que inimizade maravilhosa

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A tensão na casa abandonada era palpável, uma presença sufocante que parecia envolver cada um dos sobreviventes. Ha Sunghoon, agora vestido com as roupas de um dos homens, se movia pelo ambiente como um predador calculista. Seus olhos, brilhando com uma inteligência sinistra, examinavam cada detalhe dos rostos à sua volta.

Finalmente, ele decidiu romper o silêncio pesado.

"Então, me contem," disse Sunghoon, cruzando os braços. "Como está o mundo lá fora? O que aconteceu com as pessoas?"

Os sobreviventes se entreolharam nervosamente, hesitando em responder. O medo de dizer a coisa errada era evidente em seus rostos. Sunghoon suspirou, impaciente.

"Não tenho o dia todo," ele acrescentou, sua voz carregada de um tom ameaçador.

Ainda assim, ninguém se atreveu a falar. Foi então que a garota que havia olhado as fotos na estante, a mesma que parecia mais observadora e introspectiva, deu um passo à frente, seus olhos cheios de medo, mas também de determinação.

"Eu... eu posso te contar," ela disse, sua voz tremendo levemente.

Sunghoon sorriu, um sorriso que não transmitia conforto, mas algo muito mais sombrio. Ele deu um passo em direção a ela, inclinando a cabeça ligeiramente como um animal curioso.

"Muito bem," ele disse suavemente. "Qual é o seu nome?"

"Lee Ji Eun," respondeu a garota, engolindo em seco. "Mas todos me chamam de IU."

"IU," repetiu Sunghoon, como se estivesse saboreando o nome

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"IU," repetiu Sunghoon, como se estivesse saboreando o nome. "Gosto disso. Agora, IU, por que você não nos conta o que aconteceu com o mundo?"

Ela respirou fundo, tentando acalmar seus nervos. "Há três anos, monstros começaram a aparecer. Ninguém sabe de onde vieram. Eles simplesmente surgiram, devastando cidades e matando pessoas."

Sunghoon acenou para ela continuar, seus olhos fixos nos dela, mantendo um sorriso malicioso.

"Alguns soldados tentaram levar as pessoas para abrigos," IU continuou, sua voz ganhando força. "Mas ninguém sabe se esses abrigos ainda estão em pé... ou se alguém ainda está vivo lá."

Sunghoon deu mais um passo em direção a ela, tão próximo que ela podia sentir sua respiração. "Muito interessante," ele murmurou. "E o que você acha que aconteceu com todos?"

IU hesitou, sentindo o peso da expectativa. "Eu... eu não sei. Só sei que sobrevivemos. De alguma forma."

Sunghoon inclinou a cabeça, o sorriso ampliando-se. "Bom. Muito bom, IU. Você é corajosa."

Ele então olhou para os outros sobreviventes, sua expressão endurecendo. "O resto de vocês não teve a mesma coragem," disse ele, sua voz baixa e perigosa. "Isso é decepcionante."

Os outros começaram a implorar por suas vidas, suas vozes uma cacofonia de súplicas e promessas vazias. Sunghoon levantou uma mão, silenciando-os imediatamente.

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