Capítulo 34

1.4K 144 9
                                        

Andrea entrou na suíte principal e encontrou Miranda sentada na poltrona de veludo, as pernas cruzadas, um cálice de vinho em mãos e um olhar que enviou um arrepio cortante por sua espinha. O olhar predatório da editora denunciava exatamente o que estava por vir.

A suíte era ampla, iluminada por luzes indiretas que jogavam sombras elegantes nas paredes. O silêncio do ambiente tornava tudo mais intenso, mais carregado de expectativas. Andrea percebeu que seu coração estava acelerado, e parte dela sabia que era exatamente isso que Miranda queria. A tensão entre elas havia atingido um ponto de ebulição, e Miranda parecia disposta a garantir que Andrea entendesse exatamente quem comandava naquele jogo perigoso.

— Venha aqui. — A voz de Miranda soou baixa, mas carregada de autoridade. Não era um pedido. Era uma ordem.

Andrea umedeceu os lábios, sentindo uma onda de calor percorrer seu corpo. Ainda assim, aproximou-se sem hesitar. Parou diante de Miranda, observando a forma como o olhar azul-gelo a percorria lentamente, avaliando-a, estudando cada movimento.

— Você foi muito atrevida esta noite — Miranda murmurou, pousando o cálice de vinho na mesa lateral. — E eu não gosto de ser desafiada.

O tom da editora era perigosamente suave, mas Andrea conhecia bem aquela tonalidade. Era a voz de Miranda quando estava no controle absoluto da situação. E Andrea, naquele momento, soube que não havia saída. Nem queria uma.

Miranda ergueu uma das mãos e deslizou dois dedos ao longo do braço de Andrea, um toque leve, quase como um sussurro na pele da jovem. Andrea fechou os olhos por um breve instante, apenas para senti-lo melhor.

— Deite-se no meu colo. — A ordem veio carregada de algo que fez Andrea tremer. Era uma promessa.

Andrea hesitou por uma fração de segundo, mas sabia que desafiar Miranda novamente apenas aumentaria as consequências. Lentamente, ela se acomodou no colo da editora, sentindo o toque firme das mãos que a guiavam. Sua respiração estava acelerada quando Miranda deslizou a palma da mão pelas costas expostas da jovem, explorando sua pele com lentidão exasperante.

— Ousada demais para o seu próprio bem — Miranda murmurou, seus dedos traçando padrões invisíveis pela espinha de Andrea. — Parece que alguém precisa aprender uma lição.— Erguendo lentamente a barra do vestido da mais nova, expondo aqueles dois montes carnudos e tão tentadores, alisando com cuidado, num toque extremamente suave cada lado, causando arrepios em sua pele, com aquela pelugem dourada eriçada.

Andrea não respondeu. Não havia palavras que pudessem traduzir o que estava sentindo naquele momento. O domínio absoluto de Miranda sobre seu corpo e mente era algo intoxicante.

— Você gosta de me testar, não é, Andrea? — Miranda continuou, os dedos agora roçando a curva do quadril da jovem, desenhando seu contorno com precisão cirúrgica. — Gosta de ver até onde pode ir antes que eu te pare.

Andrea virou o rosto para encará-la, um sorriso insolente curvando seus lábios. — Talvez.

Os olhos de Miranda brilharam com algo perigoso antes que suas unhas curtas e bem cuidadas deslizassem de forma mais assertiva pela pele de Andrea, arrancando-lhe um suspiro entrecortado.

— Eu já te disse o que acontece com meninas insolentes? — Miranda sussurrou, inclinando-se para perto do ouvido da jovem, afastando uma das pernas de Andy, o suficiente para tocar sua boceta tão molhada e quente, acariciando com a ponta do dedo médio seu nervo tão latejante.

Andrea mordeu o lábio, tentando conter um gemido quando Miranda segurou sua cintura com firmeza, puxando-a um pouco mais para seu colo. A editora se movia com uma calma que beirava a crueldade, como se estivesse saboreando cada pequena reação da jovem.

— Você não aprende, não é sweety? — Miranda sussurrou, seus lábios perigosamente próximos da nuca de Andrea. — Talvez eu precise deixar minhas intenções ainda mais claras.

