• Capítulo Cento-Dezessete - Substância abortiva

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• Ariana Grande •

— Cami, não por favor. — Ryan a segurou antes que ela caísse no chão.

Seu corpo estava mole e suas pernas bambas.

— Não me deixa perder o nosso bebê por favor, Ryan. — Ela implorou.

Todos no refeitório estavam de pé, tentando entender o que estava acontecendo, suas expressões eram de preocupação com Camille, exceto por duas pessoas.

Amber e Elena, ambas estavam com cara de satisfação e nada de surpresa.

Tudo fazia sentido para mim agora, Elena na fila atrás de nós, o copo na bancada. Isso não era o corpo da Camille expulsando o bebê, só podia ter sido Elena.

— Leva ela pro hospital. — Justin quase gritou.

Ryan a arrumou em seus braços e correu para fora do refeitório, sem se importar em dizer para alguém o porquê de estar correndo para fora da escola durante a aula.

— Vejam as gravações de todas as câmeras. — Eu digo.

— Vamos, Ariana. — Justin me chama.

— O que? — Olívia me olha, confusa.

— Eu acho que foi a Elena. — Eu digo, convicta. — Eu acho que ela colocou algo no suco da Cami.

— Eu sou bom em informática, eu vou tentar entrar anonimamente no programa da escola. — Chris se compromete.

— Vamos analizar tudo, eu prometo a você, Ari. — Melissa diz.

— Vá ajudar a Camille e nos dê notícias. — Olívia diz.

— Eu vou. — Lanço a elas um último sorriso fraco antes de correr com Justin para fora da escola.

O carro de Ryan já não estava mais no estacionamento, Justin e eu entramos rapidamente em seu carro e felizmente não demorou muito para que estivéssemos no hospital.

Parecia que a mesma cena que havia acontecido meses atrás estava se repetindo.

— Ryan. — Corro para abraça-lo assim que o vejo sentado em um banco qualquer.

Ele me abraça de volta.

— Cadê ela? — Justin pergunta.

— Eles levaram ela. — Ele nos encara com isso olhos vermelhos. — Eu não sei o que eu vou fazer se ela perder o nosso bebê.

Eu engulo seco.

— Vamos pensar positivo. — Eu me sento do lado dele e seguro sua mão.

Eu sabia que não poderia contar a ele agora que eu acho que a culpa disso tudo foi da Elena. Ele provavelmente iria querer ir atrás dela e só pioraria tudo, porque agora, Cami precisa dele.

— Camille Braga. — Um doutor diz, após sair de um dos quartos.

— Aqui. — Ryan levanta num pulo do banco. — Minha namorada está bem, doutor?

— Nós fizemos alguns exames nela e detectamos sinais de uma substância abortiva que ela ingeriu. — Ele diz.

— O que? — Ryan parece ficar desnorteado com o que acabou de ouvir.

Meus planos foram por água abaixo, eu terei que contar minhas suspeitas ou ele pode pensar que Cami tomou essa substância porque quis.

— E o bebê, tá bem? — Pergunto.

Justin segura a minha mão e eu aperto a mesma.

— Sim, não houve nenhum dano com a criança. — O doutor diz. — Foi apenas um susto, ela teve sorte.

— Podemos vê-la? — Eu indago.

Ryan agora está sentado no banco, pensativo.

— Sim. — O doutor diz. — Ela está um pouco sensível por causa do acontecido.

— Tudo bem, obrigada.

— Qualquer coisa, me chame. — Ele diz e logo some pelo corredor.

— Ryan, vamos. — Justin o chama.

— Nós temos que ir vê-la. — Eu digo.

— Por que ela tomou um remédio para abortar o nosso bebê? — Ele levanta a cabeça e nos encara, triste.

— Não foi ela. — Eu suspiro. — Cami jamais abortaria esse bebê, ela o quer mais que tudo.

— Então quem foi? — Ele questiona.

— Elena. — Justin suspira pesado.

Heartbreaker [1]Onde histórias criam vida. Descubra agora