Capítulo 04 - Entre Festas e Segredos

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Alessa Rodríguez acordou com o coração acelerado. Hoje era sábado, o dia da "pequena" comemoração na empresa, e George passaria em seu prédio para buscá-la, antes de seguirem às compras de alguns vestidos. A expectativa e a ansiedade se misturavam, tornando difícil permanecer na cama.

Levantou-se, ainda um pouco sonolenta, e dirigiu-se à cozinha. Sentou-se à mesa, observando o café da manhã preparado com cuidado.

— Bom dia — disse David, lançando-lhe um olhar curioso.

— Bom dia — respondeu Alessa, bocejando, ainda imersa na sonolência. — Um pouco cansada. Hoje eu poderia descansar, mas George virá me buscar e depois iremos à empresa.

— Veja pelo lado bom — interrompeu Leonor, sentada à mesa, com um sorriso travesso — seu chefe continua sendo um homem bonito.

— Isso não torna a situação melhor — retrucou Alessa, franzindo a testa, tentando disfarçar o nervosismo.

— E na empresa? O que acontecerá lá? — insistiu Leonor, inclinando-se sobre a mesa, curiosa.

— Uma pequena comemoração, mas não faço a menor ideia do que se trata — respondeu Alessa, soltando um suspiro.

Martín, sempre atento e carinhoso, estendeu-lhe um biscoito de chocolate.

— Aqui, para te animar — disse ele, com o sorriso doce e inocente que sempre conseguia arrancar uma ponta de alegria do dia de Alessa.

— Obrigada, querido — sorriu ela, aceitando o gesto com delicadeza, sentindo-se momentaneamente confortada pela simplicidade daquele momento familiar.

Após o café, Alessa retornou ao quarto. Pegou um conjunto de roupas e uma toalha e dirigiu-se ao chuveiro. Um banho rápido a revigorou, e logo vestia um traje elegante, complementado por sapatilhas de bico fino, escolhidas pela praticidade e discrição. Ao sair do banheiro, o celular vibrou com uma mensagem de George: ele a aguardava do lado de fora do prédio.

Pegou a bolsa, despediu-se dos irmãos e desceu as escadas apressada, encontrando George ao volante.

— Bom dia — cumprimentou ele, abrindo a porta do passageiro.

— Obrigada — respondeu ela, sorrindo timidamente, enquanto entrava no carro.

— Como amanheceu hoje? Pronta para interpretar bem diante da minha família? — provocou George, mantendo aquele ar provocador que sempre a deixava levemente desconcertada.

— Sim... e não. Não estou preparada para mentir! Tenho medo de que me odeiem quando descobrirem a verdade — confessou Alessa, a ansiedade traindo sua voz.

— Eles não descobrirão, a não ser que você revele nossa "mentira" — disse ele, firme, como se aquilo fosse a regra mais importante da noite.

— Eu não faria isso — respondeu ela, determinada a manter a situação sob controle.

— Espero que não. Seria uma pena eu perder a empresa e você o emprego — acrescentou ele, meio brincando, meio sério, provocando um frio na barriga de Alessa.

Chegaram à loja de vestidos. O espaço era amplo e sofisticado, e Alessa sentiu-se imediatamente fora de seu elemento. George examinava os cabides com atenção, tentando escolher vestidos que julgasse apropriados para a família e para a ocasião.

— Nossa, como as coisas são caras aqui — comentou Alessa, impressionada.

— Não se preocupe, para mim não é problema — respondeu George, pegando dois vestidos cuidadosamente. — Experimente estes.

— Tem certeza? — perguntou ela, hesitante.

— Claro! Você ficará linda com eles — disse ele, com a confiança de quem acreditava plenamente no próprio gosto.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora