Na manhã seguinte, Alessa acordou com o coração acelerado, a ansiedade pulsando em suas veias como um tambor distante. Hoje seria o dia do seu "casamento", uma farsa que agora parecia engoli-la inteira, deixando-a nervosa e à beira de um colapso.
— Está na hora de levantar — disse Márcia, animadamente, abrindo as cortinas com um puxão enérgico, inundando o quarto com a luz do sol. — Hoje é o dia em que você se casará e eu serei a madrinha!
— Por favor, não fale sobre isso — implorou Alessa, cobrindo o rosto com as mãos, sentindo o estômago revirar. — Estou surtando por dentro.
— Relaxa, Alessa — respondeu Márcia, com um tom leve, sentando-se na beira da cama. — Deixe o surto para quando vocês irem para a lua de mel.
— Por favor, não fale sobre isso também — murmurou Alessa, com a voz trêmula, sentando-se lentamente.
Márcia pegou a mão dela, com empatia. — Tudo bem, respire fundo e seja corajosa — aconselhou, com firmeza. — Você já está nisso, Alessa. Já chegou muito longe.
Alessa suspirou, olhando para o chão. — Eu gosto de George — confessou, com a voz baixa —, mas me arrependo de ter entrado nessa mentira.
— Já é tarde demais para se arrepender — disse Márcia, com um tom prático, dando um tapinha no ombro dela.
— Infelizmente — concordou Alessa, levantando-se com esforço.
Ela se dirigiu ao armário, escolhendo um conjunto simples de roupas, uma blusa branca e calça jeans, vestindo-se rapidamente. Em seguida, saiu do quarto e seguiu para a cozinha, onde o aroma de café fresco a recebeu, mas não aliviou sua tensão.
— Olhem só, minha irmã se transformando em uma "noiva" — brincou David, com um sorriso irônico, servindo-se de uma xícara.
— Por favor, poderiam não falar sobre isso? — pediu Alessa, sentando-se à mesa com um suspiro pesado.
— Por que está tão zangada? — perguntou Leonor, com um tom desafiador, cortando uma fruta. — Trata-se do seu "casamento". Você se envolveu nessa farsa com George, e ignorar isso não mudará nada.
— Às vezes você consegue ser inconveniente, sabia? — retrucou Alessa, com irritação, cruzando os braços.
— Estou sendo sincera — respondeu Leonor, sem se abalar, erguendo uma sobrancelha.
Alessa revirou os olhos, levantando-se abruptamente e voltando para o quarto. Sentou-se na cama, o peito apertado, quando o celular tocou. Era Lúcia.
— Bom dia, Lúcia — atendeu Alessa, forçando um tom animado.
— Como está minha noiva preferida? — perguntou Lúcia, com entusiasmo transbordando na voz.
— Estou bem, e você? — respondeu Alessa, com um sorriso fraco.
— Estou ótima! — exclamou Lúcia. — Liguei para avisar que estarei buscando você às duas horas.
— Tudo bem, estarei aguardando — disse Alessa, com um aceno, embora Lúcia não pudesse ver.
— Ótimo, até mais tarde, Alessa — despediu-se Lúcia.
— Até logo — respondeu Alessa, desligando.
Ela colocou o celular na cama, com a ansiedade crescendo como uma onda. Toda essa questão do casamento a deixava apavorada, o medo do desconhecido misturado à culpa pela mentira.
Algum tempo depois, Alessa pegou a bolsa e saiu do apartamento, caminhando até o carro de Lúcia, que a esperava com o motor ligado.
— Boa tarde — cumprimentou Alessa, fechando a porta do carro com cuidado.
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O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
