Capítulo 53 - Paz no Altar

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Alessa caminhava de volta ao prédio ao lado de Márcia, com o entardecer tingindo o céu de tons alaranjados e rosados, e o ar fresco carregado com o aroma distante de flores do parque de diversões. O celular vibrou na bolsa, e ela o retirou, vendo a mensagem de George pedindo para se encontrarem na praça mais uma vez, o coração acelerando com uma mistura de curiosidade e preocupação.

— Quem era? — perguntou Márcia, ajustando o passo ao dela na calçada iluminada por postes antigos.

— George, ele está pedindo para que eu o encontre na praça — respondeu Alessa, guardando o celular.

— Tudo bem se você ir, nós já nos divertimos muito hoje — disse Márcia, sorrindo com compreensão.

— Você poderia vir comigo — sugeriu Alessa, parando por um instante. — Assim podíamos conversar com ele sobre o seu futuro trabalho.

— Você acha que ele me ajudaria? — indagou Márcia, os olhos se iluminando com esperança.

— Claro! — afirmou Alessa, retomando a caminhada. — George pode parecer sério às vezes, mas por outro lado ele é gentil, e vai entender sua situação.

— Agradeceria muito — murmurou Márcia, com o tom grato.

Ao chegarem à praça arborizada, com bancos de madeira e o som suave de uma fonte ao fundo, aproximaram-se de George, que esperava sentado, com as mãos entrelaçadas e o rosto marcado por uma expressão aliviada, mas ainda reflexiva.

— Oi, George — cumprimentou Márcia, estendendo a mão com um sorriso tímido.

— Boa noite, Márcia — respondeu George, apertando a mão dela com firmeza e cortesia.

— Então, sobre o que queria conversar? — perguntou Alessa, sentando-se ao lado dele no banco frio.

— Bem... — começou George, hesitante, olhando ao redor.

— Se quiser que eu vá, eu posso ir — propôs Márcia, dando um passo para trás.

— Não precisa, está tudo bem — assegurou George, acenando para que ela ficasse.

— Há uma padaria do outro lado, irei até lá comer algo, depois volto — disse Márcia, apontando para a rua adjacente iluminada por vitrines.

— Tudo bem, obrigado — agradeceu George, com um aceno grato.

Assim que Márcia se afastou, os passos dela ecoando suavemente na praça, George voltou a olhar para Alessa, os olhos suavizando com vulnerabilidade.

— Eu conversei com meu pai hoje — revelou ele, a voz baixa, mas carregada de alívio.

— Fico feliz — respondeu Alessa, colocando a mão sobre a dele. — Como foi?

— Consegui dizer tudo o que queria e foi como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas — confessou George, exalando devagar, o peito mais leve. — Foi libertador, como se anos de silêncio finalmente explodissem.

— Fico feliz que você tenha conseguido — murmurou Alessa, apertando a mão dele. — É sempre bom tirar isso de dentro de você, deixar fluir.

— Meu pai finalmente conseguiu falar sobre a Jasmine pela primeira vez — continuou George, o olhar distante revivendo a cena. — E pude perceber o quão culpado ele se sente, o quanto isso o consome por dentro. Não sei se Frank conseguirá se libertar dessa frustração e amargura que o corroem, mas espero que sim, pelo bem dele.

— Frank falou mais alguma coisa? — indagou Alessa, inclinando-se para frente com empatia.

— Meu pai não conseguiu se expressar muito sobre o meu caso — explicou George, balançando a cabeça. — Então acabou partindo sem revelar seus verdadeiros sentimentos. Acredito que Frank não irá ao casamento, o orgulho dele é grande demais.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora