Capítulo 48: A carta e a rosa seca

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Jace...

Enquanto Lira e Enzo iam embora, eu estacionei minha moto no lugar novamente.

Espero que minha amiga fique bem.

Me sentei numa mureta.

-Olá, posso me sentar? - uma garota se aproximou de mim.

-Senta aí, iria ser um tédio ficar sozinho aqui esperando até meia-noite. -Digo a ela.

-Sou Tais. -Ela me estende a mão.

-Jace. -Correspondi o seu cumplimento.

-Eu acho que te conheço. Claro, minha faculdade, você socou um cara da sua sala e foi até preso.

- Culpado.

Finalmente chegava meia-noite. Nenhum banho de sangue como disse Lira, liberaram a saída.

- Pode me levar para casa? -Tais me pede.

-Claro, sobe aí. -Respondo.

A alguns quilometros uma moto vermelha passa por mim, atravessando na minha frente me obrigando a parar. A rua estava deserta, sem casa por perto, apenas vielas escuras.

-Lutador! -era o idiota do Denver mais uma vez. - ou devo dizer pegador? Tal pai tal filho, mas acho que o seu gosto é bem melhor do que seu pai, porque a Lira é tão sem graça, mais essa aqui deve ser muito boa de de cama. -Ele continua.

-Cala essa sua boca de merda.

- Como consegue ficar perto da ingênua Lirazinha depois que seu papai fez com ela? você é tão egoísta Jacezinho. - Denver me provoca.

-Pra mim deu. -Parto pra cima dele entramos em luta corporal. Ele caiu no chão me dando uma rasteira e eu cai no chão e o filho da mae cortou meu rosto com uma garrafa quebrada, podia sentir o sangue escorrer por minha face. -Desgraçado. - O mesmo se levantou, e retirou a arma da cintura e apontou para mim.

-Não é tão corajoso agora é. - Ele diz entre gargalhadas.

-Vai, atira, você não tem coragem. -ouço um barulho de tiro e no susto fechei o meus olhos, não senti nada, ao abrir, Denver estava caído no chão gemendo.

-Tais o que você fez? - Digo vendo ela com uma arma na mão.

-Acho que atirei nele. -Ela fala dando de ombros.

-Denver, aguenta firme cara. - Falo enquanto pressiono o ferimento dele

-Nao... Não fala... Pro meu pai o que eu fiz.

-Você vai ficar bem, tá legal? -Não ele não ficou bem, ele parou de respirar e seu coração nao batia mais. -Me dá essa arma Tais antes que você atire em mais alguém. -Digo e ela me entregou a mesma.

-Eu salvei sua vida Jace. -Ela diz tentando se justificar.

-Tirando a vida de outra pessoa? -Digo enquanto Tais vem se aproximando de mim e bem beija, mas eu a empurro, limpando meus lábios com o dorso da mão. - O que está fazendo garota?

-Achei que você me amasse! Você não me ama Jace? -Ela me encarava com um sorriso cínico.

-Tá louca garota, a gente nem se conhece, você é doente? Deveria se tratar.

-Por favor não me deixe, eu amo você Jace.

-Tô caindo fora. -Digo a ignorando me virando de costa.

-Jace? Não vou te deixar ir. -eu a igonoro. -JACE, EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ.

--O QUE É? -retorno de frente quando ouço um barulho. E ao mesmo tempo uma dor aguda me invade e me tirando meu fôlego, na mão de Tais o revólver apontava em minha Direção, caindo a ficha de que fui atingido, confirmei quando tocava o local da dor quase que insuportável , vendo minhas mãos ensanguentada. -Droga garota! Você atirou em mim.

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