Maxwell Dalton é o mais novo entre os 5 irmão, inteligente e galanteador aproveita a vida como ele acha que merece. Seu irmão Christian Dalton é seu braço direito na empresa, mas completamente diferente sobre o assunto AMOR. Max, como gosta de ser c...
Maxwell era uma incógnita na minha cabeça. Ele não me prometia nada e eu não me permitia acreditar em nada, mas ele era tão impetuoso no sexo e cuidadoso como só alguém apaixonado poderia ser.
Pare de criar fantasias românticas, Ravenn Swan.
Me repreendi mentalmente e me levantei pra tomar um café, observei Max diante do computador, ele não parecia estar com um humor muito bom depois de sua reunião com o Sr Gideon.
Pensei em lhe oferecer um café, mas acabei me detendo e segui sozinha. Acabei desistindo do café no caminho e desci ao refeitório pra comer um sanduíche, eu não tinha almoçado até o momento.
Entrei na pequena fila com a minha bandeja, pedi um sanduíche de salmão e um suco de laranja e segui para uma mesa no canto, me sentei sozinha, mas a minha solidão durou bem pouco. Meu campo de visão foi bloqueado por um ruivo alto de sorriso sexy.
— Boa tarde, Srta Swan! — E uma voz tão sexy quanto, diga-se de passagem.
— Nos conhecemos? — Ele puxou uma cadeira e sentou-se a minha frente.
— Eu a conheço, aliás eu e todo o grupo Delta. — Ele sorriu alvo e me estendeu a mão — Gregory Monroe, gerente de marketing, prazer!
— O prazer é meu! — Estendi a mão pra ele e a apertei, bastante curiosa — E a que devo a honra da sua presença?
— Acho que a honra é toda minha, afinal você se tornou uma espécie de celebridade entre nós.
— Do que está falando?
— Oras, do imponente vice-presidente do Grupo Br vir aqui declarar o seu amor a senhorita de uma maneira bastante inusitada e do nosso chefe Maxwell cercá-la como um gavião prestes a dar o bote na sua presa — ri alto da sua petulância.
— Você está equivocado, meu amigo! Johan é um completo surtado e como você mesmo disse, Maxwell é o nosso chefe, nada mais!
— Sendo assim, então por que a minha caríssima colega de setor está tão preocupada com a sua presença na nossa empresa? — Dei de ombros— E mais... Se não há realmente nada entre você e o Maxwell, por que nesse exato momento, ele está me encarando do outro lado do refeitório como se fosse torcer o meu pescoço?
Me voltei na direção em que ele apontava e os olhos do Max, estavam fixos em nós.
— Você é uma criatura bem interessante, Srta Swan! — Ele apanhou um cartão de visitas do bolso e me entregou, beijando a minha mão — Foi um prazer, espero revê-la em breve.
Gregory se levantou e deixou a mesa, eu não conseguia tirar os olhos de Maxwell, que se levantou e veio até a minha mesa.
— Com fome? Posso dividir o meu sanduíche com você!
— Fazendo novas amizades!? — Ele ignorou o que disse e se sentou a minha frente.
— Tenho que conhecer o pessoal, não?— Dei uma mordida no meu sanduíche, tentando identificar se aquele maxilar serrado e os punhos fechados eram mesmo o que eu achava que era — Está com ciúmes, Maxwell?
Ele me olhou se remexendo na cadeira.
— O quê? Não! Pode parar. — Ele apontou para mim revirando os olhos. — Ele só é um idiota.
Me senti decepcionada! O que eu esperava? Que ele demonstrasse algum incômodo?
— Ele me pareceu ser uma pessoa interessante!
— É? — Max riu debochado revistando na cadeira, cruzou os braços. — Gostou dos cabelos ruivos ou foi o cartão que ele te deu e o Papinho idiota sobre mim?
— Papinho sobre você? Quem disse que falávamos de você? — Voltei a morder o meu sanduíche.
— Sua reação é clara. — Ele continuou a rir.
— Talvez você esteja certo!— Dei de ombros — Ele me pareceu um sujeito intrigante!
Ele fez um bico.
— Sujeito intrigante. Tá!
— Está de melhor humor? — Desviei do assunto — Você me parecia um pouco mal-humorado depois de falar com o seu pai.
— Problemas... — Ele disse baixo. — Nada que possa ser revertido.
— Entendo!- dei de ombros— Mas,você ainda me parece um pouco tenso! Quer conversar?
Ele sacudiu a cabeça, depois colocou os braços na mesa respirando fundo.
— Tivemos uma fraude de 78mil dólares... No meu turno de treinamento... Nunca deixei passar algo assim.
— E tem alguma suspeita?
— Tenho... Estamos decidindo qual seria a punição. Advertência ou demissão.
— Advertência pra um sujeito que rouba a empresa? Vai dar espaço pra ele repetir a façanha.
Ele suspirou.
— O valor será descontado da minha empresa... Legal, não é? A fraude não veio de dentro... Veio de fora de um dos promotores que nos enviou documentos falsificados, muito bons por sinal.
— Não! Não é nada legal! E quem é o seu suspeito. Obra de um profissional pelo visto.
— O grupo de fraude está investigando. — Max concordou com a cabeça.
— Espero que o problema seja resolvido logo.
— Hummmmm... — Ele me pareceu cansado. — Eu às vezes tenho vontade de sair correndo deste lugar... Mas...— Max se levantou. — Deixa pra lá, vamos voltar ao trabalho. Porque eu estou mais pobre hoje!
— Você não gosta de trabalhar aqui, não é? — indaguei — Você me parece insatisfeito!
— Eu gosto. Mas tem horas que me sufoca.
— E o que gostaria de fazer pra não se sentir tão sufocado? — Eu gostava de vê-lo se abrindo, me dava a ilusão de que a nossa relação estava se aprofundando.
Ele me olhou com um sorriso de lado.
— Adivinha?
— Me comer não conta, Max! Eu quero saber das suas expectativas pro amanhã.
— Há!!!! — Ele riu sem jeito. — Vou começar a pensar no que eu quero se eu resolver sair daqui.
— Então existe a possibilidade?
— É!? Acho que existe.
— Mas me diga...— Me debrucei no balcão — Você quer me comer pra aliviar a tensão? — Mordisquei o lábio. Eu nunca fui tão ousada mas, ele me incitava aquele comportamento.
— Isso me deixou excitado. — Ele olhou diretamente pra minha boca.
— Você não precisa de muito pra ficar excitado! Então, onde?
— Não. Só a palavra já mexe comigo. — Ele fez sinal com o dedo pra eu o seguir e saiu na frente.
Segui Max com um sorriso sacana no rosto. Eu só podia ser louca!
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