Estrelas brilhavam no céu como pequenos insetos luminosos e parados para que sua beleza fosse observada. E olhando para elas, estava Kate Middleton caminhando a passos lentos pelo jardim iluminado com tons amarelados e brancos. Passando pelo mesmo labirinto que virá William sorrindo ao lhe encontrar, após o término da faculdade e preparativos para o casamento.
Kate sorria ao imaginar o quanto sua vida, fora nada fácil, estava seguindo por um caminho de trégua e paz, onde sua única preocupação era a hora certa para se alimentar, pois segurava uma vida em seu ventre, e tinha mais quatro filhos para proteger e ensinar as maldades da vida.
O vento soprava em seu rosto, bagunçando seus longos fios castanhos e ondulados, obrigando-a à colocá-los para trás, assim que se atreveram a atravessar sua visão.
Ela estava feliz, e não conseguia e nem queria esconder essa pitada de esperança por dias melhores. Então, seguiu caminhando, passo por passo, abandonando o jardim e adentrando em um local bem discreto, onde ao longe o espelho da água do lago que cortada a propriedade, mostrava para ela pessoas do outro lado, impressionadas por ela estar em um lugar onde nunca esteve antes.
Sorrisos eram vistos aos montes, e ela só poderia retribuir com um aceno de mão. Sendo o que fez.
Na entrada do palácio, estacionando o carro real e abrindo a porta em uma velocidade nítida de quem estava furioso, estava William, entregando a chave ao chofer e seguindo para o interior.
Seu coração acelerado pelo medo de ver sua filha presa, lhe impulsionava a contar a verdade para sua esposa, assim que seus olhos encontrassem os dela. E vagando pelos corredores vazios e silenciosos, o príncipe de Gales, buscava palavras menos duras para dizer a verdade. Mas ao se aproximar de uma imensa janela, encontrou a silhueta de uma bela mulher, que caminhava pelos corredores de flores e luz, estrela e esculturas milenares, com uma das mãos em plena barriga e sorrindo ao sussurrar algo que ele jamais saberia. E nesse momento, a adrenalina se cessou, e ele desistiu de preocupar uma mulher que, estava tendo um pouco e paz em meses.
Uma forte vontade de extravasar a raiva que surge dentro de si, fez com que William cerrasse os próprios pulsos, acertando-os contra a parede em sua frente, enquanto Kate sorria ao ver uma simples e noturna borboleta de cores brancas repousando em uma enorme folha, não ouvindo em nada o que havia atrás dela.
Ela estendeu uma das mãos, e em um momento extremamente raro, o animal pousou em sua pele, fazendo-a rir baixo, devido a cocegas dos pequenos pelos largados por ela.
- Você é linda.
A mulher viu as asas batendo para longe, e um toque suave e delicado abraçá-la por trás, sabendo perfeitamente de quem se tratava. Então virou, encontrando os olhos azuis piscina e o sorriso de quem ela nunca esqueceu.
- Como ela está?
- Bem – mentiu o homem – Virá amanhã para o café da manhã.
- Que bom. – Desviou o olhar – Fico preocupada com ela lá.
- Não fique, meu amor.
Ambos se olharam como nunca havia. Era uma nova vida, novas escolhas. E Kate poderia sim ter ido por outro caminho, mas seu amor por William, sempre lhe fazia voltar o passado e para o que ele a havia dado de família. Uma família que ela jamais abandonará, independentemente de suas barreiras e obstáculos.
Seus lábios se tocaram como as pétalas de uma flor toca a pele humana, os dedos de William a envolveram com carinho e afeto, respeito e saudades, enquanto ela repousava as duas mãos em seus ombros, em uma lenta valsa de Beethoven, naquela noite estrelada e cheia de esperanças para um casal, cujo nome era mundialmente conhecido, mas ninguém os conheciam como um ao outro.
As mãos grandes do homem, tocaram nas de Kate, trazendo-a para mais perto em um abraço carinhoso e belo, enquanto seus lábios se afastavam e William sussurrava:
- Sei que vai parecer uma loucura, mas use seu melhor vestido de baile.
- Para quê?
- Confia em mim.
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O que antes era escuridão, agora ganhava cor e vida, bem diante dos olhos de uma mulher trajada com um belo vestido branco e longo, saia esvoaçante e brilhoso, fios soltos e perfeitamente ondulados, e que parecia sair de um livro de contos de fadas da vida real.
Kate atravessava um imenso corredor de flores e velas, que queimavam sua parafina sem cansar, mas durariam até que ela chegasse ao seu destino. Destino esse que a fez sorrir ao ver William surgir diante de seus olhos, usando seu melhor conjunto oficial e único, que lhe deixava digno de seu título: Príncipe.
Com uma das mãos estendidas em sua direção, ele sorriu e sentiu o toque macio em sua pele, sabendo que tudo era real. E ao entrarem um imenso salão, cujo centro era iluminado por um lustre de cristais, paredes de castiçais com velas e detalhes em ouro, ela notou que seu piano estava posto ao lado direito, e que um de seus músicos favoritos acenava em sua direção com um sorriso discreto em forma de reverência.
- O que é isso?
- Eu pensei muito, e... – deu passos para trás, colocando uma das mãos para trás das costas e a outra para frente, como se a estivesse chamando para a dança – Não existe mais nada que você ame, que não seja uma volta ao passado. Um passado, onde você nem era nascida, mas lhe encanta. Então... Aceita dançar comigo?
Kate sorriu, sentindo que voltará a centenas de anos atrás a cada passo que dava em direção a seu marido, enquanto as primeiras notas do piano ecoavam por todas as paredes, como uma melodia mandada por Deus.
O balançar dos corpos, desfrutavam cada milímetro de espaço, assim como a perfeição naquela valsa clássica e digna de um romance como A grande Valsa, fizeram os olhos verdes de Kate e os azuis de William, brilharem a cada vai e vem despreocupado que davam em uma direção aleatória.
Longe e olhando para as mesmas estrelas, Christine escutará do outro lado da linha, que sua passagem estava agendada para as 1h da madrugada daquele mesmo dia, e que se precisar, o motorista a buscaria em casa e a deixaria no aeroporto para a viagem à Paris.
A adolescente confirmou o horário e o carro antes de desligar e ligar para a governanta de sua falecida tia, avisando que estaria em Paris no dia seguinte, quase na noite seguinte e que Fred, deveria buscá-la no aeroporto e sem atraso.
- Desculpa mãe, mas é necessário.
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SMILE - Vol. 2
Random*Vol. 2 de A Vendedora de Livros* O sorriso nos lábios da Princesa de Gales, Kate Middleton, exaltava a liberdade de ser uma mulher comum acima da Coroa Britânica, e só existiu graças a uma adolescente de 15 anos, que mudou sua vida em 360 graus. So...
