Maxwell Dalton é o mais novo entre os 5 irmão, inteligente e galanteador aproveita a vida como ele acha que merece. Seu irmão Christian Dalton é seu braço direito na empresa, mas completamente diferente sobre o assunto AMOR. Max, como gosta de ser c...
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Fui para a Faculdade e aguentei aquela chatisse toda. Às vezes, acho que eu não deveria fazer isso só para agradar meu pai, ele nem parece orgulhoso por estar fazendo algum esforço. Na verdade, muito esforço, eu odeio isso aqui. Talvez eu devesse escolher um curso mais movimentado, com menos números e mais contato com pessoas, eu sou boa em trabalhar com pessoas. Minha cabeça estava longe e não me importei de ter perdido a explicação sobre uma matéria importante, estou cansada de tentar agradar quem não parece dar a minima para o que eu quero. Me sentindo mais rebelde que de costume. Cabulei a última aula, meu pai nem vai saber e eu vou relaxar um pouco.
Aproveitei meu resto de tarde passeando por Nova York até dá a hora de ir para Ravenn.
Bati em sua porta e quando ela abriu, pulei feliz e a abracei.
— Estava morrendo de saudades! — Falei animada e ela riu.
— Eu também! — Ela me apertou em seus braços — Eu comprei cervejas e aquele vinho branco que você gosta.
— Vamos nos acabar hoje! De preferência uma ressaca daquelas para eu cabular trabalho! — A olhei triste — Olha eu até estou indo bem na empresa, mas Ravenn, estou me sentindo sufocada, com vontade de fugir, de mandar meu pai e os planos dele para mim, para o inferno! — Bufei, entramos e nos sentamos no sofá — Mas chega de falar de mim, vamos pegar esse vinho e me conte sobre sua trepada! — Falei rindo. Fomos até a cozinha.
— Ele é um idiota, Bia! Foi um sexo incrível, mas é o tipo de coisa que não deve se repetir.
— Você parece com raiva, o que houve? Me conta tudo? — Peguei as taças e Ravenn o vinho, nos sentamos e nos servimos.
— Sabe aquele homem que tem escrito CANALHA na testa? Eu tô com raiva de mim, por ter me deixado envolver.
— Estamos no mesmo barco, então, tivemos uma noite maravilhosa de sexo e até agora nem uma mensagem de texto! — Dei de ombros. — Bom, não será a primeira vez que isso acontece e nem a última. Mas quero outro round daquele gostoso. — Rimos juntas.
— Espera! Você também está saindo com alguém? Ai, Bia! Primeiro ele me ignora e hoje do nada me manda ligar pra ele, pra gente jantar! Eu tô perdida!
— Sim, estou saindo com um carinha que conheci na faculdade, ele é tão espontâneo, não tem esse papinho de esconder o que quer, fala na lata, morro de vergonha, mas seria hipócrita, se dissesse que não gosto! Ele não me pediu em namoro nem nada, então, estou na minha. Mas posso te dizer que estou ansiosa por um reencontro. — Minha amiga me olha com um sorrisinho no rosto. — Quanto ao convite de jantar, aceita amiga, qual o problema? Vocês são livres desempedidos, você quer isso! Curta o momento e no dia seguinte seja você a ignora-lo — sorri e bebi um gole de vinho, a abracei.
— Bia, você sabe o que aconteceu da última vez. Eu me envolvi com o Philippe, acreditei nas promessas dele. E o que eu ganhei? Ameaças e um aborto! Eu nunca vou poder realizar o sonho de ser mãe por causa daquele desgraçado. Eu tenho medo de me apaixonar de novo, acreditar e ter meu coração quebrado de novo. Ah vamos esquecer isso! Me fala mais sobre o gatinho da faculdade.
Suspirei, e a abracei mais forte.
— Tem razão, você sabe que eu nunca me apaixonei assim, a dança sempre me tirou esse deslubre que vem com os homens. Mas eu entendo o seu medo. E para que sair para jantar com um idiota que te ignora se você tem a mim? — Pisquei para ela e lhe fiz cócegas. Odeio ver minha amiga triste. Ravenn se retorceu e me deu tapas na mão. — Agora sim, um sorriso!
— E agora você está apaixonada?
