CAPÍTULO 60

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Eu estava no limite, encostada no capô do carro de Luke. Já fazia um tempo que tínhamos parado na frente da minha casa, mas ele me puxou para fora do veículo, e agora estávamos ali, colados, como se o mundo tivesse parado. A mão dele apertava minha coxa, deslizando devagar sobre a fenda do vestido, enquanto seus lábios quentes traçavam um caminho ardente pelo meu pescoço. Meu coração martelava no peito, e eu podia sentir o desejo bruto emanando dele, tão intenso quanto o meu próprio.

- Luke - falei entre os beijos, com a voz vacilante.

Ele resmungou contra a minha pele antes de afastar a boca da minha, mas manteve meu corpo preso entre o capô do carro e ele. Sua mão continuava na minha coxa, firme.

- Eu não devia deixar você - disse ele, a voz rouca e ofegante pelo beijo. Aquilo só o tornava ainda mais sexy.

Fechei os olhos por um instante, tentando recuperar o fôlego.

- Não podemos chatear meu pai assim. - Senti a mão dele deslizar lentamente pela minha perna, e eu me ajeitei, ainda envolvida pelo braço dele na minha cintura. - E tenho que ir para a casa da minha mãe.

O clima mudou instantaneamente. A expressão de Luke ficou sombria, como se eu tivesse acabado de acender um pavio. Todo o desejo e o lampejo de carinho desapareceram dos olhos dele, deixando apenas um brilho sombrio e perigoso.

- Não! Você não vai - disse ele, e sua voz saiu firme, quase um rosnado.

Engoli em seco e tentei empurrá-lo de leve, mas ele não se moveu. Pelo contrário, apertou meu corpo ainda mais contra o dele, os músculos tensos e as veias saltando nos braços.

- Você não pode dizer para onde vou - retruquei, tentando soar firme, mas minha voz vacilou. - Principalmente quando se trata da casa da minha mãe.

Ele não afrouxou o aperto. Os dois braços agora envolviam minha cintura, como se quisesse me manter cativa ali. Sua respiração estava pesada, e eu sabia que discutir com ele naquele momento seria inútil.

- Você não vai, Nicole! - Ele respirou fundo, como se estivesse lutando contra a própria raiva. - Faz isso apenas dessa vez?

Havia algo na voz dele que me deixou confusa. Ele estava tentando me convencer, mas, ao mesmo tempo, parecia desesperado.

- Luke, é a minha mãe.

- E por que vocês não saem? - O tom dele ficou mais ácido. - Por que tem que ir pra casa dela?

O maxilar dele travou, e eu vi os músculos pulsarem enquanto ele apertava ainda mais os dedos na minha cintura. A raiva queimava nos olhos dele como brasas incandescentes, e, por um instante, me senti engolida por aquela intensidade.

- Luke... - murmurei, tentando acalmá-lo.

- Nicole, eles são cobras e você é namorada de um escorpião - disse ele, e sua voz soou cortante. Ele respirou fundo e continuou, mais sombrio. - Acredite se quiser, mas os dias deles estão contados na cidade. Faz isso por mim?

Senti um arrepio correr pela minha espinha ao ouvir a ameaça velada em suas palavras. O jeito como ele falou, firme e sem hesitar, me fez perceber que ele estava falando sério. Luke não fazia promessas vazias.

Ele me puxou ainda mais para perto, e o calor do corpo dele queimava contra o meu. Era um jogo clássico para me convencer, e ele sabia exatamente como fazer isso. Suspirei, sentindo o cheiro amadeirado dele invadir meus sentidos.

- Está bem - respondi, por fim. - Mas agora preciso entrar.

Luke não respondeu. Apenas me puxou para um último beijo, feroz e faminto. Seus lábios se moviam contra os meus com um desespero bruto, como se quisesse me marcar de alguma forma. Suas mãos desceram para minha bunda, apertando com força enquanto seu corpo colava ainda mais no meu.

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