Na hora do almoço, Alessa pegou sua bolsa e desceu pelo elevador, o coração ainda carregado pela conversa com Violeta no banheiro. Ao chegar à recepção da empresa, encontrou George esperando, com um sorriso hesitante. Eles saíram juntos, o sol de meio-dia iluminando as ruas de Madri, e entraram no carro dele. Para surpresa de Alessa, o trajeto não os levou a um restaurante, mas à casa de George, uma construção moderna com janelas amplas e um jardim bem cuidado.
— Sua casa? — perguntou Alessa, franzindo a testa, confusa, enquanto descia do carro.
— Sim — respondeu George, com um tom leve, mas com um brilho ansioso nos olhos. — Preparei algo especial pra nós.
— Isso parece... interessante — disse ela, com cautela, tentando esconder o desconforto.
— Você disse que queria provar minha comida, então aqui estamos — explicou George, abrindo a porta com um gesto convidativo.
— Finalmente vou conhecer suas especialidades — respondeu Alessa, forçando um sorriso, embora a ideia de estar na casa dele a deixasse nervosa.
Eles entraram, e o aroma de temperos quentes enchia o ar. A cozinha era ampla, com uma mesa de madeira posta com pratos cuidadosamente arrumados. Alessa sentou-se, enquanto George servia a comida antes de se juntar a ela.
— Já tava tudo pronto? — perguntou Alessa, olhando para o prato à sua frente, surpresa com a apresentação.
— Tive um tempo livre hoje de manhã — respondeu George, com um sorriso. — Quis caprichar.
— Desculpa a curiosidade, mas o que é isso? — perguntou ela, apontando para os dumplings fumegantes no prato.
— Kreplach, um prato típico de Israel — explicou ele, com um toque de orgulho. — Espero que goste.
— Parece delicioso — disse Alessa, com um sorriso hesitante. — Provavelmente vou adorar.
— Assim espero — respondeu George, com um sorriso caloroso, observando-a com expectativa.
Alessa experimentou o prato, o sabor rico e reconfortante a surpreendendo. Apesar da comida ser excepcional, o ambiente íntimo da casa de George a deixava inquieta, como se cada gesto dele carregasse uma intenção que ela não queria decifrar.
Após o almoço, eles seguiram para a sala, onde a luz da tarde entrava pelas janelas, iluminando um sofá de couro e uma estante cheia de livros. Alessa sentou-se, mantendo uma distância cautelosa.
— Espero que tenha gostado da comida — disse George, sentando-se ao lado dela, com um tom esperançoso.
— Estava incrível — respondeu Alessa, com um sorriso genuíno. — Você cozinha muito bem, George.
— Finalmente! — exclamou ele, com um brilho nos olhos. — Queria te ver sorrir de novo. Seu sorriso é lindo.
Alessa baixou o olhar, sentindo o rosto esquentar, um sorriso tímido surgindo. — Obrigada — murmurou, tentando desviar a atenção.
Seu olhar foi atraído por um piano de cauda no canto da sala, polido e elegante, que parecia destoar do ambiente moderno. — Você tem um piano? — perguntou, surpresa. — Não tinha visto antes.
— Sim, coloquei ele aqui há pouco tempo — respondeu George, com um tom casual. — Gosto de tocar.
— Então você toca? — perguntou Alessa, com curiosidade genuína.
— Sim, meu tio me ensinou quando eu era criança — disse ele, com um leve sorriso nostálgico. — Quer tentar?
— Eu? — exclamou Alessa, rindo, nervosa. — Não, sou tímida pra essas coisas.
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O Chefe
RomanceAlessa se muda para Espanha com seus irmãos mais novos, para ter uma vida melhor e um novo emprego. Então Alessa começa a trabalhar em uma nova empresa, sendo secretária de um dos maiores empresários do país, George Jones. Em uma reunião que George...