— Mira eu...

— Shiiiiu — Quietinha meu bem. Como estou sendo muito generosa, a única coisa que quero ouvir são os seus gemidos — Dando um tapa na bunda de Andrea, não para machucar, apenas para alerta-la mais uma vez sobre quem estava no controle, arrancando um gemido pecaminoso de sua namorada e um sorriso devasso, confirmando o quanto estava gostando de ser dominada.

Os dedos de Miranda desceram mais, seguindo um caminho lento e implacável. Andrea arquejou, os olhos fechando-se involuntariamente quando sentiu o toque mais firme, mais exigente.

— Quero que você se lembre dessa noite, Andrea — Miranda continuou, sua voz como seda quente contra a pele da jovem. — Quero que entenda exatamente quem está no controle aqui.

Andrea não conseguiu segurar um gemido abafado quando Miranda aprofundou o toque, seus dedos explorando sua boceta, sem pressa, mas com uma precisão que a deixava à beira do desespero, e então retirá-los de sua bocetinha tão carente daquela atenção especial, no intuito de fazê-la implorar por seus toques.

— Você vai continuar me provocando assim Andre-ah?

— Vou! — respondeu com insolência, recebendo mais um tapa, o que a deixou ainda mais quente e molhada.

— Acho que não entendeu sweet, talvez eu precise perguntar novamente. Vai continuar a me provocar e a me desafiar como hoje?

— Sim eu vou! — a resposta dessa vez saiu num fio de voz, com ela travando os dentes em pura excitação, se esfregando na ereção de Miranda que se formava embaixo dela, cravando suas unhas pintadas em vermelho nas pernas da editora.

— Ah Andre-ah, definitivamente você está sendo uma menina muito má — Dizia acariciando a bunda da jovem Sachs, até desferir mais 4 tapas, a sentindo rebolar em seu colo, totalmente desesperada.

— Miranda... — o nome escapou de seus lábios como uma prece.

A editora sorriu, satisfeita. — Isso mesmo, querida. Você está tão necessitada, não é? — explorando aquelas dobras com mais avidez, num indo e vindo cadenciado, fazendo a outra gemer até ser surpreendida por aquela mulher toda suada, virar a cabeça para trás e dizer:

— Tá com dó Miranda?

Aquilo definitivamente foi demais para a rainha da moda. Ela se levantou, tomando Andrea em seus braços de uma forma abrupta, a jogando na cama com cuidado, mas ordenando.

— Fique de quatro agora Andre-ah! — Enterrando sua lingua na boceta daquela garota tão malcriada, sorvendo seu líquido tão luxurioso e então enterrar seu pau tão latejante naquele canal tão estreito e tão quente, a segurando com força pela cintura com uma mão, se deliciando em ouvi-la urrar, trincando os dentes, enquanto que com a outra estimulava seu clitóris tão sensível.

Miranda assistia com tanta satisfação, toda aquela extensão entrar e sair daquela bocetinha tão apertada, arrancando tantos gemidos e palavras desconexas, que pareciam música ao seus ouvidos.

Andrea levantou seu corpo, com Miranda dentro dela, a agarrando pela nuca, sentindo suas paredes se esticar ao acomodar toda a virilidade de sua namorada, tão grande e tão delirante a tocando naquele ponto tão delicioso, sem conseguir se segurar mais, se desmanchando ali, quase perdendo as forças, sendo amparada pela mais velha, que a segurava com força, sem sair de dentro dela e uma das mãos agora massageando-lhe os seios.

— Você definitivamente fica ainda mais linda quando goza querida — sussurrando em seus ouvidos, dando alguns minutos para ela se recuperar do primeiro orgasmo da noite. A sua intenção era de proporcionar outros mais.

A noite se desenrolou em um jogo de provocação e rendição, onde Andrea aprendeu, da maneira mais intensa possível, que Miranda Priestly não era alguém que aceitava desafios sem retribuí-los. Cada toque, cada palavra sussurrada, cada comando era uma afirmação do poder absoluto que Miranda tinha sobre ela. E Andrea, para seu próprio deleite, percebeu que jamais desejaria outra coisa.

A TERCEIRA PRIESTLYHistórias para pegar e não largar. Descubra agora