O som das pedras se quebrando debaixo das rodinhas da mala preta, anunciava que Christine estava indo embora para muito longe de Kate, William, Charlotte, Louse e George, e que ela estava sem passagem de volta.
Kate desviava o olhar, mas no fundo estava orgulhosa das escolhas que sua eterna menina tomará com a própria vida. Das mudanças geradas pelo medo e alegria, mas que agora estavam sendo compartilhadas por todos da família.
Christine, por sua vez, via nos olhos de cada uma daquelas pessoas, sua nova família, seu porto seguro e amor. Um amor que ela só imaginou ter de uma mulher: Catherine Waller, sua mãe. Mas que agora cuidava de cada passo dela pelo mundo dos homens. E a adolescente sabia que não estava sozinha.
A mala de mão levava suas histórias antigas e novas. A câmera fotográfica está pendurada em seu pescoço, como parte de seu corpo, e o sorriso de quem sabe que irá sentir falta, mas é "orgulhosa" demais para admitir, estampado nos lábios rosados e perfeitos de uma adolescente de 16 anos de idade, que viveu o que muitos adultos não conseguiriam viver.
— Se cuida, está bem? — sussurra Kate ao se aproximar e trazer Christine para seus braços — Me ligue se precisar de qualquer coisa. Qualquer coisa, que eu estarei aqui para você, tudo bem?
— Ligarei, mãe. Mas a senhora sabe que eu sei me virar muito bem.
— Eu sei, mas... — desvia o olhar — Prometi para a sua mãe que cuidaria de você. Então me deixa cuidar?
— Tudo bem... Eu deixo a senhora cuidar de mim quando eu precisar.
Os olhos de Kate brilhavam como duas estrelas no céu. Não por ela ouvir tais palavras, mas por ter a certeza de que sua filha era uma adulta com valores e responsabilidades. Responsabilidades essas que vieram de Catherine.
William se aproxima. Para e observa com atenção o carro que levará Christine ao aeroporto. Afinal de contas, era sua filha que estava prestes a entrar ali. Olhou para o motorista e perguntou se estava tudo certo? Se a princesa chegaria em segurança ao aeroporto da cidade, e teve um sim como resposta. Tendo essas confirmações, o coração do pai adotivo, falou mais alto ao encontrar os olhos da jovem. Seu coração apertou, porque era pouco tempo para que ele desse o amor que Christine nunca teve de um pai.
— Lembra do que falamos? Siga seus sonhos. Seja feliz.
— Obrigada, pai.
— De nada, filha.
Um abraço entre ambos, iluminou o ambiente tristonho que a partida de Christine estava trazendo. Era como se ambos se fundissem e assumissem o laço forte, entre eles naquele momento.
William não queria deixá-la, mas precisava. Kate não queria perder a filha, mas sabia que ela estava fazendo a escolha certa. Mas de todos os adultos que ali estavam, Christine sentiu um aperto no coração ao ver seus irmãos desviando os olhos marejados ao saber que não iriam vê-la e brincar na biblioteca de Catherine.
— Own, meus amores. Venham cá.
Charlotte e os dois irmãos, seguiram ao encontro de Chris, abraçando com tanta força, que a adolescente conseguia sentir os corações acelerados dentro do peito de cada uma das crianças.
— Eu vou voltar, e vocês irão me ver. Não vão?
— Sim! — sussurra o caçula entre todos.
— Vamos nos divertir muito lá. Muito mesmo.
— Sim — afirma George.
— Se precisarem de mim, é só me ligarem, está bem?
— Está bem — sussurra Charlotte.
— Vocês são os irmãos mais frescos que eu poderia ter. Mas eu amo vocês.
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SMILE - Vol. 2
Losowe*Vol. 2 de A Vendedora de Livros* O sorriso nos lábios da Princesa de Gales, Kate Middleton, exaltava a liberdade de ser uma mulher comum acima da Coroa Britânica, e só existiu graças a uma adolescente de 15 anos, que mudou sua vida em 360 graus. So...