— Não! — Franzi a testa — Eu acho que não, estou ansiosa para ele me ligar, para vê-lo! Mas nada desesperador, eu só quero aquele homem dentro de mim de novo! — Ri alto — Ah fala sério, isso não é paixão, é desejo! Não posso ta apaixonada em tão pouco tempo, só porque ele me faz sentir que alguém se importa, se for assim, estou apaixonada por você?
— Você é minha irmãzinha caçula! Eu não conto... Acho que eu estou apaixonada, Bia! E o pior é que... Eu tomei a iniciativa, eu fui pra cima dele e agora eu acho que ele me vê como uma vadia! Daquelas que ele come quando quiser e pode cuspir depois!
— O quê? A Ravenn se algum dia ele disser isso para você, me diga, que eu arranco as bolas dele! Não se sinta assim, eu te protejo. — A abraço ja com vontade de chorar por ela. A Ravenn passa por tanta coisa que não merece. — Você é minha irmãzona, e eu te amo, então, não importa se esses homens vão brincar com nossos corações, vamos levantar e seguir em frente eu me apoio em você e você em mim, como sempre foi! — E chega de falar desses idiotas, vamos comer!
— Meu estômago está mesmo roncando! — Ela riu e me puxou pela mão pra cozinha — Eu fiz rosbife pra acompanhar!
— Huuum, que delicia, não me bata! Eu não trouxe a sobremesa — Ri e fiz uma carinha meiga — Mas posso fazer agora um pudim, enquanto comemos fica pronto! — Fui direto no armário e peguei os ingredientes e o liquidificador e comecei a receita. — Não fui em casa. Tá uma merda lá, meu pai parece que me odeia e minha mãe, reclama toda vez que me enfio no estúdio, é um saco me sentir inútil!
— Seu pai é um idiota arrogante e sua mãe é doce, meiga e superprotetora assim como você. Não a culpe, Bia! A dona Poliana só quer ter certeza que você vai estar bem!
— Eu já disse que estou bem, ela não precisa me sufocar assim! — Deixo tudo batendo no liquidificador e me viro para Ravenn que esquenta a comida. — Mas me diga, como são seus novos chefes? Dizem que o dono é muito gente boa!
— O Dr. Gideon é incrível! Os filhos são... — Ela pareceu pensativa — Um é meigo e o outro é... Bem intenso!
— E o Johan, me conta o que aquela peste aprontou? — Torci a boca, não gosto desse homem.
— Apareceu no meu trabalho com um buquê de rosas do tamanho dele! — Ela gargalhou. Ele disse que quer que eu bata nele, que vai comprar um chicote! Só faltou o pedido de casamento.
— Mas que merda! Esse homem tem titica na cabeça, só pode! — Bati a mão na testa rindo. — Eu não gosto dele e estou querendo armar uma brincadeirinha para sacanea-lo, algo que me isente da culpa, é claro! Quer ser minha parceira no crime? — A olhei cúmplice e levantei as sobrancelhas.
— Só não bate nele! — gargalhou — Acredite, o maluco é masoquista. Ele ainda tem hematomas no rosto do meu notebook e ele simplesmente gamou. Eu até fiquei tentada quando ele disse que podíamos comprar um chicote. Eu ia adorar amarrar aquele escroto num tronco e surra-lo.
— Não sou agressiva assim, quero algo que o envergonhe, ele merece passar uma humilhação para ver o que é bom! — Coloquei a mão no queixo pensativa. — Se bem que ele fez um bom trabalho sozinho. — Rimos. — Queria mesmo era vê-lo demitido com o rabinho entre as pernas, mas por um pedido meu, jamais o seu Vicente faria. Acho que nem se ele fizesse o mesmo que fez com você, ele se importaria. Preciso pensar! Alguma ideia? — Esfreguei as mãos em expectativa, a Ravenn sempre tem ótimas ideias de vingança.
— Vamos pensar em algo!
— Não vejo a hora — Meus olhos devem estar brilhando de empolgação. A noite com a Ravenn foi maravilhosa, rimos de doer a barriga e planejamos uma saída para dançar, estavamos precisando. Nos despedimos já era tarde e fui para casa, entrei de fininho em casa, tomei um banho e simplesmente desmaiei, estava morta.
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