Estranhos como eu

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Sob a luz dourada do entardecer, Will e Evie avançavam pela floresta. O mais velho continuava a manter mistério sobre a missão, apesar de tudo o que já haviam passado. Com a lança firme em mãos, Will cortava os ramos densos, abrindo caminho enquanto Evie o seguia em silêncio, seus pensamentos repletos de perguntas sem resposta.

Um ruído súbito ecoou à esquerda, fazendo-a girar rapidamente, mas ao voltar sua atenção, Will havia desaparecido. O coração de Evie acelerou, ela rapidamente mergulhou na vegetação espessa, buscando desaparecer de vista também. O som de folhas se movendo aumentava, até que um vulto emergiu balançando-se agilmente pelos cipós. Ele pousou em uma árvore próxima, trazendo consigo uma presença inegável.

O som estrondoso de um tiro ecoou pela floresta e assustou os pássaros. Evie observava o homem surpresa, pois o som tinha vindo de suas cordas vocais. Mas o que realmente a surpreendeu foi o chamado que veio logo a seguir.

— Clayton! — O rapaz gritou.

A poucos metros de Evie, Will saiu do esconderijo e guardou a arma de volta ao corpo. Seu olhar era indecifrável. recém-chegado desceu em um salto fluido, aproximando-se de Will com um sorriso que iluminava seu rosto bronzeado.

— Ora, se não é o dono do sorriso mais lindo desse mundo.

— Oi Tenzo.

— Sorria, raio de sol. Você tinha um braço a mais da última vez que nos vimos.

— Os planos mudaram.

— É? Rafiki não me explicou muito. — Antes que a conversa pudesse seguir, Evie saiu de seu esconderijo, atraindo a atenção de Tenzo. Seus olhos dançaram com curiosidade e charme ao vê-la.

— Esta é Evie.

— Ah. Filha da Rainha Má. Agora vejo de onde veio toda sua beleza. — Tenzo se aproximou sem qualquer hesitação e puxou a mão de Evie para depositar um suave beijo. Ao se aproximar, a mulher reparou na grande cicatriz de uma garrada de urso no peito a mostra. — Tenzo, filho de Tarzan e Jane.

— Não sabia que eles tinham filho.

— Meus pais não gostam muito de Auradon e suas regras. Você deve entender.

Will, impaciente, interrompeu o flerte com um tom sério.

— Tenzo, o que faz aqui?

O sorriso de Tenzo desapareceu, substituído por uma expressão de gravidade.

— As coisas estão muito tensas na floresta. Fui até pedra do reino buscar ajuda de Nala e Kovu. Quando encontrei com Rafiki, ele mencionou você passar por lá.

— Você devia estar com seus pais.

— E você já devia ter cuidado do Cruella. Ela se aliou a Shere Khan e tiraram Mogli do território dele. Estamos perdendo por aqui e não temos tempo contra a gente.

— Pensa que não sei sobre o tempo? Você devia ter me avisado.

— Você não deixou exatamente um telefone, bonitão. Kalila há dias não aparece.

— Me atualize da situação.

— Mogli está com meus pais. Evacuamos quem sobreviveu para lá e montamos um pequeno refúgio. Bagheera, Baloo e toda a tropa do Coronel Hathi estão lá.

— Como ela fez para afugentar tanta gente?

— Armas. Ela tem um exército de bandidos armados.

— Devem ser os bandidos do Rei de Chifres.

— E tem Shere Khan. Aquele tigre safado está enorme. Ele tá com uns sete metros de altura. Alguns macacos estão os seguindo e me mantém informado. Pelo o que entendi, estão a caminho de Auradon. São mais de mil homens armados, Will.

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