Acordei aninhada, de conchinha com Taylor, seu braço forte me envolvendo. Por um instante, tudo era paz, um refúgio quente e seguro. Mas então, a realidade me atingiu com um baque sensual: seu membro pulsando atrás de mim começou a me enlouquecer, e antes que eu encharcasse minha calcinha, virei-me de frente para ele, o movimento sutil, mas ele acordou mesmo assim.
— Desculpa, não queria te acordar! — sussurrei, sentindo o rubor subir ao meu rosto.
— Acordaria todo dia feliz se fosse você a me acordar. — Ele abriu um sorriso preguiçoso, os olhos mareados de sono, mas cheios de uma ternura que me desarmava.
— Bobo. Vamos tomar café?
— O que vai fazer pra mim?
— Panquecas!
— Humm... — Ele ronronou, claramente imaginando a iguaria.
— Mentira, só sei fazer omelete e ovo frito e cozido, ah, mexido também! — admiti, rindo da minha limitação culinária.
— Eu faço as panquecas! — Ele se gabou, com um brilho nos olhos.
— Olha, sabe cozinhar, me dei bem!
— Vai aceitar meu pedido de casamento? — A pergunta veio carregada de um flerte descarado, mas com um toque de seriedade.
— Não, mas vou te chamar pra ficar na minha casa todos os dias, só pra ganhar café da manhã! — Provoquei, adorando a dinâmica entre nós.
— Não convida duas vezes que você vai se arrepender! — Ele me lançou um olhar divertido, e eu sabia que ele estava falando sério.
— Verdade, não quero ganhar mais peso!
— Pra mim você é perfeita! — Ele disse, a voz suave e sincera, e meu coração disparou.
— Tá bom, vamos lá comer que já vi que está delirando de fome.
Ele começou a preparar as panquecas e eu, o café. O aroma doce da massa e o cheiro forte do café invadiam a cozinha.
— Se tem tanto problema com peso, por que não procurou um médico? Eu não te vejo comer tanto!
— Eu como errado, passo o dia sem comer e quando como é coisas erradas, por isso não perco peso mesmo dançando tanto.
— Eu gosto das suas coxas grossas! — Ele disse, depositando uma panqueca no meu prato. Meu rosto queimou, a confissão inesperada me pegando de surpresa.
Fiquei vermelha. Ele me olhou e sorriu, largou a frigideira no fogão, voltou a me encarar, passando a mão levemente na minha bochecha. Enchi a boca de panqueca, desesperada para não ter que falar nada, para não ter que reagir.
— Estou completamente apaixonado por você! — sussurrou ele, e a confissão me atingiu como um raio, mais forte do que qualquer tapa.
Eu o olhei, as bochechas cheias de panqueca, o coração disparado a mil. Estava apavorada, sem saber o que dizer ou fazer. Ele tornou a se virar para o fogão, para fazer mais panqueques, e eu agradeci mentalmente por ele não insistir, por me dar um respiro.
— Tô pensando em me mudar! — soltei, a ideia explodindo em minha mente, uma fuga para a confusão que eu sentia.
— Pra onde?
— Meu pai mal fica em casa e eu me dou trabalho, indo e vindo. Estava pensando em alugar um apartamento perto do studio.
— É uma boa. Queria ter essa coragem que você tem!
— Não tenho, eu preciso fingir que tenho, se não minha vida não vai pra frente!
— Que tal dividir um ap comigo? — Ele perguntou, ainda de costas pra mim, e meu coração deu um pulo que me deixou sem ar.
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Amor Secreto - Degustação
Dla nastolatkówNum palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
