Capítulo 108

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"Eu quero a Catherine aqui!!"

A voz de Camilla ecoa por todas as paredes do Palácio, mais uma vez, ao descobrir que as palavras da Princesa de Gales, estava ganhando proporções inimagináveis ao redor do planeta Terra. Pessoas que antes admiravam sua forma de governar, agora lhe chamavam de maldosa, vagabunda e destruidora de lares e famílias, falavam que a morte da eterna Princesa Diana, mesmo sabendo-se a razão, era por causa de Camilla, e que a Realeza Britânica já havia sido um berço de pessoas dignas de estar ali, mas que agora era um antro de porcarias e que as crianças, deveria, se afastar daquele mundo de perdição que Camilla havia transformado a Família Real.

O coração da mais velha, palpitava, enquanto Rosy tentava lhe acalmar, mas escutava palavras como:

- Sua incompetente!!! Não serve nem para segurar um homem!

- Camilla??

- Sim!!! Se você tivesse feito seu trabalho direito, e conseguido arrancar o William das mãos daquela mulher, nada disso estaria acontecendo! Mas não... você foi incompetente o suficiente para não conseguir o básico!

- Não irei ficar aqui para escutar essas ofensas! E não levarei para o lado pessoal, porque você está irritada com o que a Kate fez.

- Estou irritada com as pessoas inúteis que me cercam, isso sim!!! E uma delas é você! Sai da minha casa!

Rosy, segurando sua raiva ao máximo que conseguia, deu as costas para a rainha Camilla, começando a caminhar em direção a saída e vendo que a quantidade de pessoas que ali estavam, no momento e que chegou, estava muito maior, e que muitas seguravam cartazes em apoio a Kate Middleton, com palavras como:

"Saia Camilla!! Nossa Rainha é a Kate!"

Cada palavra escrita, fazia com que Rosy sentisse ainda mais raiva do que Kate havia conseguido, e que poderia perfeitamente ser dela, se William não fosse tão apaixonado pela Princesa de Gales como ele era. Suas tentativas falhas de fazer com que ele se encantasse por ela, ao ponto de deixar a própria família e torná-la Princesa, lhe fizeram perceber que ela foi , apenas usada por Camilla e pelo filho de Diana, que jamais disse o que sentia por ela, apenas a possuía em uma cama qualquer, mas sempre voltava para sua esposa perfeita e sua família perfeita.

Longe dali e caminhando entre as prateleiras de livros, buscando algo para entreter à mente, estava a mulher que virou o centro do mundo ao falar sobre o que viveu enquanto morava com a Família Real, enquanto, pintando o segundo andar, mas especificamente o quarto que era de Catherine Waller, estava uma adolescente de 16 anos, se despedindo de uma identidade visual que lembrava sua mãe, apenas para construir o quanto do bebê, que nem possuía uma formação suficiente no ventre de Kate para saber se era um menino ou uma menina.

Os baldes de tinta no chão, ocupavam um espaço, que antes, existia uma enorme cama de casal, um criado mudo e um guarda-roupa, mas acima de tudo, era onde Christine corria para abraçar sua mãe quando ela acordava pela manhã, ou quando ambas assistiam TV juntas.

As recordações boas se mantinham vivas para a adolescente, que mesmo sendo uma das pessoas mais ricas do mundo, não se importava e continuava em sua casinha, brigava para manter Kate segura e longe de todos os perigos, estudava para a faculdade, mesmo que não presencialmente, já que não iria deixar a mulher que lhe ajudou correndo perigo, continuava fotografando e acima de tudo, se sentia uma adulta responsável por seus próprios passos, enquanto Kate Middleton, se alimentava da vida simples e sem luxo que passou a ter ao lado de sua filha adotiva, e pessoa que lhe mostrou que o amor de mãe, pode sim ser por alguém que não possuí seu mesmo sangue.

Ao voltar para o mundo real, Christine viu Charlotte com as mãos na cintura, enquanto George pintava a parede à frente e Louis chorava no chão com as roupas todas sujas de tinta azul bebê.

- Christine?? - chama Charlotte, visivelmente com raiva.

- Louis?? Você acabou um balde de tinta!!!

A criança, que estava chorando, começa a rir e rapidamente se levante e ameaça agarrar uma pequena quantidade de tinta para lançar em direção a mais velha, porém, a voz grave de Kate ecoa em tom autoritário e ele volta a chorar, levantando-se e pulando no colo da Princesa, que percebe o estrago imenso que a criança havia feito e a cara de sua filha mais velha em reprovação a birra do menino.

- Depois arrumamos isso. Vamos comer alguma coisa.

- Ele vai comprar um balde de tinta com a mesada que ele ganha!

- Não vou não!

- Mas você vai sim!

- Christine? Ele é uma criança. - fala Kate, rindo da pequena "discussão" entre os irmãos.

- Não importa! Ele vai comprar.

- Não vou!

O choro de Louis ecoou pela sala inteira, e seu grito entrou no ouvido de Kate como lâminas, de tão agudo, já que a criança continuava e seu colo e a adolescente provocava, apenas para fazê-lo continuar chorando.

- Christine, para! - fala séria, vendo a menina rindo e seguindo até a geladeira - Você também, Louis! Pare de chorar!

O céu azul, mostrava que o dia continuava ainda mais lindo do que as primeiras horas que ambas abriram os olhos naquela manhã, e quando as crianças foram levadas por William até a biblioteca, com a falsa esperança de ver Kate, mas quem lhe recebeu, novamente, foi Christine, impedindo-lhe de subir e dar, ao menos um oi para sua própria esposa. E esse comportamento, poderia ser algo ruim, mas era à mando da própria Kate, que não queria vê-lo e sim pensar em como resolver sua vida.

Se trancar na biblioteca por dias, fez Kate perceber que sua família ainda existia e que ela não precisava de muita coisa para ser feliz, e que sua felicidade estava em cenas como ver seu casula brigando com sua filha mais velha, a filha do meio rir com a brincadeira de George e Christine ao provocar Louis, e que uma criança crescia em seu ventre e que iria se juntar ao que ela nunca imaginou ter na vida: Uma família feliz, sem estar presa a regras e a uma traição.

- Parem de brigar. - ri - Filha? - olha para Christine, que fazia careta para Louise que estava em seu colo - Para de fazer isso para o seu irmão!

- Ela é chata! - afirma Louise, arrancando risos da adolescente.

- Não fala assim da sua irmã, Louise!

O clima leve e divertido, mesmo com tantas discordâncias, fizeram todos rirem e se deliciarem com bolos e sucos, tudo feito por Kate enquanto as crianças pintavam o futuro quarto do príncipe ou princesa da família.

Do lado de fora, William observava ao longe e pela janela do segundo andar, sua esposa e seus filhos rindo  ao redor de uma mesa, e isso lhe fez perguntar o que ele poderia fazer para estar ali, mas a resposta era bem simples:

- Assuma seu erro, William.

SMILE - Vol. 2Onde histórias criam vida. Descubra agora