Erick...
Eu estava sentido algo por Lira, que jamais senti por ninguém, era difícil admitir, mas acho que estou apaixonado por ela, isto é no mínimo bizarro ou talvez hipócrita da minha parte, nunca fui um cara que acreditou nessas coisas de amor, mas ela de alguma forma mudou isso.
Eu havia chamado ela pra sair e fui buscá-la na casa dela às 7:00 p.m como o combinado, mas o irmão dela disse que ela não havia aparecido em casa, tentei ligar, mas dava caixa postal, eu sentia que ela estava bem, bem até demais, no outro dia ela aparece pra estudar eu a barrei, surgiu em minha mente ela deitada em uma cama dormindo e do seu lado: Jace. Como ela pôde, justo com ele, quando a pedi pra se afastar, como ela conseguiu, mesmo sabendo que o pai dele era o cara que quase a estuprou. Isso me partiu meu coração, e, eu acho que ainda tenho um. Ela tem razão meu corpo pertence a Tais, mas minha mente e alma pertence a ela. Até uma carta eu escrevi, que coisa mais antiquaria, eu sei, mas foi a maneira que encontrei de dizer o que eu sinto por ela, pois pessoalmente eu seria um fiasco.
Tentaram me envenenar. Pensei, só podia ser Tais tentando fazer mal a Lira, mas não tenho tanta certeza, pois o veneno que eu ingeri, só afeta nossa espécie. A dor era tão intensa, mas não iria morrer, apenas agonizar , não sei como Tais sabe disto tudo, se nem eu mesmo sabia . Como pude pedir a Lira que me matasse, fui tão egoísta, mas eu não queria vê-la sofrendo ao me ver naquele estado eu não tinha noção de quanto tempo eu ia melhorar e se eu iria melhorar, mas ela não desistiu de mim.
Eu não sei o que ela fez, mas eu melhorei, ela não quis me contar, mas seja o que for, não é nada que se compra em farmácias.
Não poder ver aquele rosto lindo era mais torturante do que a dor que meu corpo sentia enquanto estava debilitado na cama.
Parecia tudo bem, pobre tolo fui ao pensar isso, Ainda havia Tais que era o nosso único impedimento de ficarmos juntos. Eu pensei mesmo que só por alguns tempo eu poderia ignorar esse perigo? Mas ignorei. Foi meu pior erro.
Havia levado Lira pra Faculdade, Tais apareceu como uma cobra no deserto. Eu estava farto de suas ameaças, decidido a não mais ceder a suas chantagens
—Vem vamos pra casa meu amor. —Ela agia como se fossemos um lindo casal.
—Não... eu estou respondendo, e a resposta é não, eu não vou com você. —Me recuso, a ordenando que descesse do meu carro.
—Ok, depois não diga que eu não te avisei. —Foi o que ela disse descendo do meu carro e vindo em direção de Lira enfiando uma faca na barriga dela.
—TAIS NÃO! —Gritei, mas era tarde ela já havia atingido Lira que chamou meu nome indo ao chão.
—Lira, Lira, Lira por favor fica comigo, está me ouvindo?
—LI ! Ai Meu Deus. —A amiga dela vinha desesperada e assim foram surgindo curiosos ao nosso redor, havia tanto sangue eu pressionei o ferimento dela, porém parecia não estar estancando o sangramento e ela estava perdendo a consciência.
—Você não desistiu de mim e eu não vou desistir de você, tá me ouvindo? —Não, ela com certeza não me ouviu, pois já se encontrava totalmente inconsciente.
Tais correu dali tão ligeiramente que ninguém a notou fugindo, mas eu a vi correndo tão rápido e se transformar em uma sombra negra desaparecendo como vulto, não sei o que ela era, mas não era nem de nossa espécie mais.
— É Mayra né? — Eu olho para a amiga da Lira.
—Sim. —A mesma me confirma.
—Vem comigo, preciso da sua ajuda. —A convoco, pegando Lira no colo e colocando- a na parte traseira do meu carro.
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O edifício
Mysterie / ThrillerLira Symons e seu irmão Lorenzo são filhos de pais extremamente ricos, mas como dinheiro não traz felicidade, nem tudo é mar de rosas nessa família, e quando eles crescem não fica muito diferente de quando eram crianças. Um acidente faz com que su...