Gotículas de água, batiam nas janelas de vidros que rodeavam o Palácio, fazendo riscos precisos e passageiros.
Pessoas caminhavam pelos corredores, visivelmente amedrontados com o que havia acontecido a poucos minutos em um dos cômodos mais importantes daquele local, enquanto a família real repensava suas normas e regras, olhando um boa olhos dos outros, no quarto do Rei Charles II.
Christine, com suas palavras de conhecimento acima de sua real idade, olhava para sua mãe, enquanto ela segurava nas mãos de William e continuava sentada ao seu lado, como se nunca antes tivessem se afastado.
O retorno do Príncipe de Gales e da Princesa de Gales, era uma das cenas que valeram a pena as brigas e as discussões entre eles, porque a alegria nos olhos de sua mãe, era clara e pura.
- Mãe?
A voz tímida de uma menina que não conhecia o significado de timidez, ecoa pelo espaço, fazendo Kate Middleton estranhar e olhar em sua direção.
- Sim?
- Vou embora. Preciso ver como os meninos estão.
- Claro! - se afasta de William, arrumando o corpo magro no sofá - Eu havia esquecido.
Kate, a mulher que lutou muito para que o final feliz viesse em seu dia mais agitado, olhou em direção a William, que não queria vê-la partir novamente, mesmo sendo algo passageiro, e ouviu:
- Volto daqui a pouco.
- Não precisa ir. Posso ir sozinha, mãe.
Mãe e filha se olhavam com cumplicidade e carinho, mas Kate sabia que a saída fervorosa de Camilla, e seu ódio por sua filha adotiva, era forte o suficiente para que a mais velha estivesse à espreita, apenas esperando para atacar.
- Não irei deixá-la sozinha, sabendo que a Camilla saiu daqui bastante insatisfeita e furiosa.
- Ela não é louca de fazer algo com...
- Kate tem razão, filha! - diz William - Vou com vocês até a biblioteca.
O homem alto e forte, cabelo batido e lindos olhos azuis piscina, voltou todas as atenções para seu pai, avisando que voltaria assim que possível, e que era para avisá-lo caso algo aconteça. Charles concordou e caminhou para fora do próprio quarto, na companhia de assessores, empregados, advogados e outros profissionais, que ali estavam para abafar o escândalo que iria ser a saída de Camilla e tudo o que ela fez durante os anos como Rainha.
Kate olhava para o brilho do celular em suas mãos, lendo de Charlotte que Louis havia caído e batido o braço, mas que estava bem e sem arranhões. E isso a fez lembrar dos anos de juventude e do quanto era uma menina inquieta, mas que nunca desistia de lutar. E somando esses pensamentos com os hormônios loucos que uma grávida possuía, lágrimas de vitória vieram aos seus olhos, pegando William e Christine de surpresa dentro do carro.
A adolescente, que se encontrava sentada no bando de trás, se inclinou rapidamente até o lado da mãe, segurando em suas mãos geladas e trêmulas, perguntando se ela estava bem. William diminuiu a velocidade, fazendo a mesma coisa. Então ambos ouviram dos lábios da princesa:
- Só lágrimas de felicidade. - sorri entre as gotas transparentes que escorrem por seu rosto - Acabou! Finalmente acabou.
O coração das duas pessoas, se encheram de emoção, mas Christine não iria chorar. Não ainda!
Os olhares foram direcionados ao carro real que estacionava em frente a famosa livraria de Christine Waller Middleton, e dele, Kate, William e a adolescente descontam.
Nenhuma das três pessoas imaginava a reação de todos que ali estavam, mas para suas surpresas e espanto, uma salva de palmas ecoou forte em meio a rua, assim como palavras como:
"Nosso país voltou a ser próspero. Viva a Princesa Kate."
Middleton se calou, recebendo todas as homenagens e palavras, enquanto Christine e William davam passos para trás, apenas para ver a mulher que tanto aquele povo admirava e se espelhava, voltando a ser o centro das palavras mais lindas e motivadoras, dos buquês de flores dados por respeito a Família Real Britânica e por ser um ato de carinho dos cidadãos britânicos.
