Capítulo 46 - Noites de Paixão e Promessas de Futuro

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No quarto do hotel, o abraço de Luís ainda envolvia Alessa, mas ela se desvencilhou, levantando-se com um movimento brusco, o coração apertado por uma mistura de dor e desconfiança.

— Não! — exclamou, com a voz firme. — Isso não vai dar certo.

— Alessa... nós vamos ficar bem — tentou Luís, com um tom suplicante, levantando-se lentamente.

— Nós quem? — retrucou ela, olhando-o com desdém, e os olhos marejados.

Sem esperar resposta, virou-se e seguiu em direção à porta. Ao abri-la, deparou-se com seus irmãos, George e Márcia, parados no corredor, com os rostos carregados de preocupação. Encarou-os, o rosto molhado de lágrimas, e esquivou-se, passando por eles com passos rápidos, descendo as escadas do hotel em um turbilhão de emoções.

Enquanto caminhava em direção à saída, o ar fresco da noite batendo em seu rosto, George correu até ela, segurando seu braço com delicadeza.

— Alessa, espera — pediu, ofegante.

— O que foi? — indagou ela, enxugando as lágrimas com as costas da mão, a voz trêmula.

— Vai querer sair assim mesmo? — perguntou George, com preocupação, olhando para o vestido de noiva amarrotado.

— Por mais que eu tente, não consigo falar com ele — confessou Alessa, com a voz carregada de frustração. — Cada lembrança que vem à mente só aumenta a revolta que sinto.

— Quer que eu a leve de volta para o apartamento? — ofereceu George, mantendo a mão em seu braço.

— Não — respondeu ela, balançando a cabeça. — Eu não quero voltar para lá, não agora.

— Então para onde vai? — perguntou ele, com urgência.

— Eu não sei — admitiu Alessa, olhando para o chão. — Mas não volto para lá.

— Então você ficará na minha casa — decidiu George, com firmeza.

— Não precisa — protestou ela, com um tom hesitante. — Eu não quero ser um problema.

— Não será nenhum problema, Alessa! — assegurou ele, com um sorriso gentil. — Eu só avisarei a Márcia e então nós iremos.

— Obrigada — murmurou Alessa, com gratidão, sentindo um alívio momentâneo.

Após George trocar algumas palavras com Márcia, eles deixaram o hotel e caminharam até o carro dele. Entraram, e o motor ronronou enquanto partiam para a casa de George. Ao chegarem, adentraram a sala ampla e aconchegante, acomodando-se no sofá, com o silêncio entre eles preenchido pelo som distante do trânsito.

— George, eu sinto muito pelo casamento — disse Alessa, com a voz baixa, olhando para as mãos no colo.

— Não se desculpe — respondeu ele, sentando-se ao lado dela. — Sei que ficou muito chateada com toda a situação.

— Hoje o dia foi um desastre! — exclamou ela, com um suspiro pesado.

George inclinou a cabeça, curioso. — Você tinha ido ao apartamento quando saiu do campo? — perguntou.

— Não — respondeu Alessa, hesitante. — Eu tinha pegado uma carona.

— Com quem? — indagou ele, com um tom cauteloso.

— Com Rafael — admitiu ela, erguendo o olhar. — Mas, por favor, não discuta isso comigo.

— Eu não iria discutir — assegurou George, com calma. — Vocês fizeram algo?

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora