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São Paulo

Lorena Ferreira

AO ADENTRARMOS O condomínio onde Pedro mora ele estaciona o carro no estacionamento do prédio, ele mora em um apartamento.
Subimos o elevador e ele desceu com umas sacolas com algumas coisas que ele comprou para fazer um jantar.

— Segura pra mim por favor. — Pedro pede me entregando uma garrafa de vinho.

— Vinho essa noite? — pergunto sorrindo e vendo que é um dos meus preferidos.

— Vou cozinhar pra você rival. — Raul diz e eu dou um sorriso. — fica linda quando sorri sabia ?

Eu o olho e levanto os pés um pouco para ficar da sua altura, deixo um beijo demorado na sua bochecha.

— Você é fofo, sabia ? — pergunto a mesma coisa e ele dá risada.

Assim que o elevador chega no andar onde fica seu apartamento eu e ele saímos e fomos rumo a metade do corredor, Pedro abre a porta e nós adentramos.

Ele tira os tênis com auxílio dos pés mesmo e liga a luz, caramba que lugar enorme.
A sala era bem grande e aconchegante, tinha alguns quadros do seu time e um dele com a família.

Observo tudo enquanto ele vai até a cozinha que não fica tão longe.

— Fica a vontade, se quiser algo pega na geladeira. — ele diz prestativo, colocando as sacolas na bancada, vou até a cozinha e apoio as mãos no balcão e observando ele preparar as coisas.

Pedro está com uma calça moletom cinza e uma camisa branca polo, ele abre a geladeira e começa a preparar o jantar.

— Seu apartamento é bonito. — falo elogiando e ele me olha com um meio sorriso.

Ele começa a tirar as coisas da sacola e coloca uma panela com água no fogo.

Ando até o Raul que está de costas no fogão, eu paro do seu lado e ele me olha.

— Onde tá as taças? — pergunto e ele olha o armário atrás.

— Lá dentro no fundo, a direita. — ele aponta com a cabeça e eu abri pegando duas.

Vou até o vinho e procuro um abridor, abrindo logo em seguida e colocando um pouco em cada taça enquanto fecho novamente a garrafa.

Pego as duas taças e entrego uma para ele que toma um pouco e sorri olhando meus olhos.
Ele é muito bonito.

Não igual o Raphael Lorena.

Cala a boca praga de voz imaginaria.

Pedro continua a cozinhar e eu afasto sentando na cadeira da varanda, não queria atrapalhar ele enquanto está cozinhando.

Paro de tomar o vinho assim que meu celular notifica uma mensagem, abri e vi de quem se tratava.

Merda.

Merda

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Duas Metades. - Raphael Veiga Onde histórias criam vida. Descubra agora