A noite estava perfeita. A lua cheia iluminava a varanda da mansão Priestly com um brilho prateado e suave, tornando o cenário ainda mais mágico. O ar estava fresco, carregado do perfume das flores do jardim, e uma brisa leve dançava entre os fios soltos do cabelo de Andrea, que não conseguia conter o sorriso encantado nos lábios. Ela girava lentamente o anel de noivado em seu dedo anelar direito, como se quisesse se certificar de que tudo aquilo era real.
Seus olhos brilharam ao se voltarem para Miranda, que segurava uma taça de vinho com elegância, observando-a com um olhar carregado de ternura e desejo. Andrea sentiu o peito se encher de um calor indescritível. Aquela mulher, a mulher de sua vida, era sua noiva. Sua. O pensamento a atingiu com uma intensidade avassaladora, fazendo com que se levantasse do sofá de vime e caminhasse até Miranda com passos firmes.
Miranda arqueou uma sobrancelha ao ver a determinação nos olhos de Andrea, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, sentiu os braços da morena a envolverem com força, sua boca se apossando da dela com uma urgência deliciosa. A taça foi rapidamente esquecida na mesa ao lado quando Miranda correspondeu ao beijo com igual fervor, suas mãos deslizando pela cintura de Andrea, puxando-a para ainda mais perto.
O desejo entre as duas era palpável, inflamado pela atmosfera romântica e pela promessa de um futuro juntas. Andrea ofegou contra os lábios de Miranda, deslizando os dedos pelo pescoço dela, sentindo os arrepios que causava.
— Eu ainda não consigo acreditar... — Andrea murmurou entre beijos, seu tom carregado de emoção. — Você realmente me pediu em casamento.
Miranda sorriu, seus olhos azuis brilhando sob a luz da lua.
— Eu já disse que sim, meu amor. Eu te quero para sempre. — Sua voz saiu como um sussurro rouco e cheio de promessas.
Andrea estremeceu. Ela queria mais. Precisava de mais. Com um movimento ágil, a empurrou suavemente contra a grade da varanda, pressionando seu corpo contra o dela. Miranda arfou, mas não protestou. Pelo contrário, sua mão deslizou até o quadril de Andrea, apertando-a com firmeza.
— Aqui? — Miranda perguntou, um sorriso divertido brincando em seus lábios, mesmo que seus olhos ardessem em desejo.
— Aqui. — Andrea respondeu sem hesitar, mordiscando o lóbulo da orelha da editora antes de sussurrar provocativamente. — Sob a lua, sob as estrelas, onde qualquer um poderia ver...
Miranda soltou um suspiro trêmulo, sua compostura normalmente impecável começando a ceder sob o toque da morena.
— Você está me provocando, Andrea...
— Estou te dizendo o quanto te quero. — Andrea rebateu, deslizando os lábios pelo pescoço da noiva, mordiscando a pele sensível. — O quanto preciso de você.
Miranda deslizou os dedos pelos cabelos de Andrea, puxando-a para um beijo profundo, possessivo, quente. Elas não precisavam de palavras naquele momento. Seus corpos falavam por elas, e cada toque, cada suspiro, cada olhar era uma promessa de entrega absoluta.
A brisa fresca contrastava com o calor dos corpos delas, intensificando cada sensação. Andrea deslizou as mãos sob o tecido do robe de seda de Miranda, sentindo a pele quente e macia sob seus dedos. A editora suspirou contra seus lábios, sua respiração já irregular, enquanto Andrea explorava seu corpo com reverência e desejo.
— Você me deixa louca... — Miranda confessou, sua voz rouca, entrecortada pelo prazer.
— Então me tenha, Miranda... — Andrea murmurou contra a pele dela, seus olhos brilhando com um desafio carregado de desejo.
E Miranda não precisou de mais incentivo. Com um movimento firme, inverteu as posições, fazendo Andrea suspirar ao sentir o corpo quente e determinado da noiva a dominar. A noite ainda era longa, e sob o olhar atento da lua e das estrelas, elas se entregaram mais uma vez, selando com paixão o amor que tanto as unia.A percepção de que Andrea não era mais apenas sua namorada, mas sim sua noiva, despertou em Miranda um fervor inédito. Era como se um novo fogo queimasse dentro dela, uma energia avassaladora que se traduzia no modo como a tocava, como a devorava com os olhos e com a boca. Cada centímetro de Andrea parecia pertencer-lhe ainda mais agora, e Miranda queria deixar isso marcado na pele da mulher que amava.
Andrea arquejou ao sentir os lábios quentes e exigentes de Miranda descendo pelo seu pescoço, mordiscando e sugando suavemente, deixando rastros de calor por onde passavam. Seu corpo reagia instantaneamente, buscando mais, pedindo mais. Ela adorava quando Miranda assumia esse controle absoluto, quando a fazia perder qualquer resquício de sanidade com seus toques calculadamente certeiros.