Foram cerca de 5 ou 10 minutos de carinho para uma mulher que, horas antes, se encontrava fugindo daquilo e estava dentro de uma livraria, vivendo um dia de cada vez ao lado de seus filhos e pensando na criança que cresce dentro de seu centro. Mas ao sentir aquela emoção novamente, Kate não escondeu as lágrimas acompanhadas pelo sorriso e um:
- Obrigada.
- Bem-vinda de volta, Princesa. Desculpe-me se, algum dia, duvidei de seu carinho e fidelidade ao nosso Príncipe? - sussurra um simples vendedor de jornais.
- E eu, por falar palavras terríveis, sem conhecer o que estava passando nas mãos daquela mulher?
O coração de Kate estava acelerado e se enchendo com o amor de pessoas que nem conhecia, mas admirava pela força e capacidade de jamais desistir, mas acima de tudo, por pedir desculpas quando estavam errados.
Sua vida era uma montanha russa, sua imagem foi desfavorecida por inúmeras vezes. E muitas delas, por causa da própria Kate ao assumir que se envolveu intensamente com Tom, apenas para ter um pouco de atenção. Mas nem isso, nem a traição exposta por milhares de lugares, fez com que os mais sensatos olhassem para ela e falassem: "Traidora!". Muito pelo contrário. Eles nem tocavam nesse assunto, como se soubessem que ela jamais faria isso se não estivesse em seu limite como mulher.
- Eu perdoo a todos pelas palavras direcionado a mim. E tentarei dar o meu melhor por esse país.
- Você dera, Princesa.
Observando e felizes, estavam William e Christine, sorrindo com um brilho especial nos olhos e sussurrando coisas engraçadas um para o outro, como se a relação de ambos fossem ainda mais fortes.
O homem se aproximou, tocando no ombro de Chris e sussurrando em seu ouvido:
- Me fala a verdade, por que você veio pra cá?
- Para saber dos meninos.
- Somente isso?
- Não! - cruza os braços, mas sem tirar as atenções de sua mãe, porque, qualquer movimento em falso de qualquer um deles, ela avançava - Eu não aguentava mais ficar naquele lugar.
- Confesso que eu também não. - assume, pegando Christine de surpresa.
- Olha, olha. O Príncipe e futuro rei da Inglaterra, abdicando de seu trono?
- Não querer ficar lá, não significa que eu estou abdicando do meu trono. - sorri e a olha - Muito pelo contrário.
- Te torna um homem comum. - sorri e continua seu raciocínio falando em forma de sussurro - Isso te deixa mais próximo a mim, caso queira saber.
- O que preciso fazer para voltar a ser seu pai e ganhar seu respeito? - pergunta em tom sério - Sei que está me aguentando por causa de sua mãe, e que não acredita em mim.
- É tão visível assim? - pergunta em tom de deboche.
- Sim!
- Só quero que a faça feliz, que dê o que ela merece. Você fazendo isso, papai, você terá pontos comigo. - volta a olhar para Kate - Sua família é essa mulher que está em sua frente, assim como quatro filhos, porque eu cheguei depois. - o olha - Cheguei depois e pretendo não ficar por muito tempo.
- O que?
O semblante de William ficou em uma nítida expressão de surpresa e espanto, já que poderia escutar tudo, menos que Christine estava pensando em ir embora? O homem a olhou e iria perguntar a razão para essas palavras, mas Kate se aproximou e a envolveu por trás em um abraço forte e caloroso. Então optou por não seguir, justamente para que a alegria de sua esposa não acabasse, e uma dúvida crescesse em sua mente.
- Vamos? - pergunta ela, vendo ambos sorrindo e concordando.
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SMILE - Vol. 2
Random*Vol. 2 de A Vendedora de Livros* O sorriso nos lábios da Princesa de Gales, Kate Middleton, exaltava a liberdade de ser uma mulher comum acima da Coroa Britânica, e só existiu graças a uma adolescente de 15 anos, que mudou sua vida em 360 graus. So...
