Maxwell Dalton é o mais novo entre os 5 irmão, inteligente e galanteador aproveita a vida como ele acha que merece. Seu irmão Christian Dalton é seu braço direito na empresa, mas completamente diferente sobre o assunto AMOR. Max, como gosta de ser c...
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— Ele só está preocupado e nervoso, filha! Mas ele te ama mais que tudo no mundo.
— Ele parecia gostar tanto de me ver dançar, mãe! Ele parecia sempre orgulhoso e feliz, agora me diz que eu não tenho utilidade nenhuma? Que não sou a filha que ele queria para ele e para o império que construiu? É como se ele estivesse sempre sorrindo esperando que eu me machucasse para poder virar o cachorrinho dele. — Me lamento com a voz fraca.
— Você era uma criança e uma adolescente encantadora e talentosa, é claro que ele tinha orgulho, meu amor, mas ele não achava que você iria seguir carreira na dança, para ele, aquilo era apenas um hobbie. Foi um grande choque para todos nós te ver perdendo tanto. Não pense que para ele também não foi, ele só não é de demonstrar.
Não importava o quanto minha mãe falasse, eu não conseguia ouvir nada, apenas as palavras dele continuava passando sem parar em minha mente: você não tem utilidade nenhuma!
Fico pensando nisso mesmo depois que voltamos para casa, o médico me deu uma injeção, e mais um monte de recomendação.
Entramos pela garagem e logo foi visto um enorme caminhão na frente de casa. Um monte de homens que carregavam minhas coisas, eu já sai do carro aos tropeços e com lágrimas nos olhos.
Não, ele não pode fazer isso.
— Larguem isso agora! — Esbravejei para os homens que levavam o meu equipamento de dança e colocavam no caminhão. Meu coração está tão acelerado que a qualquer momento acho que vai ter uma parada e me deixar aqui dura no chão.
— Calma, filha! — Minha mãe tenta me acalmar e meu pai sai da casa.
— É para o seu bem, minha filha! — Foi tudo o que ele disse — Eu não quero mais ver você se machucando assim! — Ele apontou para o meu joelho.
— Pai, por favor, não faz isso! — Imploro, e se não tivesse com o joelho ruim até ajoelharia. — Eu Faço tudo que você quiser, mas não tira isso de mim também — Ele me encara frio, irredutível. — Eu prometo que não vou abusar, não troco de faculdade, vou te obedecer, mas não faz isso! — Meu coração está na boca, eu quase não consigo respirar de tanta tensão.
— Minha filha, é para o seu bem! — Ele se aproxima, tentando me abraçar, mas eu recuo — Você não entra mais naquele estúdio, Beatriz! Estou retirando tudo lá de dentro e quando a mudança acabar aquele lugar vai ser trancado.
Minha respiração falha eu vejo tudo escuro, nada mais faz sentindo, eu não tenho mais nada da dança para me agarrar, para aliviar a dor, para me fazer sentir eu mesma.
— Você acabou de matar a última parte que tinha sobrado de mim, eu nunca vou te perdoar por isso! — Virei-me de costas e fui até o tio Thomas e ele me abraça. — Me tira daqui, por favor.
— Filha! — Minha mãe me chama. Me viro para ela e quase não a enxergo.
— Fica com ele e o apoie nisso também, mãe! — Tio Thomas me ajuda a entrar no carro meio receoso, acho que esperando meu pai protestar e dizer para não sair comigo dali, talvez até esperando que ele me roube mais essa decisão, a de poder chorar longe daquela maldita casa.
— Cuide bem dela, Thomas! Você vai me entender um dia, Beatriz! Eu só quero o seu bem.
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