Capítulo 32 - Farsas e Planos que Escapam ao Controle

1.4K 45 1
                                        

Na hora do almoço, Alessa pegou sua bolsa e desceu pelo elevador, o coração ainda carregado pela conversa com Violeta no banheiro. Ao chegar à recepção da empresa, encontrou George esperando, com um sorriso hesitante. Eles saíram juntos, o sol de meio-dia iluminando as ruas de Madri, e entraram no carro dele. Para surpresa de Alessa, o trajeto não os levou a um restaurante, mas à casa de George, uma construção moderna com janelas amplas e um jardim bem cuidado.

— Sua casa? — perguntou Alessa, franzindo a testa, confusa, enquanto descia do carro.

— Sim — respondeu George, com um tom leve, mas com um brilho ansioso nos olhos. — Preparei algo especial pra nós.

— Isso parece... interessante — disse ela, com cautela, tentando esconder o desconforto.

— Você disse que queria provar minha comida, então aqui estamos — explicou George, abrindo a porta com um gesto convidativo.

— Finalmente vou conhecer suas especialidades — respondeu Alessa, forçando um sorriso, embora a ideia de estar na casa dele a deixasse nervosa.

Eles entraram, e o aroma de temperos quentes enchia o ar. A cozinha era ampla, com uma mesa de madeira posta com pratos cuidadosamente arrumados. Alessa sentou-se, enquanto George servia a comida antes de se juntar a ela.

— Já tava tudo pronto? — perguntou Alessa, olhando para o prato à sua frente, surpresa com a apresentação.

— Tive um tempo livre hoje de manhã — respondeu George, com um sorriso. — Quis caprichar.

— Desculpa a curiosidade, mas o que é isso? — perguntou ela, apontando para os dumplings fumegantes no prato.

— Kreplach, um prato típico de Israel — explicou ele, com um toque de orgulho. — Espero que goste.

— Parece delicioso — disse Alessa, com um sorriso hesitante. — Provavelmente vou adorar.

— Assim espero — respondeu George, com um sorriso caloroso, observando-a com expectativa.

Alessa experimentou o prato, o sabor rico e reconfortante a surpreendendo. Apesar da comida ser excepcional, o ambiente íntimo da casa de George a deixava inquieta, como se cada gesto dele carregasse uma intenção que ela não queria decifrar.

Após o almoço, eles seguiram para a sala, onde a luz da tarde entrava pelas janelas, iluminando um sofá de couro e uma estante cheia de livros. Alessa sentou-se, mantendo uma distância cautelosa.

— Espero que tenha gostado da comida — disse George, sentando-se ao lado dela, com um tom esperançoso.

— Estava incrível — respondeu Alessa, com um sorriso genuíno. — Você cozinha muito bem, George.

— Finalmente! — exclamou ele, com um brilho nos olhos. — Queria te ver sorrir de novo. Seu sorriso é lindo.

Alessa baixou o olhar, sentindo o rosto esquentar, um sorriso tímido surgindo. — Obrigada — murmurou, tentando desviar a atenção.

Seu olhar foi atraído por um piano de cauda no canto da sala, polido e elegante, que parecia destoar do ambiente moderno. — Você tem um piano? — perguntou, surpresa. — Não tinha visto antes.

— Sim, coloquei ele aqui há pouco tempo — respondeu George, com um tom casual. — Gosto de tocar.

— Então você toca? — perguntou Alessa, com curiosidade genuína.

— Sim, meu tio me ensinou quando eu era criança — disse ele, com um leve sorriso nostálgico. — Quer tentar?

— Eu? — exclamou Alessa, rindo, nervosa. — Não, sou tímida pra essas coisas.

O ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora