Capítulo 51 - Voto ao Anoitecer

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Alessa permanecia paralisada no centro da sala de Lúcia, o coração de pétalas vermelhas sob seus pés parecendo pulsar em sincronia com o próprio coração acelerado. George estava ajoelhado à frente dela, os olhos azuis brilhando com uma mistura de esperança e vulnerabilidade, a caixinha de veludo aberta revelando o anel que reluzia sob a luz suave das velas. Ele aguardava ansiosamente por uma resposta, o silêncio da sala amplificando cada respiração. O relacionamento avançava em um ritmo vertiginoso; embora já tivessem se entregado fisicamente, Alessa ainda desejava um tempo maior para namorar, para construir bases sólidas. Queria expressar isso, mas o medo de decepcioná-lo a travava, como uma corrente invisível.

— Sim, aceito — forçou um sorriso, com a voz saindo mais trêmula do que pretendia, enquanto estendia a mão esquerda.

George exalou um suspiro de alívio profundo, o rosto iluminado por uma emoção pura e contagiante. Com dedos gentis, deslizou o anel pelo dedo dela, o metal frio contrastando com o calor de sua pele.

— Fico tão feliz — murmurou ele, emocionado, levantando-se para abraçá-la com força, o perfume dele envolvendo-a como um cobertor reconfortante.

— Isso é tão emocionante! — exclamou Lúcia, batendo palmas leves, os olhos marejados de alegria genuína.

— Espero que tenha gostado dos preparativos — disse George, virando-se para Alessa com um sorriso cúmplice. — Lúcia me ajudou muito, desde as pétalas até as velas.

— Ficou muito lindo, George — elogiou Alessa, admirando o caminho romântico que ainda perfumava o ar com rosas frescas. — Obrigada, Lúcia.

— Não agradeça — respondeu Lúcia, acenando com a mão. — Agora que vocês estão casados novamente, para que dia quer que eu marque o casamento?

— Poderia ser mês que vem — sugeriu George, sem hesitar, os olhos fixos em Alessa com expectativa.

— Sério? — perguntou Alessa, com o choque elevando ligeiramente o tom de voz, o estômago revirando com a rapidez da proposta.

— Acha muito rápido? — indagou ele, franzindo a testa em preocupação genuína.

— Não, está numa data boa — respondeu ela, forçando compostura, embora uma apreensão sutil crescesse em seu peito.

— Que bom — suspirou George, aliviado.

— Tudo bem, farei os preparativos e avisarei vocês quando estiverem prontos — confirmou Lúcia, anotando mentalmente detalhes com um sorriso prático.

— Obrigada, tia — disse George, abraçando-a rapidamente. — Mais uma vez você está ajudando-me muito.

— Faço isso com muito prazer — respondeu Lúcia, retribuindo o abraço com afeto maternal.

— Alessa, ainda temos mais um jantar, para assim podermos comemorar — propôs George, estendendo a mão para ela.

— Provavelmente será ótimo — concordou Alessa, aceitando a mão dele, o toque aquecendo sua hesitação interna.

Adentraram a cozinha aconchegante de Lúcia, com armários de madeira clara e o aroma residual de chá de camomila, acomodando-se à mesa redonda coberta por uma toalha florida. Convidaram Lúcia para se juntar a eles, e ela aceitou com um aceno animado, servindo porções de um bolo caseiro ainda quente.

— Estou muito feliz que decidiram se casar novamente — sorriu Lúcia, cortando fatias generosas.

— E eu ainda mais! — exclamou George, com os olhos brilhando ao olhar para Alessa. — Desde que eu a conheci, sempre me imaginei tendo uma vida com Alessa. É como se o destino tivesse nos unido.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora