37 Bia procura Chris

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Estou me sentindo como se realmente estivesse inválida, com um membro faltando

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Estou me sentindo como se realmente estivesse inválida, com um membro faltando. Estou com a sensação que meu coração está comprimido no peito, como se não quisesse mais bater. Ele não deveria ter feito isso. Não entendo como isso pode ser para o meu bem, como isso pode me fazer bem. Eu não consigo conter as lágrimas e nem vejo por onde tio Thomas dirigia. Meu celular apita insistente com o tom de mensagem e eu não tenho forças para tira-lo da bolsa e atendê-lo.

Uma dor a mais me corrói quando lembro do Chris, eu não quero que ele me veja assim! Mas eu preciso tanto dele.

Mais uma vez o celular toca e eu o pego.

Chris me mandou um monte de mensagens e tinham ligações também.

Respondi perguntando se estava em casa e se podia ir até ele. Perguntei também seu endereço e e ele me passou, dei ao tio Thomas e ele me levou até lá e me ajudou a sair do carro.

Ele pegou a moleta e eu neguei com a cabeça.

— Não, não vou usar isso agora, tio Thomas! — Ele franziu a testa.

— Sua perna esta instável, Beatriz! — O olhei desesperada.

— Eu não quero que ele me veja assim, tão...

— Não, eu sei que não, tudo bem, eu vou te acompanhar até o andar dele e te deixar em sua porta. — Assenti — Saio antes de tocar a campainha.

— Obrigada! — Sorri mais aliviada.

Tio Thomas me apoiou e até me fez rir um pouco enquanto subiamos.

— Não precisa me esperar, diga a minha mãe que fiquei na casa de uma amiga! — Ele franziu o cenho.

— Mas não é uma amiga, não é? Você disse ele! — Sorri.

— Meu namorado! — disse e ele me olhou com um sorrisinho.

— Bem que Anastasia falou. Você gosta dele?

— Muito, ele é uma pessoa maravilhosa e me faz feliz. Só não sei o que ele vai pensar ao me ver assim e isso me assusta um pouco.

— Se ele é tudo que diz, tenho certeza que vai te amar ainda mais e te proteger! Não fique enchendo a cabeça com caraminholas! — Sorri triste e apoiei a cabeça em seu ombro.

Entramos no elevador e logo tio Thomas me deixou em frente a porta do apartamento do Chris e foi embora.

A minha coragem foi totalmente para o ralo e eu travei, pensei em dar meia volta e olhei para o meu joelho enfaixado firmemente. Apertei os lábios, olhei para campainha. Fechei os olhos com força e apertei, tentei me apoiar na perna boa e parecer um pouco decente. Ele abriu a porta. Dei um sorriso fechado um pouco envergonhada por não tê-lo atendido quase o dia todo.

— Desculpe o chá de sumiço! — Me desculpei com um sorriso fraco, eu nem sei como me pareço, já que chorei o dia todo.

Chris apenas sorriu e me abraçou me puxando para dentro.

— Eu logo imaginei que tinha algo de errado... E olhar para você assim! — Ele me olhou me colocando sentada no sofá e se sentou a minha frente. — Me conte o que aconteceu?

Tentei segurar as lagrimas, mas não consegui, ainda estava muito sentida.

— Meu pai fechou meu estúdio, por causa que eu amanheci com o Joelho ruim! — Balancei a cabeça chateada. Funguei baixinho. — Ele disse que fez isso para o meu bem, mas eu estou me sentindo como se algo tivesse faltando algo, Chris! Aquele lugar foi a unica coisa que me sobrou da dança e ele arrancou de mim!

— E porque acha que só existe aquele lugar para isso? — Sorri amável secando meu rosto com as pontas dos dedos. — Pare de chorar... Conheço academias ótimas para você dançar... E para fortalecer esse joelho. — Ele se levantou me puxando para ir a cozinha, puxou um banco e me fez sentar.— Conversei com meu treinador... Ele também é fisioterapeuta e trabalha com um jogador de basquete... O cara fez cirurgia no joelho e em seis meses está de volta as quadras. — ele me estendeu um copo com água. — Ninguém precisa saber que está fazendo isso.

— Cirurgia me deixaria muito tempo de repouso, não é? Eu não consigo ficar parada! — Ri lateralmente. — Meu médico nunca falou nada sobre cirurgia! — Bebi a água. — Eu sei que não é o único estúdio no mundo, mas era onde eu me sentia bem e era meu, foi montado quando era pequena, eu praticamente cresci ali dentro, quando não estava treinando na academia de dança, estava lá. É algo símbolico, pessoal, e agora, eu nem poderei entrar nele vazio.

—Bia! Está sofrendo a toa! — Chris cruzou os braços se encostando na pia próximo a mim. — Se a montanha não vai a Maomé, então vá até a montanha e pare de ficar parada em um só lugar. Ir para uma academia vai te ajudar a ter um profissional para te ajudar, vai te dar mais liberdade para dançar, com som alto, da forma que você quiser. Abra seus horizontes. O mundo é redondo, sabia? — Ele tocou no meu queixo e me puxou para um beijo. — E não! Cirurgia de joelho você só ficará de repouso por no máximo uma semana. Depois disso é fisioterapia intensa ou você perdera mobilidade.

Abracei sua cintura com força, ele tem razão, estou focando nas coisas erradas.

— Acha que depois da cirurgia eu poderei voltar a dançar? — Olho-o com esperança. — Não acha que a dança é algo inútil para se doar tanto? — Penso no que meu pai disse e não me importa a opinião dele, mas do Chris importa.

— Como? — Ele me afastou. — Se falar mais uma vez essa bobagem, eu mesmo te dou uma surra. — Ele voltou a me abraçar. — Nada do que dizem é verdade. Se Dançar não fosse algo bom, não existiria o Bolsai, não teríamos bailarinas, não iriamos a pista de dança para nos acabarmos numa noite.

— Surra só se for de pau — Ri e seu peito estremeceu com um riso gostoso que escapou de sua garganta. — Não importa quem disse, só a sua opinião me importa, se não pensa assim, me sinto melhor! — O olhei — Posso ficar aqui com você? Não quero ir para casa e a minha amiga está viajando...

— Claro que pode... Se mude para cá se quiser. — Chris falou olhando para os meus olhos.— Você é maior de idade, pode fazer o que quiser. Se te tiram o que quer, retire-se do que eles não querem. Acha que eu e Max viemos para cá, por que?

— Está me chamando para vim morar com você? — Sorri sem graça, isso está indo rápido demais. — Aliás, vocês! O senhor não mora sozinho, Christian! — Puxei-lhe para um beijo! Pensando que talvez, logo o Max e a Ravenn também acabem indo morar juntos e ri, somos duas loucas, isso sim.

— Max quase não ficará aqui... E pelo que vejo, ele e Ravenn estão juntos nesse exato momento em Miami curtindo um fim de semana. E como vê. O apartamento é todo nosso!

— Ah, você conhece a Ravenn? — Sorri satisfeita — Já conheceu a parte mais importante da minha família. — Sorri. — Eu vou buscar algumas coisas amanhã em casa, ou posso pedir para o Tio Thomas trazer. Obrigada, amor!

— Não vai precisar de nada de lá, faremos compras. — Ele me beijou me pegando no colo. — Agora vou te dar uma surra de pau! — Rimos.

— Ah, eu gostei disso! Das compras e da surra de pau.

— Ah, eu gostei disso! Das compras e da surra de pau

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