Lira...
Me dirigi para o hospital, subi no terraço e mandei mensagem para Erick me encontrar lá.
Estava tão distraída com o lindo pôr- do-sol enquanto aguardava que não percebi a aproximação dele até senti-lo passar suas mãos por minha cintura me abraçando por traz me pressionando para si.
-Você fica ainda mais perfeita com esse cabelo esvoaçando! - Aproxima seu rosto no meu pescoço e sussurra no meu ouvido.
Fecho meus olhos por alguns segundos curtindo o momento, estava quase me arrependendo de começar aquela conversa com ele.
-Por que estou sentindo que algo está te incomodando? -Ele adivinha, acho que ele me conhece melhor do que eu mesma.
- Por que tem. -Afirmo, me virando de frente para ele.
-O que te incomoda, Lira?
-Por que você não mencionou que aquele edifício é do seu bisavô?
-Eu não sabia... bom... você sabe que eu não me recordo de muitas coisas. -Ele me lembra.
-Tem mais uma coisa. -Acrescento.
-O que?
-Vão demoli-lo daqui a duas semanas.
- Onde está tentando chegar com essa história, Lira?
-Eu sonhei com seu bisavô na noite passada e no sonho ele me disse que a solução para os meus problemas estão onde começou... o edifício.
-E?
-E... e eu vou lá procurar respostas antes que elas sejam destruídas junto com ele.
-Não, você não vai, é muito perigoso, você quase morreu, eu não vou deixar.
-Você não pode me impedir, Erick.
-Por favor, eu não posso te perder também, Lira.
-Olha... eu odeio aquele lugar, você nem imagina o quanto, mas se de alguma forma ajudar o meu irmão e você, eu tenho que tentar.
-Me ajudar com o quê? A despertar do coma? E depois? Já sei. Você me dando comida na boca como um bebê e me banhando com um balde e uma bucha úmida enquanto eu continuo criando raízes em uma maldita cama.
-Você só está com medo, mas...
-Tem razão, senhorita sabe-tudo. Estou!
Eu o abracei forte envolvendo meus braços ao seu redor, mas ele não retribuiu, ao invés disso colocou suas mãos em meu ombro me afastando sem nada a dizer, fazendo um gesto com a cabeça de negação como se estivesse decepcionado comigo e saiu, enquanto ele andava, eu disse em voz alta.
-Erick... Eu também te amo! -Ele parou.
-Então não vai. -Me pede, ainda de costas.
-Eu preciso, ainda tem o Enzo. -Digo, ele volta a andar e saindo do terraço.
Eu estava incerta do que ia fazer, e certa de que era perigoso, coisas ruins acontecia naquele edifício, mas se havia alguma chance dele ser a solução, eu tinha quer ir atrás.
Comentei com Mayra que insistiu em me acompanhar.
-Você não acha que exagerou um pouquinho, May? -Aponto para a mochila de camping que ela ajeitava em cima do sofá.
-Lógico que nao amiga, uma prevenida vale por duas. -Diz tentando erguer a mochila que ficou visivelmente pesada. -É ... acho que dei uma leve exagerada. - Bufa frustrada.

VOCÊ ESTÁ LENDO
O edifício
Mystery / ThrillerLira Symons e seu irmão Lorenzo são filhos de pais extremamente ricos, mas como dinheiro não traz felicidade, nem tudo é mar de rosas nessa família, e quando eles crescem não fica muito diferente de quando eram crianças. Um acidente faz com que su...