O quarto estava banhado por uma luz suave e dourada do fim de tarde, filtrada pelas cortinas translúcidas. As janelas estavam entreabertas, permitindo que uma brisa leve e perfumada pelo jardim percorresse o ambiente. Miranda encostou a porta devagar, como quem sela um segredo precioso.
Andrea, deitada sobre os lençóis, com os cabelos soltos e os olhos brilhando, parecia ainda mais bonita. O sorriso que trazia nos lábios era sereno, mas o fogo em seu olhar queimava com urgência.
— Você está tão linda assim, deitada na nossa cama, grávida do nosso bebê... — Miranda disse, a voz rouca, tomada pela emoção e pelo desejo.
Andrea sorriu, estendendo a mão.
— Vem aqui, mulher da minha vida.
Miranda caminhou até ela com passos calmos, mas o coração acelerado. Assim que seus corpos se tocaram, um arrepio percorreu ambas. Miranda deitou-se ao lado da noiva, seus lábios se encontrando em um beijo lento e faminto ao mesmo tempo.
Era diferente agora. Como se tudo entre elas estivesse mais profundo, mais simbólico, mais... real.
— Não consigo parar de pensar que tem uma vida dentro de você, Andrea — Miranda murmurou, entre beijos no pescoço da jornalista. — Algo que fizemos com o nosso amor.
Andrea segurou o rosto da editora entre as mãos, olhando-a intensamente.
— Nunca imaginei que teria tudo isso, Miranda. Você, nossas meninas, e agora... mais uma luz em nossas vidas.
— E ainda acha que vou conseguir tirar as mãos de você? — Miranda brincou, a boca agora explorando o colo de Andrea.
— Espero que não — ela respondeu com um riso baixo, os dedos puxando suavemente os fios grisalhos da noiva.
As mãos de Miranda deslizavam pela pele morena de Andrea com reverência. Ela a conhecia em cada detalhe, mas naquela tarde, queria redescobri-la. Queria tocar cada centímetro como se fosse a primeira vez, com a admiração de quem toca algo sagrado.
Andrea arqueava o corpo sob os toques da noiva, seus suspiros se misturando aos sussurros de Miranda.
— Você é o meu templo — Miranda disse, enquanto sua boca traçava um caminho de beijos até o ventre da jornalista. Ela parou ali, encostando os lábios sobre a pele suave, sobre o lugar onde a nova vida crescia. — Nosso bebê está aqui...
Andrea sentiu os olhos marejarem, o toque, as palavras, a devoção de Miranda... era demais.
— Vem cá, Miranda. Me ama como só você sabe.
A editora a olhou, o azul de seus olhos queimando de paixão e ternura. E então, ela se entregou à urgência que crescia entre elas desde o instante em que ouviram aquele pequeno coração bater.
Elas não eram mais apenas amantes. Agora, eram criadoras de vida. Parceiras de uma jornada que só conhecia o crescimento do amor.
Miranda deitou-se sobre Andrea com cuidado, os corpos se moldando com familiaridade e desejo. Seus movimentos eram profundos, suaves e intensos. Andrea murmurava palavras de amor entre gemidos baixos, as mãos cravadas nas costas de Miranda, puxando-a para mais perto, para mais fundo.
— Você me possui por inteira, Miranda — ela arfou. — Meu corpo, minha alma, meu coração.
— E você me deu tudo isso de volta — Miranda respondeu entre suspiros, sentindo seu próprio corpo se perder em prazer. — E agora, me dá até uma vida nova...
Elas se moviam em sincronia, os corpos colados, os corações acelerados, os lábios trocando beijos vorazes e promessas eternas. O prazer construía-se como uma onda — crescente, poderosa, incontrolável.
E quando atingiram o ápice, juntas, foi como se o mundo se calasse para que apenas seus corpos falassem, para que apenas seu amor existisse.
Caíram juntas nos lençóis, ofegantes, suadas, sorrisos extasiados.
— Ainda não consigo acreditar... — Andrea disse, virando-se de lado e traçando desenhos imaginários no braço de Miranda. — Estamos mesmo vivendo isso.
— E o melhor ainda está por vir — Miranda respondeu, puxando-a para mais perto. — Cada dia, cada fase da gravidez, cada risada das nossas filhas, cada manhã ao seu lado...
Andrea apoiou a cabeça no peito da editora e fechou os olhos.
— Eu te amo, Miranda Priestly.
— E eu te amo, Andrea Sachs. Minha noiva, minha mulher, mãe dos nossos filhos.
Silêncio se instalou por um tempo, apenas o som das respirações lentas e do vento batendo nas janelas.
E então Miranda murmurou:
— Vamos fazer esse bebê sentir, desde já, o quanto é amado.
Andrea sorriu, os olhos ainda fechados, abraçando mais forte o corpo da mulher que amava.
— E vamos lembrar todos os dias que o amor... foi o que começou tudo isso.
O sol já se punha quando elas adormeceram nos braços uma da outra, embaladas pela certeza de que tinham tudo — amor, desejo, família, e um novo começo crescendo dentro de Andrea.
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A TERCEIRA PRIESTLY
FanfictionSer abandonada por Andrea, na noite mais importante no mundo da moda, o Paris Fashion Week, causava em Miranda uma dor tão pungente e o arrependimento de ter deixado o amor de sua vida escapar por entre seus dedos. Andrea, sofrendo com a rejeição ap...
