*Vol. 2 de A Vendedora de Livros*
O sorriso nos lábios da Princesa de Gales, Kate Middleton, exaltava a liberdade de ser uma mulher comum acima da Coroa Britânica, e só existiu graças a uma adolescente de 15 anos, que mudou sua vida em 360 graus. So...
A multidão aplaudiu quando Kate finalizou seu discurso pela segunda vez. Mas haveria mais um. Ela estava radiante — o vestido azul royal realçando cada curva elegante, e o chapéu branco se equilibrando com graça sobre os cabelos cuidadosamente presos. Seus olhos procuraram William, que sorriu com orgulho contido, e então buscaram entre os rostos o mais querido naquele momento.
Christine.
Ali estava ela, a poucos metros, com a câmera pendurada no pescoço e o sorriso mais puro do mundo.
— Tá chorando, mãe? Isso vai pro meu portfólio sentimental. — gritou ela, rindo, ao mesmo tempo em que fingia um zoom dramático com os dedos.
Kate balançou a cabeça, sorrindo entre os olhos marejados. William riu, se aproximando da filha.
— Vamos, fotógrafa. A estrela da cerimônia é sua mãe, não você.
— Ah, mas sem mim vocês não teriam nenhum clique digno de capa! — respondeu ela, trotando pelos degraus com a leveza de quem carrega uma alma muito mais jovem que os dezoito anos recém-completos.
Ao se aproximar, ela passou um braço pelo ombro da mãe e um beijo no rosto do pai.
— Sabe o que mais, pai? Você também tá bem, mas ela ganhou o prêmio de 'mais gata da Marinha' hoje.
— Concordo. — disse Kate com falsa modéstia. — E ainda sou mãe de 4. Quase cinco, se contar você.
— Três e meio, — corrigiu Christine, apontando para si. — Metade adulta, metade caótica.
As três figuras caminharam para o palco secundário onde mais convidados aguardavam, e fotógrafos oficiais clicavam cada passo.
Mas Christine olhou para trás.
Algo... a fez virar por um instante. Um sopro, talvez. Um instinto.
E, por um breve momento, seu olhar cruzou a multidão.
Ela não viu nada em especial. Talvez um rosto entre muitos. Talvez uma mulher de chapéu branco, muito parecido com o de Kate.
Mas não deu importância. Sorriu para si mesma, virou de volta para os pais e comentou:
— Promete que depois disso a gente pode só... tomar chocolate quente e fingir que somos normais por um dia?
Kate apertou sua mão, sem dizer nada. Apenas sorriu.
E atrás deles, no limite do público, a mulher misteriosa ainda não se moveu.
Ainda não era a hora.
Mas estava perto.
Muito perto.
O sol pairava alto, refletindo nas medalhas de William e no brilho sutil do broche de Kate. O evento seguia seu protocolo com fluidez, cada autoridade ocupando seu lugar, cada palavra sendo proferida com precisão cerimonial. O público, encantado, seguia com atenção cada gesto da família real.
Mas para Christine, tudo aquilo era mais do que um evento.
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