23 Max se abre para Ravenn

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Ravenn

Maxwell era uma incógnita na minha cabeça. Ele não me prometia nada e eu não me permitia acreditar em nada, mas ele era tão impetuoso no sexo e cuidadoso como só alguém apaixonado poderia ser.

Pare de criar fantasias românticas, Ravenn Swan.

Me repreendi mentalmente e me levantei pra tomar um café, observei Max diante do computador, ele não parecia estar com um humor muito bom depois de sua reunião com o Sr Gideon.

Pensei em lhe oferecer um café, mas acabei me detendo e segui sozinha. Acabei desistindo do café no caminho e desci ao refeitório pra comer um sanduíche, eu não tinha almoçado até o momento.

Entrei na pequena fila com a minha bandeja, pedi um sanduíche de salmão e um suco de laranja e segui para uma mesa no canto, me sentei sozinha, mas a minha solidão durou bem pouco. Meu campo de visão foi bloqueado por um ruivo alto de sorriso sexy.

— Boa tarde, Srta Swan! — E uma voz tão sexy quanto, diga-se de passagem.

— Nos conhecemos? — Ele puxou uma cadeira e sentou-se a minha frente.

— Eu a conheço, aliás eu e todo o grupo Delta. — Ele sorriu alvo e me estendeu a mão — Gregory Monroe, gerente de marketing, prazer!

— O prazer é meu! — Estendi a mão pra ele e a apertei, bastante curiosa — E a que devo a honra da sua presença?

— Acho que a honra é toda minha, afinal você se tornou uma espécie de celebridade entre nós.

— Do que está falando?

— Oras, do imponente vice-presidente do Grupo Br vir aqui declarar o seu amor a senhorita de uma maneira bastante inusitada e do nosso chefe Maxwell cercá-la como um gavião prestes a dar o bote na sua presa — ri alto da sua petulância.

— Você está equivocado, meu amigo! Johan é um completo surtado e como você mesmo disse, Maxwell é o nosso chefe, nada mais!

— Sendo assim, então por que a minha caríssima colega de setor está tão preocupada com a sua presença na nossa empresa? — Dei de ombros— E mais... Se não há realmente nada entre você e o Maxwell, por que nesse exato momento, ele está me encarando do outro lado do refeitório como se fosse torcer o meu pescoço?

Me voltei na direção em que ele apontava e os olhos do Max, estavam fixos em nós. 

— Você é uma criatura bem interessante, Srta Swan! — Ele apanhou um cartão de visitas do bolso e me entregou, beijando a minha mão — Foi um prazer, espero revê-la em breve.

Gregory se levantou e deixou a mesa, eu não conseguia tirar os olhos de Maxwell, que se levantou e veio até a minha mesa.

— Com fome? Posso dividir o meu sanduíche com você!

— Fazendo novas amizades!? — Ele ignorou o que disse e se sentou a minha frente.

— Tenho que conhecer o pessoal, não?— Dei uma mordida no meu sanduíche, tentando identificar se aquele maxilar serrado e os punhos fechados eram mesmo o que eu achava que era — Está com ciúmes, Maxwell?

 Ele me olhou se remexendo na cadeira.

— O quê? Não! Pode parar. — Ele apontou para mim revirando os olhos. — Ele só é um idiota.

Me senti decepcionada! O que eu esperava? Que ele demonstrasse algum incômodo?

— Ele me pareceu ser uma pessoa interessante!

— É? — Max riu debochado revistando na cadeira, cruzou os braços. — Gostou dos cabelos ruivos ou foi o cartão que ele te deu e o Papinho idiota sobre mim?

— Papinho sobre você? Quem disse que falávamos de você? — Voltei a morder o meu sanduíche.

— Sua reação é clara. — Ele continuou a rir.

— Talvez você esteja certo!— Dei de ombros — Ele me pareceu um sujeito intrigante!

Ele fez um bico.

 — Sujeito intrigante. Tá!

— Está de melhor humor? — Desviei do assunto — Você me parecia um pouco mal-humorado depois de falar com o seu pai.

— Problemas... — Ele disse baixo. — Nada que possa ser revertido.

— Entendo!- dei de ombros— Mas,você ainda me parece um pouco tenso! Quer conversar?

 Ele sacudiu a cabeça, depois colocou os braços na mesa respirando fundo.

— Tivemos uma fraude de 78mil dólares... No meu turno de treinamento... Nunca deixei passar algo assim.

— E tem alguma suspeita?

— Tenho... Estamos decidindo qual seria a punição. Advertência ou demissão.

— Advertência pra um sujeito que rouba a empresa? Vai dar espaço pra ele repetir a façanha.

Ele suspirou.

— O valor será descontado da minha empresa... Legal, não é? A fraude não veio de dentro... Veio de fora de um dos promotores que nos enviou documentos falsificados, muito bons por sinal.

— Não! Não é nada legal!  E quem é o seu suspeito. Obra de um profissional pelo visto.

— O grupo de fraude está investigando. — Max concordou com a cabeça.

— Espero que o problema seja resolvido logo.

— Hummmmm... — Ele me pareceu cansado. — Eu às vezes tenho vontade de sair correndo deste lugar... Mas...— Max se levantou. — Deixa pra lá, vamos voltar ao trabalho. Porque eu estou mais pobre hoje!

— Você não gosta de trabalhar aqui, não é? — indaguei — Você me parece insatisfeito!

— Eu gosto. Mas tem horas que me sufoca.

— E o que gostaria de fazer pra não se sentir tão sufocado? — Eu gostava de vê-lo se abrindo, me dava a ilusão de que a nossa relação estava se aprofundando.

Ele me olhou com um sorriso de lado.

— Adivinha?

— Me comer não conta, Max! Eu quero saber das suas expectativas pro amanhã.

— Há!!!! — Ele riu sem jeito. — Vou começar a pensar no que eu quero se eu resolver sair daqui.

 — Então existe a possibilidade?

— É!? Acho que existe.

— Mas me diga...— Me debrucei no balcão — Você quer me comer pra aliviar a tensão? — Mordisquei o lábio. Eu nunca fui tão ousada mas, ele me incitava aquele comportamento.

— Isso me deixou excitado. — Ele olhou diretamente pra minha boca.

— Você não precisa de muito pra ficar excitado! Então, onde?

— Não. Só a palavra já mexe comigo. — Ele fez sinal com o dedo pra eu o seguir e saiu na frente.

Segui Max com um sorriso sacana no rosto. Eu só podia ser louca!

 Eu só podia ser louca!

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