Mingyu caminhava pelas ruas desoladas, seus passos ecoando na quietude perturbadora. As sombras das ruínas criavam formas monstruosas que dançavam nas bordas de sua visão, mas ele estava acostumado a essa sensação. Quatro meses de busca implacável por uma cura para Jeonghan haviam endurecido sua determinação, mas também haviam deixado cicatrizes profundas em sua alma.
De repente, um som agudo de disparo rasgou o silêncio. Mingyu instintivamente apontou sua arma para a fonte do ruído, seus olhos arregalados de adrenalina. Ele viu um monstro cair, seu corpo desajeitado se espalhando na calçada. Mingyu se aproximou cautelosamente, verificando se a criatura ainda estava viva. Com um suspiro frustrado, ele constatou que o monstro estava morto, mas a ausência de dois dentes incisivos indicava que este não era o alvo que ele procurava.
Retirando a máscara que escondia seu rosto, Mingyu passou a mão pelos cabelos, exasperado. Mais uma pista falsa, mais um obstáculo no caminho para salvar Jeonghan. A frustração apertava seu peito, mas ele sabia que não podia desistir.
Enquanto se afastava do corpo inerte, seu rádio crepitou com uma mensagem estática. Era Soobin, a voz cheia de expectativa e preocupação.
“Mingyu, alguma novidade?”
Mingyu suspirou, olhando ao redor das ruas desertas antes de responder. “Nada ainda. Matei outro monstro, mas não era o que estamos procurando. Dois dentes faltando.”
“Entendi,” respondeu Soobin, a decepção clara em sua voz. “Volte para a base. Precisamos reavaliar nosso plano.”
“Estou a caminho,” disse Mingyu, desligando o rádio e se dirigindo de volta ao esconderijo onde os outros o aguardavam.
Ao chegar, ele foi recebido por Niko, Nam-ra e Soobin, todos com expressões cansadas e preocupadas. Mingyu entrou na sala, sua frustração evidente em seu rosto.
“Alguma sorte?” Perguntou Niko, esperançosa.
“Não,” respondeu Mingyu, balançando a cabeça. “Mais uma pista falsa.”
Nam-ra olhou para ele com simpatia. “Vamos encontrar, Mingyu. Não podemos desistir agora.”
“Eu sei,” disse ele, tentando encontrar consolo nas palavras dela. “Mas esses meses estão nos desgastando.”
Soobin assentiu. “E não somos os únicos. Seongcheol está tendo dificuldades com Joshua. Ele está piorando, suas alucinações estão mais frequentes e intensas.”
Mingyu fechou os olhos por um momento, a dor de ouvir sobre o estado de Joshua apertando seu coração. Ele sentia uma responsabilidade enorme por seus namorados, uma necessidade desesperada de protegê-los e curá-los.
“Eu vou falar com Seongcheol,” disse Mingyu, sua voz firme. “Talvez possamos encontrar uma maneira de ajudar Joshua enquanto continuamos a procurar o monstro.”
Os outros assentiram, sabendo que essa era a melhor opção no momento. Mingyu se dirigiu ao quarto onde Joshua estava sendo cuidado. Ao abrir a porta, ele encontrou Seongcheol sentado ao lado da cama, segurando a mão de Joshua, que murmurava palavras ininteligíveis, seus olhos perdidos em um vazio perturbador.
“Como ele está?” Perguntou Mingyu, sua voz suave.
Seongcheol olhou para ele, o cansaço evidente em seu rosto. “Não muito bem. As alucinações estão piorando. Ele quase não reconhece a realidade.”
Mingyu se aproximou, sentando-se do outro lado da cama. Ele observou Joshua, seu coração se partindo ao ver o estado fragilizado de seu namorado. “Joshua... somos nós, Mingyu e Seongcheol. Estamos aqui.”
VOCÊ ESTÁ LENDO
survivors
LosoweNum mundo devastado por criaturas e experimentos científicos que transformaram humanos em monstros, a luta pela sobrevivência é implacável. Em meio a esse caos, Joshua e seus companheiros enfrentam dilemas morais e emocionais, tentando encontrar um...
