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Maxwell

Às 11:00 horas fomos para a igreja, o pequeno foi batizado e voltamos as 12:30 horas para casa depois de posarmos para fotos.

Philippe parou ao meu lado quando me distanciei para tomar a minha cerveja fora do barulho das pessoas, nos encaramos.

— E aí? Como está a vida com a minha irmã? — Perguntei sarcástico. — Dois filhos! Afilial da Delta em Washington, ela médica... Estão dando conta? — Dei outro gole na minha cerveja.

— Estamos! — Ele sorriu cínico — Mas, sabe como é... Em casa as coisas estão meio devagar. Com um recém-nascido, a gente não brinca muito.

— Estou sabendo! — Apertei a garrafa de cerveja na mão e o encarei. — Você acha isso certo? De trair a minha irmã só porque teve um bebê?

— Ei, cara! Eu não traio a sua irmã!

— Não!? Lógico que não! — Dei outro gole na cerveja rindo sarcástico. — Você apenas engana. Promete se separar... Diz que seu casamento é uma droga. Promete o mundo e quando algo saí do jeito que não quer... Bum!!!! Você pula fora.

— Do que está falando, Maxwell? — Ele estava ficando pálido — Eu nunca fiz isso, cara!

— Não!? Tem certeza? — O encarei sarcástico. — Sabe, Phill... — Apoiei a mão em seu ombro e me aproximei. — Todos aqui em casa sabem... — Nos encaramos. — Sim! E se pisar na bola mais uma vez. Juro que conto para Caroline! Porque eu não vou ficar calado e me fazendo de idiota como todos, tratando você bem! Não mesmo! Então é melhor você se cuidar. respeite a minha irmã e seja o homem que ela espera que você seja! Entendeu bem?

— Sabem o que, Max? Você só está tirando conclusões precipitadas.

— Não estou! Ravenn... Você se lembra deste nome?

— Oh, merda! Não é o que você está pensando, cara! Droga, eu comecei as negociações com o grupo BR a pedido do seu pai e me encantei por ela. Ah, Max! Eu não sei como essa história chegou até você, mas se a conhecesse entenderia. Aquela mulher pode deixar qualquer homem deslumbrado, aquela xoxota vicia, cara! Mas, ela não passa de uma aproveitadora que quer crescer montando nas costas de alguém. A Ravenn achou que poderia me usar pra subir na vida e eu percebi e a afastei.

— Afastou? Você arrancou o filho de vocês! Como você foi capaz de arrastar a mulher até uma clinica e não foi capaz de conversar primeiramente? Você foi desumano e frio. — Falava como se estivéssemos tendo uma conversa normal, pois os olhares estavam voltados para nós. — E Ravenn não é assim! Não acredito em uma só palavra sua. — Me virei para o jardim dando as costas para todos. — Nunca mais repita a merda que fez... Se trair a minha irmã novamente e eu ficar sabendo... Vou contar a Caroline. Não vou ser como meus pais que fingem em não saber de nada.

— Max, acredite! Aquela mulher é ardilosa... ela vai te usar pra crescer e te deixar quando conseguir o que quer. Ou talvez ela se case com você, seria um belo golpe do baú. O que você acha que ela queria engravidando de mim?

O olhei sobre meu ombro.

— Não é muito diferente de você, não é mesmo? — Me voltei para ele. —Me lembro bem. O gerente do consignado. há 6 anos no mesmo cargo. Viu seu supervisor ir para o Marketing depois de formado... Salário melhor. Depois de um ano ele virou diretor... E você continuava como getente. até que um dia resolveu ficar no pé da minha irmã quando foi trabalhar lá... — Fiz um bico. — Era de se esperar você propor casamento com menos de um ano de namoro com ela prestes a ir para a universidade em Washington. Sabia que estávamos abrindo uma filial por lá... Foi até prático me desbancar, não é Phill. Você tinha mais tempo de casa, era justo.

— Não! Eu amo a Caroline! Vocês todos é que nunca me aceitaram.

— Ah! Pelo amor de Deus! — Fiz uma cara de desgosto. — O único que não te aceita, sou eu! Ou você acha que todos me esconderam até hoje as suas puladas de cerca por quê? Acorda, Phill! Faça por merecer.

Ele engoliu em seco.

— Eu sou seu cunhado, Max! Somos da mesma família, vai deixar um rabo de saia ficar entre nós?

— Ravenn não tem nada haver entre nós. Meu problema com você é sua falta de respeito com a minha irmã... Quero que pare antes que ela descubra. — Me voltei a ele. — Mande embora a Mércia... Porque se eu chegar semana que vem na empresa e a ver. Eu vou contar a Caroline sobre seu caso com a gerente financeiro.
Vi Chris se aproximando de nós, disfarcei levando minha cerveja a boca.

— O que tanto conversam que não podem se juntar a nós? — Chris deu um leve tapa nas costas de Phill.

— Só estamos discutindo um pouco sobre a atual situação da empresa! —Phil estava pálido — Falando sobre a sociedade com o grupo brasileiro.

— E por que está pálido? — Chris riu. — Seu emprego está garantido. A fraude já está sendo resolvida.

— Estávamos falando da piranha do financeiro... Essa é a verdade.
Chris e Phill me olharam. — Isso mesmo. Vocês ficam fazendo vistas grossas...

— Isso não é problema seu... Papai irá conversar com ele.

— Eu sei bem qual o tipo de conversa.
— Olhei para Phill. — Meu recado está dado. Demita-a e seja o marido que minha irmã espera e que todos nós esperamos. Ou eu conto tudo. —
Phill engoliu a cerveja e saiu praticamente aos tropeços, me deixando com o Chris.

— Porque fez isso? — Chris me repreendeu. — Você não é exemplo de fidelidade.

— E eu namoro por acaso? Acha que não sei o merda que eu sou? — Falei alto. — Já não namoro e não crio vínculo afetivo justamente pra não acontecer essas merdas.

— Da pra você falar mais baixo.— Chris pediu.

— Vá pro inferno você e esse cara!
Saí batendo o pé deixando a garrafa sobre a mesa e subi para o meu antigo quarto. Me joguei na cama e fiquei olhando para o teto.


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