— Você não tem ideia de como eu te quero agora... — Miranda murmurou contra sua pele, sua voz rouca e carregada de desejo.
Andrea sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Miranda nunca foi uma mulher de dizer coisas no calor do momento, mas naquela noite, ela parecia querer verbalizar tudo o que sentia, deixando claro que a posse, o desejo, o amor eram seus e não havia nada que pudesse detê-la.
As mãos da editora deslizaram pelo corpo da morena, traçando caminhos de puro deleite, seus toques alternando entre suaves carícias e apertos firmes, desenhando a silhueta que conhecia tão bem. Andrea ofegou, suas unhas fincando-se nos ombros de Miranda, sentindo a ereção pulsante da editora dentro dela, tentando se agarrar a alguma realidade enquanto seu corpo cedia ao prazer intenso que a tomava por inteira.
— Miranda... — O nome saiu como um gemido trêmulo dos lábios de Andrea, e isso pareceu incendiar ainda mais a editora.
Miranda a fitou, seus olhos azuis intensos brilhando com uma mistura de luxúria e adoração. Andrea estava entregue, vulnerável, desarmada sob suas mãos, e isso despertava nela uma satisfação quase primitiva. Ela queria mais. Precisava mais.
Movendo-se com destreza, Miranda a conduziu para a chaise longue da varanda, deitando-a ali com uma reverência sensual, como se Andrea fosse uma obra de arte rara, preciosa e única. Sem desviar os olhos dos dela, deslizou lentamente os dedos pela curva dos quadris de sua noiva, saboreando a forma como sua pele reagia ao toque.
— Eu poderia passar a noite inteira te adorando assim... — sussurrou, sua voz um convite indecente ao prazer.
Andrea arfou quando sentiu os lábios de Miranda traçando um caminho preguiçoso por seu abdômen, sua língua desenhando círculos suaves que faziam sua respiração se tornar entrecortada. Não havia pressa nos movimentos da editora, apenas uma deliciosa tortura que fazia Andrea se contorcer sob ela.
— Miranda... por favor... — Andrea implorou, sua voz carregada de necessidade.
Miranda sorriu contra sua pele. Adorava ouvir Andrea pedir por mais, adorava saber que tinha o poder de levá-la a esse estado de puro desespero. Mas, naquela noite, não queria apenas provocá-la. Queria dar-lhe tudo.
E assim o fez. Seus beijos tornaram-se mais intensos, mais profundos, cada toque carregado de um desejo insaciável. Andrea gemeu alto, sentindo-se consumida por uma onda de prazer avassaladora que só Miranda era capaz de proporcionar, se deliciando com o gosto de Andrea, até penetrá-la novamente com vigorosidade, sentindo o corpo da morena quase entrar em convulsão.
A noite avançava e, embora ninguém pudesse vê-las ali na varanda, Miranda parecia querer que o mundo inteiro soubesse o quanto amava sua mulher. Sua posse não era apenas física, mas emocional. Ela devorava Andrea com uma fome que ia além do desejo, como se estivesse imprimindo em cada toque a certeza de que pertenciam uma à outra.
Andrea sentia-se completamente rendida. Seu corpo queimava, sua mente flutuava, e tudo o que ela conseguia processar era o prazer que Miranda lhe proporcionava. Cada beijo, cada toque, cada olhar transmitia uma conexão tão profunda que ia além do físico. Era amor em sua forma mais crua e intensa.
Quando enfim seus corpos se entrelaçaram em um clímax avassalador, Andrea sentiu as lágrimas brotarem nos olhos. Não apenas pelo prazer, mas pela emoção avassaladora de saber que estava ali, nos braços da mulher que amava, vivendo o momento mais feliz de sua vida, sentindo-a inundar com suas sementes tão fartas em seu íntimo.
Miranda a abraçou com força, seus lábios roçando suavemente a testa de Andrea enquanto ambas tentavam recuperar o fôlego.
— Eu te amo... — Miranda sussurrou, e Andrea soube, naquele instante, que não havia lugar no mundo onde preferisse estar.
— Eu também te amo... minha noiva... minha mulher... — Andrea respondeu, apertando-a ainda mais contra si, como se jamais quisesse soltá-la.
E ali, sob o céu estrelado, envoltas em amor e desejo, elas adormeceram juntas, embaladas pelo som da brisa noturna e pela certeza inquebrantável de que estavam exatamente onde sempre deveriam estar.
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A TERCEIRA PRIESTLY
FanfictionSer abandonada por Andrea, na noite mais importante no mundo da moda, o Paris Fashion Week, causava em Miranda uma dor tão pungente e o arrependimento de ter deixado o amor de sua vida escapar por entre seus dedos. Andrea, sofrendo com a rejeição ap...
