Num mundo devastado por criaturas e experimentos científicos que transformaram humanos em monstros, a luta pela sobrevivência é implacável. Em meio a esse caos, Joshua e seus companheiros enfrentam dilemas morais e emocionais, tentando encontrar um...
Asahi estava de volta à Mini Coreia depois de dois meses fora. A pequena cidadezinha brasileira que acolhia os refugiados coreanos estava mais movimentada do que nunca. As crianças corriam pelas ruas, e as risadas dos vizinhos enchiam o ar. No entanto, o coração de Asahi estava pesado de ansiedade. Ele não via Junkyu e Jihoon há meses, e o que deveria ser uma simples entrega de lembrancinhas rapidamente se transformaria em algo muito mais sombrio.
Ao chegar à casa de Junkyu e Jihoon, Asahi notou a estranha escuridão que envolvia a residência. As cortinas pesadas bloqueavam a luz do sol, e o interior da casa estava mergulhado em sombras. Ele hesitou na entrada, respirando fundo antes de empurrar a porta. O cheiro de lixo acumulado e de comida velha enchia o ar, fazendo Asahi torcer o nariz.
"Junkyu? Jihoon?" ele chamou, a voz ecoando na escuridão silenciosa. Não houve resposta. Caminhando pela casa, Asahi notou um bilhete na cozinha. A caligrafia de Jihoon era apressada, como se ele tivesse escrito enquanto estava de saída: "Fui ajudar Christopher a construir a delegacia. Volto mais tarde. Junkyu, não se esqueça de tomar seus remédios."
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Asahi franziu a testa, o coração acelerando. Algo estava muito errado. Ele subiu lentamente as escadas, cada rangido aumentando sua inquietação. A casa estava assustadoramente silenciosa, o que era estranho. Junkyu sempre gostava de música, mesmo quando estava sozinho.
De repente, um barulho agudo de uma cadeira caindo ecoou pelo corredor. O sangue de Asahi gelou. Ele correu em direção ao som, o coração batendo forte contra o peito. Quando chegou ao quarto de Junkyu, a visão diante dele o fez parar bruscamente, o choque paralisando-o.
Junkyu estava pendurado pelo pescoço com uma corda, os pés balançando levemente no ar. A corda apertava cruelmente sua garganta, o rosto já começando a perder a cor. Sem pensar duas vezes, Asahi correu até ele, desesperadamente desamarrando a corda. Junkyu caiu no chão com um baque surdo, tossindo violentamente enquanto tentava recuperar o fôlego.
"O que você está fazendo?!" gritou Asahi, a voz tremendo de medo e raiva. "Por que você fez isso, Junkyu?"
Junkyu olhou para ele, os olhos cheios de raiva e dor. "Por que você me interrompeu?" ele respondeu, a voz rouca. "Por que vocês sempre me interrompem? Eu só quero ser feliz do outro lado."
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