Cheguei ao hospital mais tarde do que o planejado, e assim que avistei Lilian na entrada, ela sorriu de forma acolhedora, parecendo verdadeiramente contente por me ver. Seu sorriso era contagiante e, de certa forma, aliviou um pouco do peso que eu sentia ao pisar naquele lugar.
- Desculpe o atraso. Passei em casa para trocar de roupa. - Falei, tentando não soar nervosa.
- Sem problemas, foi só alguns minutos. - Sua voz era suave, quase tranquilizadora.
Meus olhos se voltaram para o edifício à nossa frente. O hospital não era muito grande, com seus dois andares, mas o design simples e funcional transmitia uma sensação de calma. As janelas de vidro refletiam o céu parcialmente nublado, enquanto as paredes em tons de azul e branco pareciam convidar os pacientes a encontrar alívio ali. Uma pintura com formas abstratas decorava o lado direito do prédio, contribuindo para a atmosfera acolhedora.
- Podemos entrar se quiser. - Lilian fez um gesto em direção às portas automáticas, e eu retribuí com um sorriso.
- Claro, vamos.
Assim que atravessamos as portas, um cheiro inconfundível de hospital me atingiu, uma mistura de desinfetante, álcool e um toque metálico que sempre me trazia uma estranha sensação de ansiedade. O interior era espaçoso e bem iluminado, com paredes brancas impecáveis e pisos que brilhavam como se tivessem acabado de ser limpos. Havia pessoas uniformizadas por todos os lados - médicos, enfermeiros e auxiliares - andando de um lado para o outro, mas, apesar do movimento, o ambiente parecia incrivelmente organizado. Era quase tranquilo, como se até mesmo o caos ali fosse controlado.
- Aqui temos todos os tipos de equipamentos médicos. - Lilian começou a explicar enquanto caminhávamos. Seus passos eram confiantes, e eu me esforcei para acompanhá-la. - Temos áreas para crianças, um pátio de alimentação e espaços para descanso da equipe.
Eu olhava ao redor, absorvendo os detalhes. As paredes tinham quadros coloridos, muitos feitos por crianças que, imagino, receberam tratamento ali. No final de um dos corredores, uma grande janela oferecia uma vista para um jardim interno, onde alguns pacientes se sentavam em cadeiras de rodas ou em bancos de madeira, aproveitando o sol fraco da manhã. Era, sem dúvida, um ambiente que transmitia esperança.
- Tudo aqui é tão calmo. Quem dera todos os hospitais fossem assim. - Murmurei mais para mim mesma, mas Lilian me ouviu.
- Essa é nossa intenção. Queremos que nossos pacientes e suas famílias sintam que este é um lugar seguro, não só fisicamente, mas emocionalmente também. - Ela sorriu, claramente orgulhosa do trabalho que fazia ali.
Continuamos caminhando até que ela parou diante de uma porta.
- E aqui é onde fica a equipe.
Lilian abriu a porta e revelou uma sala simples, mas funcional. Dentro, algumas enfermeiras estavam sentadas em uma mesa redonda, rindo suavemente de algo que parecia ser uma piada interna. Outras estavam deitadas em pequenos sofás, aproveitando o momento de descanso. A atmosfera era descontraída, mas ainda profissional.
- Oi. - Cumprimentei, tentando soar confiante, mas minha voz saiu um pouco hesitante.
- Oi. - Elas responderam em uníssono, algumas me lançando olhares curiosos.
Havia algo reconfortante na forma como elas interagiam.
- Este é o coração do hospital. - Lilian explicou, enquanto fechava a porta atrás de nós e continuávamos nossa caminhada. - Sem elas, nada disso funcionaria. São as responsáveis por manter tudo sob controle, mesmo nos dias mais difíceis.
Eu apenas assenti, observando os corredores enquanto passávamos.
- Agora vou te mostrar uma das áreas pediátricas. - Lilian anunciou, me guiando até um elevador.
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GANGSTER
Любовные романыNicole Forbes é uma garota de 17 anos, muito tímida e recatada, que mora em uma cidade pequena. Sempre foi uma romântica incurável. Sua vida muda quando descobre que Luke Bryan, irmão de sua melhor amiga e chefe de uma gangue, está de volta à cidade...
