-se rapidamente na cama, com o coração acelerando com um pressentimento repentino.

— Não, não se preocupe. Sou a médica responsável pelo caso do seu pai e estou ligando para informar que ele apresentou uma melhora significativa durante a noite. Os sinais vitais estão mais estáveis, e isso é um ótimo sinal. Se puder vir até o hospital para conversarmos pessoalmente sobre os detalhes, seria o ideal. Posso explicar melhor os exames aqui.

— Claro, doutora, já estou indo agora mesmo — disse Alessa, já se levantando da cama e procurando roupas limpas no armário.

— Tudo bem, ficarei no aguardo no quarto dele. Obrigada por vir tão rápido — concluiu a médica, antes de encerrar a ligação com um clique suave.

Alessa terminou de se vestir às pressas, optando por uma calça jeans confortável e uma blusa simples, e saiu do quarto com passos apressados pelo corredor do apartamento. Ela bateu nas portas dos quartos dos irmãos e de Olívia, chamando-os com urgência controlada.

Márcia que estava no colchão do quarto de Alessa, levantou-se sonolenta, se retirando do quarto com a notícia.

— Leonor, David, Olívia! Acordem, por favor! Recebi uma ligação do hospital sobre o Luís. Ele melhorou! Vamos todos para lá agora — anunciou Alessa, com a voz carregada de uma esperança renovada que ecoava pelo pequeno espaço.

Leonor foi a primeira a aparecer, esfregando os olhos e bocejando, vestindo um robe sobre a camisola. David saiu logo em seguida, já meio vestido, com o cabelo desgrenhado, enquanto Olívia emergiu do quarto de Leonor e Martin, ajustando os óculos e parecendo aliviada com a notícia.

— Ele melhorou mesmo? O que a médica disse exatamente? — perguntou David, pegando as chaves do apartamento enquanto todos se reuniam na sala.

— Ela falou em melhora nos exames, mas quer conversar pessoalmente. Vamos pegar um táxi para chegar mais rápido — explicou Alessa, ajudando Olívia a calçar os sapatos. — Não demorem, o táxi já deve estar descendo.

Minutos depois, o grupo inteiro — Alessa, Leonor, David e Olívia — deixaram o prédio e entraram em um táxi amarelo que os aguardava na calçada. O trajeto até o hospital foi preenchido por um silêncio ansioso, interrompido apenas por comentários esporádicos sobre o tráfego matinal e especulações sobre o que a melhora poderia significar. Ao chegarem ao hospital, desceram apressados, atravessaram o saguão movimentado com cheiro de desinfetante e subiram diretamente para o quarto de Luís, onde a médica já os esperava ao lado da cama, folheando um prontuário.

— Bom dia a todos — saudou a médica, erguendo o olhar com um sorriso profissional, mas genuíno. — Entrem, por favor. Queria comunicá-los pessoalmente que Luís apresentou uma leve, mas consistente melhora nas últimas horas. Realizamos uma série de exames de rotina durante a madrugada, e os resultados mostraram uma evolução positiva no quadro de saúde dele: a pressão arterial estabilizou, e os níveis de oxigenação melhoraram. Isso não significa que ele vá acordar imediatamente, mas é um passo encorajador.

— Fico tão feliz em receber essa notícia, doutora — respondeu Alessa, sorrindo amplamente enquanto se aproximava da cama do pai, os olhos brilhando com alívio. — Explique mais sobre esses exames, por favor. O que exatamente mudou?

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora