Capítulo 63 - Lua de Perdão

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Alessa e George estavam dentro do restaurante vazio, o sol da tarde filtrando pelas janelas amplas e refletindo nos balcões de mármore polido. O espaço era amplo, com paredes de tijolo aparente, mesas de madeira rústica dispostas em fileiras organizadas e um bar longo ao fundo, decorado com garrafas coloridas penduradas. O cheiro de tinta fresca e madeira nova pairava no ar, misturado ao eco de seus passos no piso de cerâmica.

— O restaurante é muito bonito, com uma atmosfera acolhedora e espaçosa — comentou George, girando devagar para observar ao redor, tocando a superfície de uma mesa com aprovação. — Acredito que vale a pena comprá-lo de imediato. O que acha, Alessa? Seria o lugar perfeito para o meu cardápio?

— Também achei muito bonito, com potencial enorme para atrair clientes — respondeu Alessa, caminhando pelo salão e imaginando as mesas cheias de pratos fumegantes. — Será um lugar excelente, com essa luz natural e o espaço para eventos. Você acertou em cheio.

— Então esse será oficialmente meu novo restaurante, o começo de tudo — declarou George, assinando o contrato preliminar com o corretor ao lado, um sorriso largo se abrindo no rosto. — Não vejo a hora de reformar e abrir as portas.

— Teve uma ótima escolha, George, vai ser um sucesso — elogiou Alessa, abraçando-o por trás enquanto ele guardava os papéis na pasta.

— Fico feliz por estar fazendo isso com você ao meu lado, opinando em cada detalhe — disse George, virando-se para beijá-la na testa.

— Eu ainda mais, é como se fosse nosso também! — exclamou Alessa, com os olhos brilhando de empolgação.

— Agora preciso ir às compras de equipamentos, panelas novas, mesas extras — listou George, checando o celular. — Mas quando estiver finalizado, ficará incrível, um ponto de encontro na cidade.

— Que tal sairmos para comemorar essa conquista agora mesmo? — sugeriu Alessa, pegando a mão dele.

— Seria uma ótima ideia, e eu tenho planos perfeitos para nós — respondeu George, piscando com malícia.

Eles se retiraram do restaurante com o corretor acenando adeus, retornaram ao carro estacionado na rua movimentada e seguiram para a casa de George, com o trânsito da tarde fluindo ao redor com buzinas distantes. Ao chegarem, entraram pela porta da frente, o hall familiar com fotos de família nas paredes, e caminharam até a sala ampla, iluminada por lustres modernos.

— Hoje irei preparar um prato especial só para você, algo que venho aperfeiçoando — anunciou George, tirando o casaco e indo para a cozinha aberta.

— Estarei ansiosa para experimentar, especialmente se for surpresa — respondeu Alessa, sentando-se no sofá macio e observando-o de longe.

— Quando estiver pronto, eu aviso com um sino ou algo dramático — brincou George, já amarrando o avental.

— Tudo bem, vou esperar aqui — disse Alessa, sorrindo.

Assim que George saiu da sala para a cozinha, o som de panelas tilintando ecoando, Alessa pegou o celular e enviou uma mensagem rápida para Olívia: "Tia, como Luís está hoje? Saiu do coma, mas preocupada com a reação sem os remédios. Tudo bem?" A resposta veio em segundos: "Ele está estável, acordado e conversando um pouco. Venha quando puder." Aliviada, Alessa guardou o aparelho, com o coração mais leve.

Ela estava feliz em relação a George, vê-lo contente e animado com o futuro a alegrava muito, especialmente agora que ele havia conseguido comprar o restaurante dos sonhos. Isso certamente o animaria ainda mais, dando propósito após tanta dor, e ela imaginava noites cheias de risadas ali.

Após George terminar de arrumar a mesa na cozinha, toalha branca, velas acesas, pratos fumegantes, ele a chamou com uma voz alta e teatral.

— Pronto, venha provar a obra-prima! — gritou George do corredor.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora