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Ela escolheu uma música lenta e relaxante e apoiou a cabeça no banco, ficou silenciosa por um tempo então riu e disse:

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Ela escolheu uma música lenta e relaxante e apoiou a cabeça no banco, ficou silenciosa por um tempo então riu e disse:

— Vocês são parecidos fisicamente, mas são tão diferentes, como pode isso? — A olhei e ela está com os fechados.

— Porque não somos clones! — Dei risada. — Acho que Max recebeu muitos cuidados e sempre deixaram ele fazer o que quisesse. Mas é um bom rapaz, é responsável. — O trânsito estava pesado, estávamos num engarrafamento. — Você não tem irmãos?

— Não, mas não fui criada sozinha, tinha sempre uma garotinha comigo e apesar da origem humilde se tornou uma grande mulher que eu admiro muito e tenho orgulho de dizer que é minha irmã de coração. Acho que não seríamos tão unidas se fôssemos filhas dos mesmos pais. — Conta com um tom doce na voz, ela realmente ama essa irmã do coração.

— Fico feliz que tenha tido alguém para crescer com você. — Suspirei entre um riso me lembrando da minha infância. — Eu e Max somos praticamente um ano de diferença, então! aprontávamos muito e um encobria a bagunça do outro, sempre tivemos o mesmo tamanho, falávamos para os desconhecidos que éramos gêmeos. Foi uma infância bem divertida, uma adolescência um pouco estranha e por fim, estamos nós dois dividindo o mesmo apartamento.

— Isso é bom, serem unidos assim, sempre tem com quem contar. — Ela ficou um pouco pensativa — Às vezes penso que já está na hora de eu caçar um canto para mim, mas acho que minha mãe teria um treco! — Ela deu de ombros — Não sei por que, já que eu não paro em casa, mas acho que é coisa de mãe!

— Mães sempre seguram suas filhas. — Sorri. — Minha mãe foi assim com minhas duas irmãs, saíram casadas, e olha que são formadas.

— Conclusão da história, estou ferrada, ela só vai me deixar sair casada? — Bia riu e me olhou com espanto. — Nunca vou sair de casa!

— Porque não? Não quer se casar um dia?

— Querer eu quero, mas por amor, não por apenas uma ilusão, algo que seja verdadeiro e concreto. Alguém para ser meu amigo, não namorado possessivo, alguém que eu possa contar minhas fantasias e até mesmo minhas tristezas. Ah, são tantas coisas que eu nunca consegui sentir em relação a ninguém, os homens não tem tudo que precisam para que eu me apaixone ou eu que sou uma pedra de gelo e nunca vi a pessoa bem na minha frente e deixei escapar. Sou distraída às vezes, sabe!

Comecei a rir com o que disse.

— Quando falo isso para meu irmão tudo o que disse, ele acha que eu estou querendo demais. Ele fala que sou um romântico incurável. Nunca fiquei com uma garota... Eu gosto e se o beijo rolar e ter química eu peço em namoro, não quero saber se estou conhecendo. Não vou deixar a mulher escapar. — Sacudi a cabeça em negativa. — Eu não sei se posso perde-la se eu não fizer isso. Não por possessividade. Mas porque eu gosto, eu sou antiquado.

— O Max ainda vai ser fisgado. Não perca as esperanças. — Ela deu uma batidinha na minha mão. — Quanto a nós dois, só resta esperar a pessoa certa e torcer para ser correspondido, eu me recuso a me apaixonar pela primeira vez e ser desprezada.

— Olha só... Já que estamos presos neste transito e estamos conversando, o que acha de pararmos um pouco e... sei lá.. comprar um sorvete, tomar uma coca cola, comer alguma coisa. — A olhei, desta vez não desviei o olhar, só que não dava pra olhar só pros olhos dela, sua boca me chamava a atenção. Eu gosto de sorvete de creme e morango. E você?

— Boa ideia! Gosto de chocolate! Chocolate é vida! — Rimos.

— Concordo. — Meneei com a cabeça. — Então? vamos parar um pouco.

— Vamos! — Ela sorriu.

Sorri contente e logo a frente arrumei um lugar para estacionar, desci do carro e dei a volta para segurar a porta para ela descer, assim que fechei a porta, um carro passou muito perto de nós, eu fui obrigado a me grudar nela, praticamente a abracei.

— Caramba, achei que ele fosse passar por cima de nós. — A olhei ainda grudado nela.

— Que susto! — Ela disse num fio de voz e riu me encarando atentamente — Parece que tem alguma coisa que sempre faz com que acabemos em uma situação inusitada. — Ela falou baixo e nossas respirações se tornaram uma, ela está perto demais.

Puxei o ar com força e a beijei, encostando minha boca na dela, meu corpo e meu rosto pegaram fogo, nossas bocas se entre abriram e pude sentir melhor o gosto de sua boca.

Bia não recuou e me beijou de volta de um jeito doce e delicado enquanto suas mãos passearam do meu peito ao meu rosto. Senti ela estremecer, mas não se afastou e eu me grudei mais nela, sentido seu corpo junto ao meu.

Segurei seu rosto afastando seus cabelos, a olhei rapidamente, seus olhos estavam brilhando e voltei a beija-la.

— Não quero te levar para o apartamento, me fala um lugar onde podemos ficar a vontade e conversarmos? Por favor!?

— No meu estúdio, na minha casa, mas temos que entrar escondidos. _ Diz com a voz rouca com sua boca ainda colada na minha.

— Podemos levar sorvetes, um pote, comemos juntos, o que acha? — Sorri e a beijei antes dela falar.

— Combinado! — Ela sorriu tímida.

Peguei a sua mão e seguimos para uma lanchonete, apanhei dois potes de sorvete já que não tinha do grande, paguei e voltamos para o carro, por sorte consegui escapar do trânsito só por não precisar mais seguir pela 25Th S.



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COMO AGARRAR UM CAFAJESTE (COMPLETO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora