CAPÍTULO 65

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O chão frio do galpão pressionava minhas costas, mas o calor do corpo de Luke sobre mim fazia tudo desaparecer. O cheiro de suor, sexo e desejo pairava pesado no ar, impregnando cada centímetro daquele espaço apertado e escuro. Minhas pernas ainda estavam trêmulas e envolvidas ao redor da cintura dele, enquanto ele empurrava com força dentro de mim, suas mãos firmes segurando minha bunda, guiando meus movimentos enquanto me penetrava sem piedade.

Luke gemeu rouco, sua voz reverberando em meu ouvido como um trovão abafado. Suas mãos apertaram meus seios com força, os polegares brincando com os mamilos rígidos, me arrancando um gemido agudo e desesperado.

- Porra, amor... - Ele arfou, sua voz grossa e rouca. - Você é viciante.

Meus músculos apertaram ao redor dele, e Luke soltou um grunhido profundo, com as costas pressionadas contra o amontoado de roupas que usávamos como colchão improvisado. Apenas se afundou em mim de novo, empurrando fundo e rápido, fazendo-me perder o fôlego.

Eu gritei. A intensidade era avassaladora. Minhas unhas se cravaram nas costas dele, e ele apenas sorriu, aquele sorriso selvagem e possessivo, antes de me beijar com uma brutalidade deliciosa.

- Goza pra mim - ele ordenou, sua voz como veludo áspero contra minha pele.

E eu fui destruída. Meu corpo explodiu em espasmos, minhas costas arqueando contra ele enquanto um grito escapava dos meus lábios. Luke seguiu logo depois, saindo de dentro de mim no último segundo e gemendo profundamente ao liberar na minha barriga.

Ele manteve o corpo sobre o meu por um momento, os músculos tremendo e a respiração pesada contra minha pele. Eu fechei os olhos, tentando recuperar o controle do meu próprio corpo, mas a sensação do peso dele me mantinha ancorada ali - como se ele fosse a única coisa capaz de me manter conectada à realidade.

Finalmente, Luke rolou para o lado, puxando-me junto com ele e me abraçando com força. Seu peito subia e descia rapidamente, e eu podia sentir os batimentos cardíacos acelerados ecoando sob minha mão.

- Merda... - Ele murmurou, rindo baixo.

Eu sorri e deixei escapar uma risada também, embora estivesse exausta.

- Você tá bem? - Ele perguntou, virando-se para me olhar nos olhos.

- Estou... só que... meus avós vão me matar.

Luke soltou uma risada gostosa, o som reverberando em seu peito e me fazendo rir também.

- Fica tranquila, eles sabem que somos namorados.

- Mesmo assim... - Suspirei. - Meus avós são um pouco conservadores.

Ele sorriu, passando o braço ao redor do meu corpo e me puxando mais para perto. Minha cabeça repousou sobre o peito dele, e eu senti o calor tranquilizador que só ele conseguia me dar. Mas, ao mesmo tempo, a culpa começou a se infiltrar dentro de mim. Ele tinha vindo até aqui por mim, arriscado tudo.

- Eu sinto muito... - Murmurei, levantando a cabeça para encará-lo.

Luke se virou, ficando cara a cara comigo, seus olhos escuros me prendendo no lugar.

- Não pensa em nada agora. - Sua voz foi firme, mas suave. - Eu vou resolver tudo.

Olhando para ele, vi determinação em cada traço. Seus olhos queimavam com a promessa que suas palavras carregavam, e eu sabia que ele não estava brincando. Confirmei com a cabeça, confiando nele.

- Como vamos sair daqui? - Perguntei, minha voz mais fraca do que eu gostaria.

- Cal tá vindo. - A resposta dele foi imediata, segura. - Provavelmente ele chega pela manhã. E você vai embora comigo.

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