CAPÍTULO 56

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Aviso de Conteúdo:

Este capítulo contém cenas explícitas de sexo e uso de linguagem imprópria. Se você se sentir desconfortável com esse tipo de conteúdo, recomendamos pular este capítulo ou continuar a leitura com cautela.

A música do The Weeknd soava abafada dentro do bar, mas para mim parecia ser a trilha sonora de um momento que eu não sabia como processar. Meu coração estava acelerado, misturando a mágoa que me queimava por dentro com uma felicidade insuportável por vê-lo. Ele estava ali, parado na porta, os olhos negros fixos em mim com uma intensidade que fez meu corpo inteiro vibrar. O sorriso no rosto dele parecia tranquilo.

Camila foi a primeira a correr até ele, envolvendo-o em um abraço apertado. Era minha chance de sair dali. Eu precisava respirar longe dele, longe do cheiro, da presença. Enquanto Camila ainda falava animada, virei-me para Gael, sussurrando com pressa.

- Vou embora.

- Vai embora? - Ele repetiu alto demais, me fazendo lançar-lhe um olhar irritado.

Comecei a andar em direção à saída lateral, evitando a porta onde Luke estava. Mas, antes que eu conseguisse atravessar a porta, ouvi a voz dele.

- Merda, ela ainda tá com raiva.

Atravessei a porta e comecei a caminhar em passos rápidos me afastando do bar.
Os passos rápidos dele ecoaram atrás de mim, e antes que eu pudesse reagir, senti sua mão firme agarrar meu braço. A força não era rude, mas suficiente para me fazer parar. Soltei-me com um movimento brusco e virei para encará-lo, meu olhar carregado de fúria e mágoa.

Ele levantou as mãos como quem se rende, mas deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós.

- Temos que conversar. - A voz dele soou mais baixa, quase um pedido.

- Não temos. - Respondi entre dentes, tentando ignorar o turbilhão de emoções que ele causava.

Ele franziu o cenho, a expressão parecia um misto de frustração e arrependimento.

- Nicole, por favor. Você ainda tá com raiva de mim, e com razão.

Eu ri. Não uma risada feliz, mas amarga, enquanto passava a mão pelo cabelo, tentando me acalmar.

- Raiva? - Minha voz saiu trêmula, carregada de uma fúria. - Você não faz ideia, Luke. Você desapareceu por três dias, mesmo quando estava aqui. Ignorou o jantar com meu pai. E depois o que você faz? Liga para me dizer que vai viajar! Sem ao menos se despedir pessoalmente, sem ao menos me explicar nada!

Ele baixou os olhos por um segundo, mas eu continuei, a voz falhando enquanto as lágrimas começavam a cair sem que eu pudesse evitar.

- Você nem ao menos se importou o suficiente para dizer o que estava acontecendo, Luke. E sabe o que é pior? - Eu solucei, a dor rasgando cada palavra que saía da minha boca. - É perceber que você provavelmente nem sentiu a minha falta!

- Nicole...

- Não, Luke! Não tem desculpa. Você não sente nada por mim! - Gritei, as lágrimas agora correndo livremente. - Nem consideração. Nem saudade. Nada.

Ele rosnou baixo, um som profundo que me pegou de surpresa. Antes que eu pudesse processar, ele avançou, segurando meu braço, fazendo o meu peito bater no dele com firmeza, seus olhos brilhando com algo entre dor e desejo.

- Não diz isso. - Sua voz era quase um sussurro rouco antes de sua boca capturar a minha.

No começo, tentei resistir, pressionando as mãos contra o peito dele. Mas minha força cedeu diante do calor do toque dele, da maneira como sua boca movia-se contra a minha com uma urgência quase desesperada. Meu corpo derreteu, e eu me rendi, abrindo os lábios para ele.

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