Maxwell Dalton é o mais novo entre os 5 irmão, inteligente e galanteador aproveita a vida como ele acha que merece. Seu irmão Christian Dalton é seu braço direito na empresa, mas completamente diferente sobre o assunto AMOR. Max, como gosta de ser c...
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Apesar do pé-na-bunda, que eu levei na empresa, a tarde com Bia foi agradável, assistimos uma sessão de séries na tv, regado a cerveja gelada, hamburguer e batata frita. Eu estava com saudades de ter um tempo com a minha amiga.
— O que vai fazer quando acabar a faculdade, Bia?
— Não faço ideia, mas meu pai espera que eu trabalhe com ele! — Ela rola os olhos entediada. — Espero que até lá, eu goste mais disso, já pensei até em mudar de curso, mas, eu realmente não sei o que faria, nada parece realmente bom ou me agrada.
— Você sabe que pode ter a sua própria academia de dança e ensinar, não é?
— E você acha que meu pai vai me ajudar com isso? Tenho minhas dúvidas e medo de pedir o apoio dele e ele negar. — Suspirou frustrada. — Acha que eu conseguiria sozinha?
— Eu te ajudaria se pudesse! Mas eu sou a amiga pobre! — Eu ri — Você pode implorar ao seu pai pra começar a trabalhar com ele. Ele vai ficar mega feliz e daí você começa a guardar pra realizar o seu sonho — Ela fez uma careta desgostosa.
— Odeio quando você tem essas ótimas pessimas ideias. — O humor dela murchou um pouco. — Mas tem razão, se eu quiser alguma coisa, tenho que correr atrás disso, quem sabe eu até não passe a gostar de administração. — Ela me arregala os olhos e coloca as mãos no rosto dramatizando.
— O meu cargo lá está vago! Tá que você não tem formação total, mas acho que seu pai não vai se importar com isso. Só fique longe do Johan!
— Pois é, não duvidaria se meu pai me demitisse por causa dele, o filho que ele não teve — Beatriz engrossou a voz — Ridículo! Eu nunca gostei dele.
— Eu já acho que ele não faria isso. Eu não duvido nada é que ele tentasse casar você com o Johan — Eu seria a madrinha! — gargalhei e sua cara foi totalmente enojada.
— Está me rogando praga? Seria castigo demais! — Ela faz o sinal da cruz, se benzendo.
— Como ela é beata! — continuei rindo e meu celular tocou no bolso, o apanhei — É o seu pai!
— Atende, deve ser sobre o trabalho! — Bia me incentivou.
Atendi o telefone e a voz do Sr. Viana ressoou na outra linha.
— Ravenn?
— Sim, senhor!
— Quero que traga a Beatriz pra casa e venha ao meu escritório quando chegar aqui. Tenho um assunto importante pra tratar com você.
— Sim, senhor! — respondi brevemente e logo a linha ficou livre. ele desligou — Seu pai quer que vá pra casa.
— Ué, por que isso agora? — Cruzou os braços e abaixou os ombros derrotada.
— Eu não sei! Mas ele me disse pra levá-la e ele também quer falar comigo.
— Bom, então vamos lá! — Beatriz pega a bolsa um pouco bolada. — Ele deve me querer em casa para enfiar a cara nos livros.
— Talvez, mas o que ele pode querer comigo?
— Sobre o trabalho? — Ela pergunta com a sobrancelha levantada.
— Ele me demitiu!
— Mas ele disse que não ia te desamparar, olha, sei que meu pai foi filha da puta, desculpa ai Vó! — Bia bate na boca e ri — mas, se ele disse isso é porque vai te ajudar de alguma maneira, não é? — Bia diz em dúvida. — De qualquer maneira só vamos descobrir quando chegar lá, então vamos!
— Vamos no meu carro! Depois você pega o seu — Ela fez uma careta — Ei não faça essa cara, o meu Galileu é maravilhoso! Ele só é histórico.
Bia seguiu no meu carro emburrada e reclamando do ronco do motor. Eu particularmente amava aquele barulho. Chegamos a sua casa e ela seguiu comigo para o escritório do seu pai. Vicente Viana conversava com outro senhor, com um sorriso carismático e bonitos olhos azuis profundos. Simpatizei com ele de imediato.
— Boa tarde, meninas!
— Boa tarde, Sr. Viana! — O encarei de modo inquisitivo.
— Bem, eu as trouxe aqui para informa-las que a partir de hoje o Sr. Gideon Danton e eu somos sócios, e você Ravenn passará a trabalhar com ele em sua empresa. Cumprimente o seu novo chefe.
O homem me dirigiu um sorriso simpático e encorajador, enquanto eu me sentia acuada. Queria esbravejar contra aquela situação, mas sorri de volta e estendi a mão ao meu novo patrão.
— Vai ser um prazer trabalhar para o senhor.
— Trabalhar comigo! — Ele sorriu para mim e apertou a minha mão — Eu não tenho empregados, tenho colaboradores.
— Você, Beatriz, apresente-se na empresa amanhã! — Sr. Viana nos interrompeu — Chega de ficar aqui de papo pro ar e gastando o meu dinheiro por aí. Está na hora de ganhar o seu!
— Tranquilo, eu já ia mesmo pedir um emprego! — Ela deu ombros, mas vi seu incomodo, ela queria tomar essa decisão sozinha. — Prazer, senhor Gideon, ganhou na loteria, essa mulher é fera, azar de quem a perdeu! — Bia sorriu doce e seu pai semicerrou os olhos.
— Estão dispensadas!
— Com licença! — Não dei espaço para Bia continuar provocando o pai e praticamente a arrastei pra fora do escritório — É temporário! — Sussurrei em seu ouvido — Aguenta firme!
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