Bibbidi-bobbidi-boo

415 26 44
                                        

Como era de se esperar, Evie ficou preocupada com o sumiço repentino de Ben e Mal. Quando Mal consultou o celular, havia diversas mensagens de Evie perguntando onde estava. A rainha respondeu apenas que em breve voltaria e que estava bem. Pelo o que Evie tinha reportado, Mulan e os demais já estavam a caminho do reino de Corona. Uma ainda não tinha descoberto que Harry havia fugido e estavam fazendo de tudo para ela não descobrir, mas Mal sabia que logo mais a amiga descobriria e não queria nem pensar na reação da morena. Agora tinha que focar na missão de encontrar a Fada Madrinha e confiaria em Evie para manter tudo sob controle até sua volta. Estava na varanda esperando Ben, olhando para o céu, quando lembrou de um momento de sua infância.


Tinha seus sete anos quando saiu à noite com Heitor. Os dois estavam sentados em cima de um telhado, olhando o castelo de Auradon do outro lado da barreira. Alguma festividade acontecia no castelo. Era possível ver luzes coloridas no castelo e no céu.

– Sabe por que eles venceram? – Heitor perguntou, abraçando os joelhos. O olhar fixo no castelo de Auradon. As luzes da festa do outro lado da ilha refletiam em seus olhos. – Porque eles têm uma força que os idiotas daqui não têm.

– A varinha da Fada Madrinha. – Mal respondeu. Ouviu mais de uma vez a mãe falando sobre a varinha mágica da Fada Madrinha e como era o único objeto capaz de desfazer a barreira.

– Não. – Heitor respondeu. – A varinha não é nada. Magia e poder são fáceis de conseguir. Eles têm algo que faz eles lutarem, que faz com que ultrapassam qualquer limite.

– O que é? – Mal perguntou curiosa. Heitor riu.

– Você tem que descobrir sozinha se quiser ser rainha. Mas se quer uma dica é algo que explica o motivo de você nunca me vencer.


Maldito. Heitor sempre se achou superior a todos e gostava daquelas brincadeiras. Mal jurou que descobriria sobre o que ele estava falando, mas ainda não tinha descoberto. Se tivesse, Auradon estaria segura e não na posse dos vilões. Por hora, iria atrás da Fada Madrinha. Por mais que soubesse que não seria suficiente, precisava de algo para pelo menos deter Maligno e atrapalhar Heitor. Estava tão perdida nas lembranças que tomou um susto ao ouvir a voz de Ben a chamando.

– Está pronta? – O rei perguntou, depositando a mão gentilmente no ombro da esposa.

– Sim. – A rainha respondeu, virando para Ben. Ela estava tomada de preocupação. Como podia deixar que ele continuasse naquela jornada perigosa? Ele tinha o ombro ferido pelo ataque surpresa e se não fosse pelos gêmeos Smee ela não sabia se poderia proteger Ben de ter se ferido mais.

– Eu já me despedi do pessoal por você. Squeaky e Squirmy disseram para contar com eles, e caso precisássemos de ajudar era só chamar.

– Não poderia pedir para se arriscarem.

– Eu sei. – Ben respondeu calmo. – Eu disse que sempre contamos com os amigos. Vamos?

Mal sorriu fraca. Amava muito o marido. Independente de tudo, Ben sempre demonstrou empatia e compreensão pelos sentimentos da mulher. Não tinha certeza se estaria viva ainda se não fosse pelo apoio do marido.

A rainha então se transformou em um enorme dragão e estendeu a asa para Ben subir nela. Juntos, subiram aos céus e foram em direção à estrela indicada por Cinderela, na esperança de encontrar a Fada Madrinha.

A viagem até a estrela demorou horas e os primeiros raios de sol começaram a surgir quando Mal pareceu finalmente ter alcançado a estrela. Uma enorme luz branca cegou ela e Ben, mas assim que recuperaram a visão, viram um enorme castelo branco suspenso nas nuvens. Mal sentiu que as nuvens abaixo dela eram firmes e pousou ali. Esperou Ben descer para voltar à forma humana. O rapaz estendeu a mão para entrelaçar os dedos com a amada e juntos eles caminharam com cautela até o castelo.

Descendentes 4Histórias para pegar e não largar. Descubra agora